|
|
Internacional O
terror islâmico mata mais... islâmicos
Desde os ataques de 11 de setembro de 2001, o terrorismo em nome de Alá
matou quatro muçulmanos para cada vítima ocidental
O
terrorismo islâmico apresenta sua campanha de atentados como um embate entre
civilizações, uma luta do Islã contra judeus e cristãos.
Os carros-bomba que mataram cerca de setenta pessoas, na maioria egípcios,
em Sharm el-Sheikh, na Península do Sinai, no fim de semana passado, colocam
em evidência um aspecto da Guerra Santa: as vítimas muçulmanas
são em maior número. De cada cinco mortos nos grandes atentados
ocorridos desde 11 de setembro de 2001, quatro seguiam a religião de Maomé.
No Iraque, a maioria dos carros-bomba tem o objetivo deliberado de matar o maior
número de islamitas. Um estudo recente sobre 250 terroristas sauditas identificados
no Iraque, preparado pelo historiador israelense Reuven Paz, do Instituto Internacional
de Políticas de Contraterrorismo, concluiu que eles eram motivados pela
oportunidade de eliminar xiitas, membros da vertente minoritária do Islã.
Fiéis do ramo sunita, os voluntários sauditas vêem como secundário
o combate aos soldados americanos que ocupam o país. O número de
vítimas muçulmanas também aumenta porque os principais atentados
são cometidos em países com maioria islâmica, não no
Ocidente. Uma razão para isso é explicada pelo teólogo iraniano
Reza Aslan, radicado nos Estados Unidos. Aslan diz que o que está em jogo
na jihad é uma luta interna do Islã, com os fanáticos tentando
impor à força sua interpretação do Corão.
O principal motivo de tantos mortos, contudo, é o desprezo demonstrado
pelos terroristas em relação à vida de inocentes, sejam eles
quem forem. |