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Guia Ronco
e apnéia: o que fazer Os
males do ronco vão muito além das brigas de casal. Quando associado
à apnéia, o distúrbio respiratório relacionado ao
sono, ele pode prejudicar muito a saúde. "Geralmente o caso tem relação
com outras doenças, como hipertensão, obesidade e aumento de colesterol,
que podem evoluir para problemas do coração", diz Maurício
da Cunha Bagnato, do Serviço de Medicina do Sono do Hospital Sírio-Libanês.
O ronco resulta da vibração do ar ao passar, com dificuldade, pelo
nariz ou pela faringe. Se ocorre a obstrução intermitente da faringe,
com interrupção da respiração, caracteriza-se a apnéia.
Entre as principais causas do problema estão o excesso de peso, o consumo
de álcool ou de calmantes, doenças de adenóide ou o desvio
de septo. Descobrir as causas está mais fácil com o exame de polissonografia,
no qual sensores ultra-sensíveis ligados ao paciente medem o que acontece
no organismo enquanto ele dorme e podem indicar a origem do mal com maior precisão.
Nem todos têm tratamentos simples, mas há algumas soluções:
RONCO Perder peso elimina
completamente o ronco em alguns casos. Em outros, cirurgias que corrigem o estreitamento
das vias aéreas são eficazes. Também se pode, conforme o
diagnóstico, utilizar um aparelho que puxa a mandíbula inferior
para a frente, evitando que a língua bloqueie a passagem de ar pela faringe.
A boa nova é que hoje esse acessório pode ser confortável,
feito de um material que se torna flexível em contato com a saliva. Cerca
de 90% dos pacientes obtêm melhoras consideráveis com o dispositivo.
APNÉIA Os casos
de apnéia leve podem ser controlados com o mesmo aparelho bucal usado no
tratamento do ronco. Para problemas mais complexos, é indicado um dispositivo
que comprime o ar e o bombeia para uma máscara sobre o nariz, aumentando
a pressão e dilatando a garganta. Essa descrição pode assustar,
mas as maquininhas modernas têm o tamanho de um chaveiro. Cada
um tem seu relógio Ocorpo
necessita de oito horas de sono para levantar disposto, certo? Errado. Cada pessoa
tem um relógio biológico que regula a quantidade de horas que deve
dormir e os horários do início e do fim do sono. Esse relógio
é ajustado geneticamente e sofre mudanças nas diferentes fases da
vida da infância à velhice. "A necessidade de sono costuma
diminuir ao longo dos anos", explica Luciano Ribeiro Pinto Jr., neurologista do
Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo. É verdade
que a média da população passa bem com sete ou oito horas
de sono. Mas cerca de 10% precisam de pelo menos nove horas. São os dormidores
longos. Outros 10% ficam satisfeitos com quatro ou cinco horas e são chamados
de dormidores curtos. Saber em que grupo cada um se encaixa depende de como a
pessoa acorda. Dormir o número ideal de horas significa levantar da cama
bem-disposto e sem sonolência. Ainda não existe tratamento que encurte
ou aumente a jornada de sono. O ideal é adaptar a rotina ao relógio
biológico. Colaborou Tatiana
Schibuola |