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Partidos
Unidos na economia
e separados no resto
VEJA ouviu vinte especialistas sobre as
semelhanças e as diferenças entre PT
e PSDB, os vencedores das eleições
municipais. Conclusão: as visões sobre
o papel do Estado divergem
O Partido dos Trabalhadores (PT)
e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) despontaram como
os grandes vencedores das eleições municipais deste
ano, independentemente do resultado nas cidades onde há segundo
turno. As duas legendas foram as mais votadas no primeiro turno
das eleições municipais, que podem ser consideradas
uma prévia do embate presidencial de 2006. O PT saiu das
urnas com 16,3 milhões de votos, mais de 500 000 à
frente do PSDB, com 15,7 milhões. A nova realidade torna
crucial ter clareza a respeito do que cada um dos partidos defende.
Para traçar os pontos teóricos e práticos que
separam os dois partidos e também os que unem petistas
e tucanos , VEJA entrevistou vinte especialistas sobre trinta
temas diferentes no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos. José
Genoíno, presidente do PT, e o senador Eduardo Azeredo, presidente
em exercício do PSDB, foram ouvidos. O grande fator de divergência
entre os dois partidos é a visão sobre o papel e as
limitações do Estado. O PT acredita em um poder público
com força e recursos para induzir o desenvolvimento econômico
e reduzir injustiças sociais. O PSDB acredita que o Estado
deve apenas regular e estimular o desenvolvimento do país.
Isso fica claro no papel dado pelos dois governos às agências
reguladoras. O PSDB as criou e deu a elas autonomia para fiscalizar
setores como o de telecomunicações. Para o PT, as
agências devem ser mais atreladas às diretrizes políticas
do governo.
Para o bem e para o mal, as maiores
convergências entre os dois partidos estão na área
econômica. A carga tributária, que deu um salto durante
os oito anos do governo do PSDB, continua a crescer nos quase dois
anos do PT no Palácio do Planalto. O corte de gastos e o
melhor gerenciamento da máquina continuam no plano das promessas.
O mesmo vale para a redução da burocracia, um dos
fatores que colocam o Brasil entre os piores em rankings internacionais
sobre competitividade. Por outro lado, o PT manteve o respeito à
Lei de Responsabilidade Fiscal, que controla o endividamento público,
e à independência de fato do Banco Central, o que dá
credibilidade ao combate à inflação.
Eraldo Peres
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Paulo Jares
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| Pesquisadora da Embrapa (alto, acima),
órgão que foi obrigado a privilegiar a agricultura
familiar. Biblioteca da UFRJ (acima): educação
é uma das maiores divergências entre PSDB e PT.
Rebelião na Febem de São Paulo (abaixo):
o PSDB quer novas punições para adolescentes |
Almeida Rocha/Folha Imagem
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Roberto Castro/AE
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Paulo Liebert/AE
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| Para o PT e o PSDB, a relação
com o FMI é mais beijos do que tapas (alto, acima).
Sede do TRT de São Paulo e fila nos hospitais (abaixo):
PT e PSDB concordam sobre a reforma do Judiciário e a
política de saúde |
Antonio Milena
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