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DrogasVEJA mais uma vez
causou impacto, ao mostrar jovens que tiveram sua vida
arrancada devido a esse verdadeiro flagelo que são as
drogas. A reportagem mostra, de forma clara, o quanto é
triste a vida daquele que entra nesse mundo, nessa rua
sem saída, em que os únicos beneficiados são os
grandes traficantes. VEJA nos mostrou, também, que não
só o viciado é vítima. Toda a família sofre com esse
mal, que parece crescer a cada dia ("Passageiros da
agonia", 27 de maio). Uma das armas mais
poderosas no combate às drogas é a informação. Na
última reportagem de capa de VEJA, feita de maneira
inteligente e elucidativa, o leitor teve a possibilidade
não só de tomar conhecimento de vários casos em que
jovens perderam a vida, vítimas das drogas, mas também
de se informar a respeito dos sinais e possíveis
caminhos de cura. Parabéns pela reportagem e pela
contribuição à sociedade como um todo. Ao ver a fotografia
de Mariana na revista VEJA desta semana, senti um aperto
no peito. Eu vi Mariana pela primeira vez num desfile de
modas, quando figuramos na qualidade de modelos
especiais. Outra vez, emprestei-lhe tinta rosa, com a
qual fez uma mecha em seu belíssimo cabelo longo. Na
véspera de sua morte, por duas vezes ela me perguntou se
sua maquiagem estava bem. Se seus olhos não estavam
caídos. Ela estava, sim, literalmente deslumbrante, não
só de rosto, também de cabelo e de corpo. Imaginá-la
morta na manhã seguinte é difícil até hoje. É
pungente a reportagem de VEJA sobre as drogas. Ninguém
se atreve a prever saídas fáceis para situações tão
dramáticas. Há, provavelmente, complexidades do ser
humano que nós ainda não estamos sabendo tratar. Uma
delas, central, é de que "somos geneticamente
sociais", cada um de nós habitado por
"outro", um sócio, no dizer de Wallon, com o
qual precisamos saber conviver e brigar. O problema das
drogas não é algo que deva ser encarado apenas dentro
de casa. É um problema que precisa ser tratado desde o
1º grau até o ambiente de trabalho. Hoje em dia, o
jovem se envergonha de dizer o que pensa a um colega que
é usuário. Como ex-usuário de
drogas, vivi experiências fantásticas e deprimentes.
Vinte anos passados, continuo participando ativamente do
trabalho de esclarecimento dos jovens com o intuito de
passar-lhes uma visão imparcial de tão complexa
questão. Editei por conta própria, em novembro de 1997,
o livro intitulado À Beira do Abismo, em que abri
sem restrições minha vida e meu coração para que
pudessem servir de exemplo àqueles que ainda não
conhecem bem esse universo tão atraente e devastador.
Busco divulgar o livro em outros Estados brasileiros,
visto que minha atuação se tem restringido à cidade de
Salvador, onde já ministrei centenas de palestras em
associações, órgãos públicos e escolas. Muitas vezes o
dependente vem de uma família de classe média ou pobre.
A reportagem deixou de mencionar entidades como a
Narcóticos Anônimos, o Amor Exigente, com sede em
Campinas, Jovens Livres e Nata, em Goiânia, além de
muitas outras espalhadas pelo Brasil e ligadas ao
Conselho Nacional de Entorpecentes, que têm
representação em muitos Estados. Foi um grupo de
apoio a familiares de dependentes, o Amor Exigente, que
nos levou a agir e a conseguir resgatar meu afilhado, que
tendo abandonado a casa de seus pais estava na rua,
completamente entregue às drogas. O rapaz ficou
internado por nove meses, com custo de apenas 250 reais
por mês. Teria sido de grande ajuda a todos os
interessados enfatizar a eficácia dos grupos de apoio a
familiares de dependentes e incluir as Comunidades
Terapêuticas no quadro dos "Caminhos da Cura".
Há um ano e meio, meu afilhado completou seu tratamento
e hoje está levando uma vida saudável e produtiva. Benedito Onofre Bezerra LeonelMuito boa a
entrevista. Bom ouvir o general. A união do povo
brasileiro, da família do soldado que é
"bugre" puro, que é negro ou branco, em torno
do projeto pátria exige que façamos concessões. De
ambos os lados há coisas lamentáveis, infelizmente. Mas
num ponto, de minha parte, empenho a minha vida: a
questão Brasil. E é bom saber que há consenso nesta
questão. Gostei de ouvi-lo e de ver sua foto, general
(Amarelas, 27 de maio). O general Benedito
Leonel, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, diz
que o reconhecimento da responsabilidade do Estado na
morte de Lamarca, pela comissão especial que presido,
"machucou". O general tem todo o direito de se
contrapor frontalmente aos critérios da comissão.
