|
|
Cartas
 | "O
presidente está equivocado! Entre os 180 milhões de brasileiros,
existe uma senhora com formação universitária, mãe
e avó que pode lhe dar lição de moral e ética."
Marilia Fernandes da Silva Henrique
São José dos Campos, SP | Governo
Lula A assessoria de Comunicação
Social do Ministério da Justiça foi procurada no fim da manhã
de sexta-feira 22 de julho por VEJA para comentar a apuração dos
supostos fatos que deram origem à matéria de capa da última
edição da revista. Suas respostas foram encaminhadas no mesmo dia
à reportagem. Como VEJA optou por não mencionar o conteúdo
dos esclarecimentos fornecidos pelo Ministério da Justiça, principalmente
com relação à matéria intitulada "A reação"
(27 de julho), convém elucidar alguns pontos factuais: ao contrário
do que afirma a matéria, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz
Bastos, não tomou conhecimento de nenhum episódio envolvendo suposta
chantagem. Portanto, o ministro da Justiça não atuou para "acalmar"
o empresário Marcos Valério, tampouco para emitir "sinais" a seu
advogado. Como foi respondido à revista, já na sexta-feira 22 de
julho, Márcio Thomaz Bastos não tinha estado e nem falado com o
advogado Marcelo Leonardo nenhuma vez neste ano. Ao contrário do que informa
a reportagem, após o encontro do ministro da Justiça com o advogado
Arnaldo Malheiros Filho, os dois não "dizem que apenas jogavam conversa
fora como dois velhos amigos". A matéria seguinte da mesma edição,
intitulada "A farsa", esclarece que "na mesma quinta-feira, Malheiros encontrou-se
com Thomaz Bastos em São Paulo. Falaram-se pessoalmente. Malheiros disse
que Delúbio Soares queria prestar um novo depoimento. O ministro sugeriu
que, para agilizar as investigações, o depoimento fosse prestado
diretamente ao procurador Antonio Fernando de Souza". Essa versão apresentada
pela revista é a correta. VEJA não perguntou ao Ministério
da Justiça nada sobre a pauta da reunião ocorrida no Palácio
do Planalto no dia 11 de julho, segunda-feira. No entanto, não se furtou
em publicar ilações sobre o encontro. Ao contrário do que
supõe a matéria, a chamada "tese jurídica" que "surgiu" no
fim da semana retrasada não teve absolutamente a participação
do ministro da Justiça. Ao governo federal interessa apenas a elucidação
dos fatos. Márcio Thomaz Bastos advogou por mais de quarenta anos. Ao ser
chamado pelo presidente Lula para assumir sua pasta, vendeu seu escritório
de advocacia e entregou toda a administração de seus bens a uma
instituição bancária. Dedica-se desde dezembro de 2002 apenas
à vida pública. A atuação do ministro da Justiça
no episódio, assim como em todo o seu trabalho à frente da pasta,
visa apenas ao fortalecimento das instituições da República.
Léia Rabelo Assessoria de Comunicação Social do
Ministério da Justiça Brasília, DF
A matéria de capa sobre a chantagem do senhor Marcos Valério nos
faz lembrar das palavras de Giovanni Falconi, juiz italiano morto em 1992 por
mafiosos em Palermo, na Sicília: "Quando a delinqüência conquista
o poder, o oficial confunde-se com o marginal ("A chantagem", 27 de julho).
Rodrigo Otávio da Silva Dracena, SP
Está cada vez mais evidente o esquema armado pelas cabeças mais
brilhantes do PT. Apesar de ter beneficiado somente "elites de camaradas", o "Valerioduto"
foi um dos poucos, se não o único, programas de distribuição
de renda que realmente funcionaram no governo Lula. Ricardo Hin
Manaus, AM Minha empregada é
um dos 180 milhões de brasileiros e possui moral suficiente para dar lições
de ética ao presidente. Eu possuo. Meu marido, ex-estrelinha-vermelha-no-peito,
possui. Fora desse pequeno universo de pessoas, há milhares de brasileiros
que podem, sim, dar lições de ética ao Lula. Porque ele não
está acima da condição humana. Ele não é Deus.
