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Estilo O
mestre do salto altíssimo No mundo dos preciosos
sapatos de alto luxo, o nome agora é o impronunciável Louboutin
Fotos divulgação  |
| O Pesce, o Lady Rings e a estampa de oncinha: riqueza
de detalhes e sola toda vermelha |
Antes que a maioria das mulheres comuns
conseguisse decorar Manolo Blahnik, o peculiar nome que se transformou em sinônimo
dos sapatos mais chiques do planeta, outro estilista, de nome mais complicado
ainda, vai assumindo a posição de autor do salto agulha que toda
consumidora louca por moda (e muito bem forrada de dinheiro) precisa ter. Christian
Louboutin, 40 anos, mistura de francês com vietnamita, não é
novato no ramo, mas agora chegou ao topo, segundo as caprichosas preferências
do mercado de luxo. Tem duas marcas registradas: o salto altíssimo (na
faixa dos 12 a 13 centímetros) e a sola pintada de vermelho-sangue. "É
um detalhe supersexy e que só ele tem", encanta-se a apresentadora Luciana
Gimenez, que possui três Louboutin (ou, simplificadamente, Lubutã).
Ex-aprendiz do mestre Charles Jourdan
(com ele aperfeiçoou os mais ou menos 100 passos para a confecção
de um salto agulha perfeito), Louboutin trabalhou para grandes grifes antes de
se estabelecer por conta própria em Paris, em 1992. Um exemplar da sua
primeira fornada foi direto para o acervo permanente do Instituto de Moda do Metropolitan
Museum de Nova York. A segunda coleção, intitulada "Trash", não
tinha nada de lixo, mas utilizava como decoração bilhetes de ônibus,
tampas de latinha de cerveja e outras traquitanas do cotidiano. Mas é na
esfera das festas, dos tapetes vermelhos, das ocasiões em que todo mundo
comenta o que todo mundo usa que Louboutin se supera como bem atestam freguesas
fiéis como Caroline de Mônaco, Nicole Kidman e, surpresa, Sarah Jessica
Parker. Na pele da personagem Carrie Bradshaw, da série Sex and the
City, a atriz americana se tornou a maior propagandista de Manolo Blahnik,
mas se casou na vida real usando um Louboutin de sola azul, a cor exclusiva
dos sapatos de noiva da marca. "Para
as mulheres, os sapatos são uma extensão de si mesmas", pontifica,
todo lânguido, Louboutin, autor tanto de modelos completamente despojados,
em que o destaque é a arquitetura perfeita, quanto de coisinhas recobertas
de bordados, aplicações, estampas de onça. Seu modelo mais
caro, o Lady Rings de camurça com cristais, custa 1.290 euros (3.800 reais).
O Pesce, fazendo jus ao nome, desenha com recortes de couro uma exótica
carpa. O preço médio fica em torno dos 500 euros (1.500 reais).
Comparado a Blahnik, é tido como mais criativo, mais ousado e, estranhamente,
mais confortável ("Detesto a palavra 'conforto'. Evito até pronunciá-la.
Mas, no fim das contas, é importante", resigna-se). "Um Manolo tem a aura
de sandália sexy; Louboutin brinca mais com a moda", compara Gabriela Freire,
gerente de importados da loja Daslu, o único lugar onde as duas marcas
são vendidas no Brasil. |