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Turismo
Quer trocar esta
casa pela sua?
Donos de imóveis valiosos usam a internet
para fazer intercâmbio de luxo nas férias

Bia Baldim
Divulgação
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| Casa anunciada no site HomeLink: à
sua disposição |
Annalisa Rossi, mulher do prefeito da pequena
cidade italiana de Oderzo, perto de Veneza, não gasta nada
para se hospedar em mansões luxuosas. No ano passado, ficou
em um casarão de estilo colonial na Serra da Mantiqueira,
no sul de Minas Gerais. Annalisa, que já fez quarenta viagens
nesse sistema, é uma entre os 16.000
filiados ao HomeLink.org, um site usado por endinheirados para trocar
de endereço nos períodos de férias. "Numa viagem
assim conhecemos os vizinhos, os objetos, a comida e o modo de vida
da família que nos empresta a casa", ela conta. Para tirar
proveito desse tipo de negócio é preciso ter uma casa
do mesmo padrão do imóvel que se pretende usar e aceitar
cedê-la a outros participantes para utilização
temporária.
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| Página do HomeExchange.com: um dos
maiores do ramo |
Segundo estatística de outro site,
o HomeExchange.com, acontecem por ano 250.000
trocas desse gênero no mundo. Um terço desse público
tem renda superior a 100.000 dólares
por ano. Metade fez curso de pós-graduação,
e a maioria está acima dos 40 anos. "Temos em nosso cadastro
casas de atores, produtores e escritores famosos", afirma Ed Kushins,
presidente do HomeExchange. A professora de inglês Sandra
Faria, dona de uma casa em Florianópolis, cadastrou-se em
três sites do gênero e já recebeu ofertas da
Holanda, Itália, França, Estados Unidos e África
do Sul, mas seu objetivo é passar pelo menos dois meses estudando
na Inglaterra. "Quero um apartamento em Londres", diz. Outro usuário
brasileiro, um operador do mercado financeiro, trocou a casa de
praia, no Litoral Norte de São Paulo, por mansões
no Caribe e no Canadá. Em fevereiro, ele e a família
vão para Aspen, no Colorado.
Nos três principais sites do gênero,
o participante paga uma taxa anual entre 50 e 200 dólares,
pode acessar todo o banco de dados e fazer quantas viagens conseguir.
A partir do interesse inicial de uma das partes, negocia-se por
e-mail ou telefone. Na maioria dos casos, a troca é simultânea.
A prática do intercâmbio, que surgiu há mais
de cinqüenta anos na Europa, entre professores universitários,
tornou-se intensa com a popularização da internet.
"Antes trabalhávamos com catálogos impressos", diz
o canadense Jack Graber, diretor da HomeLink International. Há
mansões com barcos no píer e jacuzzi no quintal, mas
também é possível encontrar, em Nova York ou
Paris, apartamentos pequenos e aconchegantes mas nada baratos.
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