Ele não é vítima. Ele não é inocente ("Tempos
sombrios", 27 de julho). Erica Duguay Recife, PE
Exemplar a postura de VEJA em relação ao esquema de corrupção
que consome o Brasil. Diferentemente de outros periódicos, a revista desmascara
com total imparcialidade a cúpula petista que tentou assumir o Brasil para
fins próprios. Não poupou nem o senhor "Lulla", que até hoje
faz de conta que essa crise não é com ele. Aliás, enoja a
postura desse nobre cidadão que se diz presidente (embora não saiba
governar) em bater no peito e afirmar que, dentre 180 milhões de brasileiros,
não há alguém mais honesto e que possa discutir ética
com ele. Qual será seu discurso na solenidade de posse de José Alencar?
Cristiano Dias Anápolis, GO
Apesar das insistentes negativas do senhor Valério a respeito da reportagem
de capa de VEJA, acredito piamente no teor da referida matéria. Assim como
também deve ocorrer com a grande maioria de seus leitores, uma vez que
foram pouquíssimas as vezes nas quais a revista me decepcionou. Por que
uma revista do porte, da importância e da seriedade de VEJA iria publicar
inverdades a respeito de tema tão sério e complexo da vida política
de nosso país? Meus sinceros e efusivos parabéns à equipe
de VEJA pelo coerente e minucioso trabalho que vem fazendo em relação
à atual crise política. Edson F. Nascimento Ribeirão
Preto, SP No quadro "O outro lado
do mensalão" ("Fábrica de fraudes", 27 de julho), VEJA cita que
a prefeitura de Contagem teria realizado pagamentos que não geraram serviço
algum (dois registros acima de 100.000 reais). Faltou dizer que essa movimentação
diz respeito à administração de Ademir Lucas (PSDB), cuja
conta publicitária era da SMPB, agência que fez a campanha à
reeleição do prefeito. A prefeita Marília Campos (PT) não
teve e não tem nenhum vínculo com a empresa de Marcos Valério.
No início de julho, a pedido do Ministério Público, a prefeitura
entregou cópia da documentação que registra a relação
da SMPB com a administração tucana de 2001 a 2004. Hamilton
Reis Secretário de Comunicação Social da prefeitura
Contagem, MG O grupo Associados Minas
faz pagamentos às agências de propaganda, inclusive SMPB e DNA, somente
em três circunstâncias: comissão de publicidade veiculada,
prêmio de produção e pagamento de comissão por venda
antecipada de espaço publicitário. Em seus 78 anos, o jornal Estado
de Minas jamais participou de uma campanha política e sua isenção
é reconhecida pela inconteste liderança de mercado em toda sua existência,
embora nunca tenha se furtado ao posicionamento crítico em favor da comunidade,
do estado e do país. Edison Zenóbio, diretor-geral, e
Álvaro A. Teixeira da Costa, diretor executivo Belo Horizonte,
MG Com relação à
matéria "Quanto ele sabia" (20 de julho), gostaria de esclarecer o seguinte:
1) como já declarei anteriormente, nunca convidei nenhum parlamentar para
ingressar no Partido Liberal em troca de proposta pecuniária; 2) no que
diz respeito ao ingresso do deputado Enio Tático no Partido Liberal, em
fevereiro de 2005, a troca de legenda partidária foi uma decisão
espontânea do parlamentar, conforme ele mesmo declarou à revista
VEJA e por motivos pessoais que não cabe a ninguém julgar. Sandro
Mabel Líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados
Brasília, DF
Roberto Pompeu de Toledo Está
cada vez melhor a cobertura de VEJA dos escândalos na política brasileira.
A redação das reportagens, os fatos desvendados, as ilustrações
e as fotos, a entrevista oportuna com o cubano Raúl Rivero, os artigos
primorosos de Tales Alvarenga, Lya Luft e Diogo Mainardi, tudo merece elogios.
