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Leitor
China Fantástica
a reportagem "Abertura made in China" (27 de agosto). Infelizmente,
no período da Olimpíada a maioria dos meios de comunicação
só nos mostrou os chamados "avanços" daquele país.
Quiseram esconder a maquiagem feita pelo governo chinês para tentar passar
uma imagem diferente da realidade. Essa coragem dos repórteres de VEJA
nos orgulha. Parabéns! Perfeito
o título para a excelente reportagem de capa da última edição
("O golpe do século", 27 de agosto). Assim como fez o PC chinês,
há um país cujo governo "comunista/socialista" também
adotou medidas econômicas bem liberais para seguir no poder. A China
está estendendo a mão para o mundo, e é muito melhor fazer
negócios com ela do que guerra ("O golpe do século", 27
de agosto). A maior transformação econômica mundial deve estar
em curso, reequilibrando o poder entre as nações. Em tese, tudo
isso é ótimo, mas, como vimos na Olimpíada, o ser humano
quer sempre o primeiro lugar, ou seja, a disputa não tem fim.
Olimpíada de Pequim É incrível como os chineses
conseguiram alcançar as metas estipuladas para essa Olimpíada. Com
determinação, organização e disciplina, eles chegaram
lá ("O triunfo da China", 27 de agosto). Quem sabe um dia o Brasil
aprende? Confesso
estar decepcionado com os resultados pífios da delegação
brasileira nos Jogos de Pequim. Um país, para se considerar evoluído,
tem de evoluir também desportivamente. Nos Estados Unidos, os atletas são
requisitados a tapa pelas maiores universidades, caso do nadador Cielo, medalha
de ouro. Aqui, nossas universidades são verdadeiros cemitérios de
atletas, com raras exceções. Gostaria
de cumprimentá-los pela cobertura da Olimpíada de Pequim realizada
pela revista, ao mesmo tempo em que temos de reconhecer e cumprimentar o povo
chinês e a comissão dos Jogos pela sua organização
impecável.
Diogo Mainardi Parece
que Mainardi fez uma tradução dos meus sentimentos. Tenho filhas
em colégio particular, considerado excelente, porém a anos-luz da
realidade em que as crianças vivem. Como explicar que a mais velha não
saiba nada e só tire nota alta? Como explicar que tenho de dar aulas de
português para funcionários da minha empresa, formados em universidades
conceituadas, mas que mal sabem escrever ("Temperamento de rebanho",
27 de agosto)?
CPI do Grampo Conduzo a presidência da CPI
do Grampo na Câmara Federal com a mesma seriedade com que percorri os 25
anos de vida profissional como delegado da Polícia Federal. Por isso, em
relação à reportagem "Sabia ou não sabia? Sabia..."
(VEJA, edição 2075, 27 de agosto), a respeito da sessão de
depoimento do diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin),
Paulo Lacerda, sobre a participação, alegadamente informal, de agentes
daquele órgão na Operação Satiagraha, da Polícia
Federal, não posso deixar de reparar a informação equivocada
segundo a qual "a inação dos deputados que o interrogaram beirou
a conivência". Consegui obter a informação de que, por
meio da cessão de recursos humanos e materiais, houve participação
formal entre a Abin e o delegado da PF, o que, aliás, foi por mim ressaltado
ao fim da sessão, conforme consta das notas taquigráficas disponíveis
no site da Câmara.
Claudio de Moura Castro O artigo "Agronegócio
sem educação?" (27 de agosto) associa o sucesso do agronegócio
com a qualidade da educação. Quase tudo melhora onde os níveis
educacionais são mais elevados. Assim como alguns fatores de risco, como
obesidade, sedentarismo, hipertensão arterial, colesterol e tabagismo,
são mais evidentes onde é menor a escolaridade.
Cinemateca VEJA Sensacional o lançamento pela Editora
Abril da Cinemateca VEJA ("50 razões para amar o cinema", 27
de agosto)! Certamente, ela se tornará um dos maiores sucessos da editora
em todos os tempos. Com relação à lista de títulos,
obviamente, ela nunca será unanimidade. Modestamente, eu gostaria de citar
um filme que considero um clássico: Vanishing Point (Corrida
contra o Destino), produção americana de 1971 que deu origem
ao gênero road movie. Quem sabe a editora não o inclua numa
provável segunda edição da coleção?
Carlos Minc Em relação ao artigo de J.R.
Guzzo ("Esaó e Jacu", 20 de agosto), alguns esclarecimentos:
1) O gado foi embargado por ordem judicial; 2) No período em questão,
morreram doze animais e nasceram 28; 3) Depois da apreensão, quando viram
que nossa ação era para valer, os pecuaristas irregulares retiraram
25 000 cabeças de gado da Reserva Ecológica da Terra do Meio.
Alcançamos, portanto, nosso objetivo de proteção da floresta;
4) Essa e outras ações, como leilões de toras de madeira
apreendidas, contribuíram para o bom resultado de julho, quando o desmatamento
na Amazônia caiu 55% em relação ao do mês anterior e
mais de 70% se comparado com o de julho de 2007.
Radar
Sobre a nota " Uma conta de UTI de 1 milhão de dólares"
(Radar, 27 de agosto), o Hospital do Coração esclarece que o valor
das diárias de UTI do deputado Ricardo Izar corresponde a menos de 5% do
total da conta. O deputado recebeu o que há de mais avançado em
termos de tratamentos e foi submetido a duas cirurgias, 25 sessões de hemodiálise,
cateterismo, dezenas de exames de imagem, como tomografia, ecocardiografia e ultra-sonografia,
além dos medicamentos de alta complexidade ministrados ininterruptamente
durante 36 dias. Os materiais médicos e os medicamentos utilizados representam
mais de 50% dos custos. Correção: o jamaicano Usain Bolt conquistou três, e não duas, medalhas de ouro, e quebrou três, e não dois, recordes mundiais em Pequim. O americano Jesse Owens, que disputou os Jogos de Berlim, em 1936, media 1,77 metro de altura e pesava 75 quilos, e não 1,54 metro e 61 quilos (VEJA.com, 27 de agosto).
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