Edição 1916 . 3 de agosto de 2005

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Internacional
O terror islâmico mata
mais... islâmicos

Desde os ataques de 11 de setembro
de 2001, o terrorismo em nome de Alá
matou quatro muçulmanos para cada
vítima ocidental


NESTA REPORTAGEM
Quadro: Número de mulçumanos e não-mulçumanos mortos nos grandes atentados

O terrorismo islâmico apresenta sua campanha de atentados como um embate entre civilizações, uma luta do Islã contra judeus e cristãos. Os carros-bomba que mataram cerca de setenta pessoas, na maioria egípcios, em Sharm el-Sheikh, na Península do Sinai, no fim de semana passado, colocam em evidência um aspecto da Guerra Santa: as vítimas muçulmanas são em maior número. De cada cinco mortos nos grandes atentados ocorridos desde 11 de setembro de 2001, quatro seguiam a religião de Maomé. No Iraque, a maioria dos carros-bomba tem o objetivo deliberado de matar o maior número de islamitas. Um estudo recente sobre 250 terroristas sauditas identificados no Iraque, preparado pelo historiador israelense Reuven Paz, do Instituto Internacional de Políticas de Contraterrorismo, concluiu que eles eram motivados pela oportunidade de eliminar xiitas, membros da vertente minoritária do Islã. Fiéis do ramo sunita, os voluntários sauditas vêem como secundário o combate aos soldados americanos que ocupam o país. O número de vítimas muçulmanas também aumenta porque os principais atentados são cometidos em países com maioria islâmica, não no Ocidente. Uma razão para isso é explicada pelo teólogo iraniano Reza Aslan, radicado nos Estados Unidos. Aslan diz que o que está em jogo na jihad é uma luta interna do Islã, com os fanáticos tentando impor à força sua interpretação do Corão. O principal motivo de tantos mortos, contudo, é o desprezo demonstrado pelos terroristas em relação à vida de inocentes, sejam eles quem forem.

 
 
 
 
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