Já é de praxe a revista ser encerrada com chave de ouro por Roberto
Pompeu de Toledo, mas nesta última edição ("Uma furtiva lágrima",
Ensaio, 27 de julho), ele nos brindou com uma chave de diamante. Muito se fala
dos escândalos, mas faltava alguém com o brilhantismo de Toledo para
dissecar o plano de dominação em curso pela cúpula do PT.
O ensaio de Toledo é magistral e expõe com pertinência a hipótese
sobre as reais motivações que inspiravam o "capitão do time"
José Dirceu, para quem a democracia é um meio, e não um fim.
Maria Suely Moreira Belo Horizonte, MG
Raúl Rivero Cuba não
é um país em dificuldades. É um país destroçado.
Por detrás do retrato vendido ao turista, há uma nação
sofrida e plena de contradições. Em meio à beleza estonteante
de todo o seu território, existe um país roto. Tudo está
roto: telefones públicos, o serviço de abastecimento de água
e luz, o sistema de transporte público, as companhias de aviação
e até mesmo o que se pensa que Cuba possui de melhor: os sistemas de educação
e de saúde. Rivero tem toda a razão: o povo cubano já sofreu
em demasia. Seu futuro é absolutamente incerto e imprevisível (Amarelas,
27 de julho). Maria das Graças Targino Teresina, PI
É muito triste ver que em Cuba você
é preso pelo simples fato de pensar diferente do regime. Como disse Raúl
Rivero, muitos intelectuais de esquerda ainda não entenderam que a realidade
da revolução tem sido um pesadelo para o povo. Tomara que agora
as pessoas possam entender isso melhor, porque na Venezuela estamos sofrendo com
o regime de Hugo Chávez. Esse modelo não é o caminho para
um futuro de harmonia, prosperidade, liberdade e justiça. Juan Carlos
Paz Arlington, Virgínia, EUA Terrorismo
Moro em Londres há nove anos.
E sou casada com um muçulmano, filho de iraquianos e a favor da guerra
no Iraque. Infelizmente, a Inglaterra reagiu muito tarde, pois esses clérigos
muçulmanos estão invocando o terror faz muitos anos na cara do governo.
Claudia Gregori Londres, Inglaterra
Albert Einstein Sinto-me privilegiada
por ter acesso à reportagem especial "Einstein 100 anos das teorias
que mudaram nosso modo de ver o universo" (27 de julho). De modo muito característico,
a revista homenageou Albert Einstein, relacionando suas idéias ao mundo
moderno, e construiu uma imagem nova e envolvente do cientista. Parabéns
pela inovação e obrigada por propiciar-me momentos agradáveis
de leitura. Mariane Manso Musso Baependi, MG
Grande idéia de VEJA a reportagem sobre o imortal cientista Albert Einstein!
A elite cultural, não só do Brasil, precisa manter viva a memória
desse gênio. No momento em que se discute tanto a ética, também
seria oportuno lembrar o lado místico de Einstein, suas idéias sobre
Deus, o homem intuitivo, a ética e a moral, a admiração por
Gandhi. Sugiro que consultem a obra do filósofo brasileiro Huberto Rohden,
que conviveu com Einstein em Princeton: Einstein, o Enigma da Matemática.
Rohden é outro brasileiro a ser lembrado. Sobre ele existe um site (http://memoriarohden.cjb.net).
