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Edição 2076

3 de setembro de 2008
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Felipe Patury

As paradas do trem-bala

Fabio Pozzebom/ABR


O governo apresentará em setembro o percurso do trem-bala que ligará o Rio de Janeiro a São Paulo. Ele terá, pelo menos, oito estações: Centro do Rio, Galeão, Resende, São José dos Campos, Guarulhos, Centro de São Paulo, Centro de Campinas e Aeroporto de Viracopos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer inaugurar o trecho paulista do projeto antes do fim do seu governo, em 2010. Para isso, o presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Bernardo Figueiredo, seguirá um cronograma mensal de anúncios. Em outubro, divulgará as exigências ambientais do projeto. Em novembro, as projeções de passageiros e de retorno do investimento. No fim do ano, o edital da obra, estimada entre 10 e 15 bilhões de reais. O BNDES financiará de 50% a 70% desse valor. Devem participar da concorrência a francesa Alstom, a alemã Siemens, as japonesas Kawasaki e Mitsui e, possivelmente, a canadense Bombardier.

 

Emprego até para morto

Domingos Tadeu/PR


Há duas semanas, o Supremo Tribunal Federal impôs uma derrota ao governador do Tocantins, Marcelo Miranda. Os ministros decidiram que ele deveria demitir 26 000 funcionários cujos cargos haviam sido criados por decreto. Miranda cumpriu a sentença. Quatro dias depois, recontratou todo mundo por um ato administrativo. Incluiu até mortos na lista, como o ex-superintendente da Polícia Técnico-Científica Valdivino de Carvalho.

 

É doce, mas não é mole

Ricardo Ledo/
Gazeta do Povo


Aos 77 anos, o usineiro João Lyra está cheio de projetos novos. Há um mês, anunciou seu noivado com uma moça quase cinqüenta anos mais jovem. Também avisou à família que pretende concorrer a uma vaga no Senado em 2010, quando terá 79 anos. Ele ainda tem novidades nos negócios. Cancelou a venda de sua melhor usina, a Triálcool, avaliada em 200 milhões de dólares, para o grupo belga Alcotra. Lyra pretendia desfazer-se dela para capitalizar o grupo. Desistiu depois de um semestre de negociações porque concluiu que todo o dinheiro obtido com a operação seria absorvido por seus credores.

 

Diga ao povo que saio

Dida Aampaio/AE


O líder do PMDB no Senado, Romero Jucá, avisou ao seu partido que não disputará a presidência da Casa. Jucá tinha a simpatia de Lula e era o nome mais forte do partido para ocupar o cargo. Abriu mão da disputa para evitar que ressurjam denúncias do passado. A renúncia de Jucá aumenta as chances de Michel Temer, também do PMDB, ganhar a eleição na Câmara. Nesse caso, seria respeitada a tradição de um mesmo partido não presidir as duas casas.

 

Uma mensagem muito, muito estranha

Ed Ferreira/AE


Um e-mail enviado pela secretária da Receita Federal, Lina Vieira, aos seus superintendentes regionais causou perplexidade aos funcionários da Casa. Quem lê o texto tem a impressão de que a secretária anda meio perdida. Na mensagem, ela revela que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, quer reestruturar toda a Receita. Avisa que "diversas" medidas provisórias alterarão repartições como o Conselho de Contribuintes. Lina diz que sabe da existência de boatos sobre as mudanças, mas que gostaria de "acalmar a todos". Depois, pára de informar e passa a questionar os superintendentes. Pergunta se eles participaram da elaboração das medidas e conclui o texto com a seguinte saraivada de indagações: "V. Sas. foram consultados? Ou apenas um pequeno grupo discutiu e resolveu? Ou não resolveu? Ou não foi ouvido?".

 

Com reportagem de Fábio Portela



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