Edição 1916 . 3 de agosto de 2005

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Ronco e apnéia: o que fazer

Os males do ronco vão muito além das brigas de casal. Quando associado à apnéia, o distúrbio respiratório relacionado ao sono, ele pode prejudicar muito a saúde. "Geralmente o caso tem relação com outras doenças, como hipertensão, obesidade e aumento de colesterol, que podem evoluir para problemas do coração", diz Maurício da Cunha Bagnato, do Serviço de Medicina do Sono do Hospital Sírio-Libanês. O ronco resulta da vibração do ar ao passar, com dificuldade, pelo nariz ou pela faringe. Se ocorre a obstrução intermitente da faringe, com interrupção da respiração, caracteriza-se a apnéia. Entre as principais causas do problema estão o excesso de peso, o consumo de álcool ou de calmantes, doenças de adenóide ou o desvio de septo. Descobrir as causas está mais fácil com o exame de polissonografia, no qual sensores ultra-sensíveis ligados ao paciente medem o que acontece no organismo enquanto ele dorme e podem indicar a origem do mal com maior precisão. Nem todos têm tratamentos simples, mas há algumas soluções:

RONCO
Perder peso elimina completamente o ronco em alguns casos. Em outros, cirurgias que corrigem o estreitamento das vias aéreas são eficazes. Também se pode, conforme o diagnóstico, utilizar um aparelho que puxa a mandíbula inferior para a frente, evitando que a língua bloqueie a passagem de ar pela faringe. A boa nova é que hoje esse acessório pode ser confortável, feito de um material que se torna flexível em contato com a saliva. Cerca de 90% dos pacientes obtêm melhoras consideráveis com o dispositivo.

APNÉIA
Os casos de apnéia leve podem ser controlados com o mesmo aparelho bucal usado no tratamento do ronco. Para problemas mais complexos, é indicado um dispositivo que comprime o ar e o bombeia para uma máscara sobre o nariz, aumentando a pressão e dilatando a garganta. Essa descrição pode assustar, mas as maquininhas modernas têm o tamanho de um chaveiro.

 

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Cada um tem seu relógio

Ocorpo necessita de oito horas de sono para levantar disposto, certo? Errado. Cada pessoa tem um relógio biológico que regula a quantidade de horas que deve dormir e os horários do início e do fim do sono. Esse relógio é ajustado geneticamente e sofre mudanças nas diferentes fases da vida – da infância à velhice. "A necessidade de sono costuma diminuir ao longo dos anos", explica Luciano Ribeiro Pinto Jr., neurologista do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo. É verdade que a média da população passa bem com sete ou oito horas de sono. Mas cerca de 10% precisam de pelo menos nove horas. São os dormidores longos. Outros 10% ficam satisfeitos com quatro ou cinco horas e são chamados de dormidores curtos. Saber em que grupo cada um se encaixa depende de como a pessoa acorda. Dormir o número ideal de horas significa levantar da cama bem-disposto e sem sonolência. Ainda não existe tratamento que encurte ou aumente a jornada de sono. O ideal é adaptar a rotina ao relógio biológico.

Colaborou Tatiana Schibuola

 
 
 
 
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