Iris Helena Gomes São Paulo, SP
Pressão arterial VEJA contribui
de forma importante para a educação em saúde no Brasil. De
acordo com as IV Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, o monitoramento
ambulatorial da pressão arterial (Mapa) ajuda a afastar a possibilidade
de influência do observador e do ambiente hospitalar na medida da pressão
arterial, como bem lembrado na reportagem. Cabe apenas ressaltar que, além
das indicações já citadas na matéria, todas referentes
à hipertensão, o Mapa pode ser usado ainda em casos de suspeita
de hipotensão arterial sintomática, ou seja, naqueles casos em que
os baixos níveis de pressão arterial causam sintomas nos pacientes
("A pressão em 24 horas", 27 de julho). Doutor Marco Aurélio
Nerosky Brasília, DF
Cartas Com referência à
carta da leitora Hilda Fátima de Jesus Pena (Cartas, 27 de julho), cumpre
informar que a Casa Ronald McDonald tem pulseiras institucionais de borracha tanto
no tamanho padronizado para adultos quanto com diâmetro menor, para crianças
ou pessoas que, como a leitora, "têm o pulso fino". Toda a renda obtida
é utilizada pela Associação de Apoio à Criança
com Neoplasia em projetos que beneficiam famílias economicamente desfavorecidas
de crianças em tratamento para câncer. Hugo Dart Voluntário
da Casa Ronald McDonald Rio de Janeiro, RJ
Diogo Mainardi Em minha opinião
Mainardi está certíssimo ao dizer que Lula morreu (e não
sabe), e terei o máximo prazer de carregar a alça esquerda de seu
caixão. Sim, a simbólica alça esquerda burra, ignorante e
retrógrada, mas altamente esperta e corrupta. Sergio Augusto Fonseca
Rio Claro, SP Sempre fiquei intrigado
porque Mainardi sempre teceu críticas ao governo petista. Hoje vejo que
ele tinha razão. Parabéns, Diogo Mainardi, pela sua lucidez. "Brasil,
um país de todos." Todos os amigos do PT. Ricardo Henrique Perpétuo
Governador Valadares, MG André
Petry Li
o artigo do colunista André Petry intitulado "Um escândalo, por favor"
(27 de julho) e confesso que me senti um pouco ofendido. Sobre suas referências
à Igreja Católica, entendo que nas instituições em
geral há trigo e joio. Essa, aliás, é uma regra comum em
todos os espaços da vida social. A igreja não pretende ser um "clube"
reservado somente aos santos, mas um local para aqueles que buscam o aperfeiçoamento,
e assim trigo e joio convivem desde os tempos de Cristo. Generalizar seria punir
aqueles que, dentro da hierarquia católica, têm uma conduta firme
e reproduzem o caráter cristão. Luiz
Eduardo de Souza Pinto Montes
Claros, MG
Excelente! O conteúdo é a mais pura e infeliz verdade. É
impressionante como desde a nossa colonização os corruptores continuam
desbravando ardilosamente nosso povo, não somente quanto à exploração
de nossas riquezas como quanto à depravação de nossas índias
pelos padres jesuítas. Pastor
Cláudio Teixeira da Silva
Araraquara, SP
Lya Luft
O Brasil fossilizou-se na sua mais profunda crise ética histórica,
em que a palavra de ordem é corrupção. Quinhentos anos de
quê? Será isso mesmo? Até quando? Para onde estamos indo com
nossos filhos? Tudo isso parece mais a Escolhinha do Professor Raimundo
ou o Casseta & Planeta; gargalhamos e nos disfarçamos na nossa
covardia. Esperem só os próximos enredos do Carnaval 2006! Ridicularizaremos
nossas esquizofrenias éticas e depois curtiremos a ressaca da mesmice (Ponto
de vista, 27 de julho). Edigar
Leite, sociólogo
Arcoverde, PE
Lya Luft traduziu, em poéticas palavras, todo o desapontamento, indignação
e sentimento de desesperança que se apoderou de todos nós, brasileiros,
diante da séria crise política em que vive nosso amado Brasil. José
Nivaldo de Oliveira Anápolis,
GO
Livros
O reconhecimento do sucesso de J.K. Rowling pelos livros da série Harry
Potter é inevitável. Estamos vivendo uma época em que a leitura
se tornou sinônimo de obrigação ou tarefa de casa para os
adolescentes. É magnífica e estonteante a capacidade que os livros
Harry Potter têm de prender a atenção e surpreender, tornando
