Guia
Eles venceram o vestibular
Cinco milhões
de jovens brasileiros vão enfrentar o
vestibular para 22 000 cursos no fim do ano momento
para o qual a maioria já começou a se preparar.

Monica Weinberg
(mweinberg@abril.com.br)
Não existe nada
parecido com uma fórmula para passar, mas a experiência
de gente que venceu essa etapa com sucesso pode ser útil.
VEJA ouviu os dez animados estudantes que aparecem nestas
páginas. Seus currículos, separados por muitas
diferenças, têm um ponto em comum: todos ficaram
em primeiro lugar no último vestibular. Os campeões
ingressaram em distintas carreiras e universidades espalhadas
por todo o Brasil. Para chegar ao topo, nenhum deles precisou
varar madrugadas nem abdicar dos fins de semana. Eles conseguiram,
no entanto, o mais difícil nesse caso: manter o foco
com admirável disciplina. A seguir, o grupo dá
sugestões de como otimizar o duro período que
antecede o vestibular e divide algumas de suas estratégias
para resolver a prova.
Seis meses antes da
prova
Horas
de estudo em casa: quatro por dia (e só durante
a semana)
Comentário: é o suficiente para revisar
os assuntos tratados em sala de aula naquele dia; o básico
para fixar a matéria sem abdicar do lazer e
do sono
Simulados: todos fizeram
Comentário: foram úteis para a familiarização
com a estrutura da prova e também para saber quanto
tempo se gastava em cada matéria
Cursinho: a maioria optou
por aulas extras apenas daquelas disciplinas sobre as quais
tinha menos domínio
Comentário: elas consomem menos tempo do que
um cursinho convencional e focam nos pontos em que, de fato,
há alguma dificuldade
Leitura: leram muito, além
do indicado para o vestibular
Comentário: os livros não apenas proporcionam
necessário momento de lazer como ainda elevam a capacidade
de interpretar textos, útil na hora da prova
Lazer: nenhum deles
estudava muito nos fins de semana
Comentário: manter-se desligado dos livros por
algum tempo ajudou a controlar a ansiedade
Nos dias que antecederam
o exame
Horas
de sono: oito
Comentário: foi o mínimo necessário
para manter a mente descansada e um alto nível de atenção
na hora da prova
Horas de estudo: quatro
Comentário: estudar mais do que isso dias antes
do concurso só aumentaria a tensão e o cansaço.
Na véspera, nenhum deles abriu um livro
Na hora do exame
Por
onde começar: os campeões responderam
primeiro às questões das disciplinas em que
tinham mais facilidade
Comentário: isso ajudou a aplacar o nervosismo
e a aumentar a autoconfiança
Cronômetro: eles
administraram bem o tempo despendido nas várias provas
Comentário: todos destinaram cerca de uma hora
para a redação, que tem peso alto na nota final.
Também não ficaram paralisados diante das questões
mais complexas. Na maioria das vezes, a resposta veio depois
de já terem seguido adiante
Acessórios: nos
cursos que incluem provas de habilidades específicas,
como arquitetura e desenho industrial, é necessário
levar material próprio. Os campeões optaram
por aquele com o qual já estavam acostumados
Comentário:
é melhor estar munido do básico e não
correr riscos com materiais sofisticados justamente na hora
da prova
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Eis os campeões
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Flavio
Luiz Araújo do Nascimento,
22 anos
1º
lugar geral e em medicina na Universidade Estadual
do Rio Grande do Norte
"Cheguei
a estudar sete horas por dia. Era exagerado e
improdutivo"
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Tatiana
Sansanowicz,
18 anos
1º
lugar em medicina na Universidade Federal do Rio
Grande do Sul
"Resolver
as questões mais fáceis antes me
deu segurança para concluir o exame"
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Rodrigo
Grochoski,
18 anos
1º
lugar geral e em agronomia na Universidade Federal
do Paraná
"Fazer
um curso voltado para a prova discursiva me ajudou
a desenvolver o tipo de raciocínio exigido
no vestibular"
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Rebecca
Holanda Arrais,
18 anos
1º
lugar em psicologia na Universidade Federal do
Ceará
"Fiz
inscrição em três vestibulares.
Funcionou para diminuir o peso das provas"
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Marina
Zoega Hayashida,
19 anos
1º
lugar geral e em medicina na Universidade Federal
de São Paulo
"Fazia
exercícios físicos todos os dias.
Mantive assim a cabeça longe dos livros
por um tempo"
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Daniel
Ungaretti Borges,
18 anos
1º
lugar geral e em matemática na Universidade
Federal de Minas Gerais
"Não
abri o livro na véspera. Preferi viajar
e descansar a cabeça"
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Pedro
Barreto Vinhas Abreu,
18 anos
1º
lugar geral na Universidade Federal do Rio de
Janeiro e aprovação no Instituto
Tecnológico de Aeronáutica*
"Foi
fundamental estudar na escola em uma classe dedicada
exclusivamente ao vestibular do ITA. Isso me garantiu
o foco"
*O ITA
não divulga o ranking
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Karina
Nakahara,
25 anos
1º
lugar nos cursos de humanidades da Universidade
Estadual Paulista
"Minha
dica: ler o manual do candidato. Ele é
útil por ser preciso nos pontos que cairão
na prova"
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Fábio
de Azevedo Reis,
19 anos
1º
lugar em medicina na Universidade de Brasília
e 2ª colocação geral
"Usava
o cronômetro na hora dos simulados. Com
isso, eu me tornei mais disciplinado em relação
ao tempo"
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Verônica
Mello,
21 anos
1º
lugar em medicina na Universidade Federal do Rio
de Janeiro e 2ª colocação geral
"Decidi
não estudar nos fins de semana. Isso me
livrou do stress do qual sofreram alguns colegas"
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Fotos Ana Araujo, Otavio Dias, Leo Drumond/Ag.Nitro
e Arquivo pessoal