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Aventura
O
resgate de 4 bilhões
de dólares
Explorador
vai usar robôs para
retirar o ouro de destroços no
fundo do Mediterrâneo
Reprodução Revista Popular Mechanics
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| Sussex
afunda em
Gibraltar: carga de ouro e jóias |
O
ouro está a 750 metros de profundidade, perto do Estreito
de Gibraltar, a passagem entre o Mediterrâneo e o Atlântico
ou, pelo menos, é o que pensa o americano Greg Stemm.
Com a ajuda de um robô-sonar, o caçador de tesouros
localizou os destroços de um grande navio e acredita que
eles sejam do Sussex, embarcação inglesa que
afundou em 1694 com uma carga de 3 milhões de libras esterlinas
em moedas de ouro e outras 6 toneladas do metal precioso na forma
de lingotes e jóias. O tesouro iria comprar o apoio do duque
de Savóia na guerra contra a França. Como o navio
sumiu no mar, o duque aliou-se aos franceses. No próximo
mês, Stemm vasculhará os destroços com um segundo
robô, equipado com câmeras e holofotes. Se a identidade
da embarcação for confirmada, um terceiro robô
entrará em cena. Dotado de braços mecânicos,
vai recolher o tesouro submerso. Estima-se que a carga do Sussex
possa ser vendida por 4 bilhões de dólares.
Dono de uma empresa de exploração de naufrágios
chamada Odyssey, Stemm gastou duas décadas e mais de 4 milhões
de dólares mapeando o relevo submarino da costa espanhola.
A primeira providência depois de encontrar os destroços
foi fechar um acordo com o governo inglês, para evitar que
a coroa britânica reclame o que for retirado do mar. Ficou
combinado que, se o valor das peças resgatadas não
chegar a 45 milhões de dólares, Stemm fica com 80%.
Entre 45 e 500 milhões sua cota será de 50%. Se ultrapassar
500 milhões de dólares, o aventureiro ficará
com uma fatia de 40%. O Sussex não é a única
aposta de Stemm. No mês passado, a Odyssey localizou um vapor
que naufragou na costa dos Estados Unidos em 1865. Trata-se do Republic,
que foi a pique com 20.000 moedas de ouro a bordo, avaliadas agora
em 150 milhões de dólares. O dinheiro ia de Nova York
para Nova Orleans e era destinado à reconstrução
dos Estados do Sul depois da Guerra de Secessão americana.
Se recolher o tesouro do Sussex, Stemm baterá com
folga a façanha de seu compatriota Mel Fisher, responsável
pelo resgate do mais famoso tesouro submerso da história,
o do Nuestra Señora de Atocha, em 1985. O galeão
espanhol naufragado em 1622 foi localizado a 60 quilômetros
da costa da Flórida. Nos destroços, a apenas 16 metros
de profundidade, foram encontradas 47 toneladas de prata, 150.000
moedas e peças de ouro e centenas de pedras preciosas, tesouro
estimado em 400 milhões de dólares. O governo do Estado
da Flórida é dono de 25% e o restante pertence a Fisher
e seus investidores. A grande diferença entre as duas expedições
é tecnológica. Fisher contava apenas com mergulhadores
e três deles morreram no resgate. O Sussex se
é realmente ele está fundo demais para ser
alcançado por mergulhadores. Não fossem os aparelhos
robotizados, seu tesouro continuaria inacessível aos aventureiros.
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