a leitura cada vez mais aprazível e conseqüentemente capturando em
massa os jovens leitores e tornando-os assíduos da série ("Como
num passe de mágica", 27 de julho). Fernanda
da Nóbrega Moura
Natal, RN
Criminosos
A revista VEJA mencionou na edição passada o nome de dois criminosos
cujas ações monstruosas ainda que de "calibres" diferentes
adquiriram proporções internacionais. Dois criminosos e um
problema jurídico: ambos se beneficiam de dispositivos constitucionais
em seu respectivo país. Enquanto o pequeno artigo sobre Fernandinho Beira-Mar
perguntava em tese se realmente "Temos mesmo de ficar com ele?" (20 de julho),
o Tribunal Constitucional Alemão (Bundesverfassungsgericht), no mesmo dia
em que a revista chegava à casa dos assinantes (a minha revista semanal
chega na quinta-feira, pois sou assinante em Bruxelas), colocava em liberdade
o muçulmano com nacionalidade síria e alemã Mamoun Darkazanli,
envolvido com a célula européia da Al Qaeda ("A nova geração
do terror", 20 de julho, pág. 77). Seu pedido de extradição
pela Espanha, fundado no argumento de que ele teria participado do atentado de
11 de março de 2004, foi negado pela Corte Constitucional Alemã,
com base no disposto no art. 16, alínea 2, da Grundgesetz (Constituição
Alemã), que proíbe a extradição de nacionais alemães,
e o militante terrorista foi conseqüentemente posto em liberdade. Como bem
lembrou VEJA, o artigo 5°, inciso LI, da Constituição brasileira
igualmente proíbe a extradição de nacionais brasileiros. Elaine
Ramos da Silva Bruxelas,
Bélgica
Especial Tecnologia
Parabéns pela iniciativa da edição especial VEJA Tecnologia
(julho de 2005). Mesmo empolgado, fico indignado. De que adianta ter tudo isso
se apenas poucos podem pagar pelo serviço? De que adianta diversas operadoras
de telefonia celular oferecendo aparelhos com descontos incríveis, serviços
de localização, televisão, séries, músicas,
se o difícil é manter o serviço? Ter uma habilitação
de telefonia fixa é muito barato e acessível, mas pagar taxas de
assinatura, que beiram os 40 reais, é inadmissível. Comprar é
fácil, manter é outra história! Elber
Aparecido Araújo de Nantes
Guarulhos, SP
CORREÇÕES:
A juíza Denise Frossard é deputada federal pelo PPS do Rio
de Janeiro, e não senadora pelo PSDB (Veja essa, 27 de julho). •
O artista americano Bruce Nauman nasceu em 1941, e não em 1386 (Veja Recomenda,
27 de julho). • O cineasta Fernando Meirelles é paulistano, e não
carioca (Gente, 20 de julho).
| BRASIL: TURISMO EM ALTA O
quadro "Brasil: fora do eixo do turismo", publicado na última edição
de VEJA, está incorreto. Ele afirma que a receita do país com o
turismo internacional ficara abaixo da média mundial em 2004. O texto tomou
como base dados fornecidos por Rok Klancnik, chefe de comunicação
da Organização Mundial do Turismo. Na semana passada, Klancnik enviou
uma carta a VEJA corrigindo seu erro. Na verdade, a receita do Brasil com o turismo
internacional foi das que mais cresceram. | |
| ESCLARECIMENTO DO GOVERNO DE MINAS
O governo do estado de Minas enviou à redação
de VEJA documentos que desmentem a informação contida no quadro
"O outro lado do mensalão" (27 de julho), sobre pagamentos feitos a empresas
de Marcos Valério sem a contrapartida de serviços prestados. Além
dos documentos, o governo mineiro mandou a seguinte carta: "Sobre os vinte lançamentos
enviados à Secom pela revista VEJA em 25 de julho, posteriormente à
publicação (na edição 1 915) da matéria intitulada
"O outro lado do mensalão", assinada por Rachel Faria, a Subsecretaria
de Comunicação Social da Secretaria de Estado de Governo de Minas
Gerais informa que todos os serviços foram efetivamente prestados e devidamente
pagos aos respectivos fornecedores, obedecendo às regras e legislação
vigentes no âmbito do estado. A Subsecretaria de Comunicação
Social, subordinada à Secretaria de Governo, tem nos seus arquivos as notas
fiscais dos serviços contratados e as confirmações de recebimento
dos créditos referentes a eles pelos fornecedores, procedimento estabelecido
na cláusula 7.5.1 do contrato público com as agências que
atendem ao estado, medida incorporada por esta administração para
garantir mais rigor no controle de gastos públicos. Em uma inovação
de caráter nacional, todos os procedimentos da Secom de Minas Gerais
assim como das demais secretarias estaduais passam rotineiramente pela
verificação de auditoria setorial específica, permanente
e preventiva, que acompanha o dia-a-dia da administração neste setor,
o que permitiu a agilidade necessária para fornecer imediatamente este
levantamento. Ainda no intuito de dar maior transparência e economia ao
estado, o Governo de Minas adotou um sistema unificado de compras de produtos
e serviços, via internet, que possam ser tecnicamente especificados (gráficas,
por exemplo). Assim, todo fornecedor que tiver interesse pode ser cadastrado e
todos os cadastrados são consultados sobre os serviços. As agências
são obrigadas a contratar pelo menor preço apurado. Além
disso, a Secom reduziu de 15% para 5% a comissão das agências sobre
serviços terceirizados, nos casos em que não há o envolvimento
direto das mesmas (pesquisas e patrocínios, por exemplo). Informo, ainda,
que as contas da Comunicação Social da atual administração
foram aprovadas, sem ressalvas, nos anos de 2003 e 2004. E que, em 2005, três
das seis contas de publicidade governamental sob a responsabilidade da Secom (agências
SMPB, RC e TOM Comunicação) foram auditadas, por inspeção-padrão
e rotineira do Tribunal de Contas. Da mesma forma, as contas gerais da Administração
Aécio Neves também foram aprovadas sem ressalvas pelo Tribunal de
Contas do estado nos anos de 2003 e 2004. Encaminho, por último, detalhamento
sobre os lançamentos citados pela revista e listados à Secom, que
compõem o total de 10 192 liquidações de despesas realizadas
pela comunicação social do Governo. Lamentamos que a revista não
nos tenha consultado para que fosse possível encaminhar previamente estes
esclarecimentos. Informo que todos os documentos originais sobre os procedimentos
técnicos e operacionais da Secom se encontram arquivados na Diretoria de
Contabilidade e Finanças, da Secretaria de Estado de Governo, à
qual a Secom está subordinada, e disponíveis para conhecimento desta
revista, assim como as respectivas peças de comunicação devidamente
veiculadas na mídia mineira". Ronaldo
Lenoir Superintendente de imprensa da Subsecretaria de
Comunicação Social Belo Horizonte, MG |
|
| ESSÊNCIA MAHLERIANA
A reportagem
"Uma teoria que explica estes gênios" (15 de junho), baseada em estudo dizendo
que o destaque intelectual de alguns judeus pode ser produto da seleção
natural, motivou o leitor Arnold Diesendruck, de São Paulo, a resgatar
uma curiosa informação. De acordo com Diesendruck, "Gustav Mahler
(1860-1911) foi judeu até que lhe acenaram com a posição
de diretor-geral da Ópera de Viena. Uma das exigências era, no entanto,
que se convertesse ao catolicismo". De fato, o eminente regente e compositor austríaco,
citado na matéria de VEJA, tornou-se católico em 1897, em nome da
carreira. Autor de diversas canções e de dez sinfonias (a última
inacabada), como a Nº 1, conhecida como Titã, e A
Canção da Terra, Mahler dirigiu também a New York Metropolitan
Opera e a Filarmônica de Viena. | |
| COLLOR JÁ
SABIA
Roberto
Castro/AE  | | Collor:
Delúbio é maior que PC |
O
leitor José Alex G. Silva, de Lagoa Santa, em Minas Gerais, escreveu à
redação para lembrar um alerta feito pelo ex-presidente Fernando
Collor de Mello há quase um ano. A frase citada por Silva, publicada na
seção Veja essa de 18 de agosto de 2004, é esta: "O Delúbio
(Soares) é muito mais abrangente do que foi Paulo César (Faria).
A situação do Delúbio é, no mínimo, muito
parecida com a situação em que esteve envolvido o PC". Segundo
Silva, "VEJA precisava relembrar aos leitores essa profética fala de Collor".
| | |