Poderia até mesmo ter considerado que alguns membros da
comissão fossem neo-subversivos. Não pode, contudo,
extrapolar e ofender, como o fez afirmando que a
comissão é um "balcão de negócios". Essa
assertiva machucou, o que não me autoriza a chamá-lo de
desonesto. Não, o general não é desonesto. ManifestaçõesConcordo com o PT
quando seus dirigentes dizem que o presidente FHC se
omite quando se trata de desemprego no Brasil. Acho que
FHC fez pelo Brasil o que muitos que passaram por lá
não fizeram. O seu provável segundo mandato seria para
dar continuidade ao Plano Real e às reformas. Mas,
depois de ouvir o pronunciamento de Leonel Brizola na TV,
fiquei pensando: não seria melhor para o país se o
candidato do PT ganhasse as eleições? Os leitores de
VEJA não têm a curiosidade de saber o que o PT poderia
fazer pelo país? Qual seria o plano de governo do PT? Se
é que já tem um. Como o PT colocaria em ordem as contas
da Previdência Social? Ou será que vão pensar nisso
depois das eleições? Como o PT encaminharia a reforma
agrária? Será que teria algum atrito com o MST? Será
que o PT defenderia também essa "soberania
nacional" que defende tanto o senhor João Pedro
Stedile, líder do MST? Será que só com soberania
nacional se alimentam milhares de famílias famintas no
Brasil? Se o PT tivesse soluções, não seria mais
fácil apresentá-las ao povo brasileiro? ("O PT
perdeu o controle", 27 de maio). JustiçaA nomeação de
parente de ministro para a assessoria deste, ou para o
gabinete de outro ministro, não é permitida por lei.
Todavia, entendo que em se tratando de servidor
concursado, profissional do serviço público, poderá
ele ocupar cargo de confiança. É o caso da minha filha
citada na reportagem "Laços de sangue" (27 de
maio). Assim, no meu entender, ela não estaria sujeita
à vedação legal. Quanto ao meu voto no Supremo sobre a
Adin 1521, considerei que a exoneração de todos os
parentes de ocupantes de cargos de direção no
Executivo, Legislativo e Judiciário no Estado do Rio
Grande do Sul foi um excesso do legislador. Imagine um
servidor efetivo, ocupando um cargo em comissão no
serviço de saúde e tendo de ser exonerado porque um tio
seu, por exemplo, passou a ser secretário da Justiça.
Minha posição não foi majoritária no Supremo, mas
considero essa emenda um despropósito. É inteiramente
gratuita a insinuação de que votei assim em detrimento
de princípios que impedem a prática do nepotismo.
Sempre o combati. A reportagem dá a
entender que eu teria cometido ato irregular ao manter
minha mulher como assessora, depois de sua aposentadoria.
O ato apontado como irregular é constitucional, legal e
moral. Constitucional porque a sua investidura no
serviço público, no qual alcançou o final de carreira,
ocorreu mediante concurso, em caráter efetivo. Legal
porquanto o seu exercício no meu gabinete se apoiou no
artigo 245 da Lei nº 1711, de 1952, vigente até data
recente, nestes termos: "É vedado ao funcionário
servir sob direção imediata do cônjuge ou parente até
o segundo grau, salvo em função de confiança ou livre
escolha, não podendo exceder de dois o seu
número". Moral, pois minha mulher já era, havia
muitos anos, funcionária efetiva quando com ela me
casei. Esclareça-se que sua manutenção no cargo de
confiança deu-se muito antes da Lei nº 9421, de 1996.
VEJA equivocou-se quando disse que a reforma da
Previdência tornará sua situação mais irregular,
porquanto "proíbe o acúmulo de aposentadoria
pública com outro salário público". No caso,
trata-se de acumulação de proventos de aposentadoria
pública com vencimentos de cargo em comissão. Isso era
permitido pelas Constituições anteriores e continua a
sê-lo pela vigente, inclusive após a reforma
previdenciária. ContextoVi com surpresa na
página 34 da última edição sob o título "O
preço da doença" (Contexto, 27 de maio), o custo
de uma vacina para hepatite B: 1,50 real. O espanto veio
porque, após ter tomado três doses dessa vacina em
clínicas particulares, e graças ao desconto que dá a
Unimed, o preço de cada dose era de aproximadamente 20
reais. A pergunta é óbvia: qual é a justificativa para
tamanha discrepância? Notas internacionaisNa seção Notas
internacionais (27 de maio), "Mãos cortadas na
terra dos diamantes", achei de profundo mau gosto a
exposição dos braços cortados. É verdade que eu não
vivo em um mundo perfeito, mas não é mostrando
violência que vamos consertá-lo. Como uma das
principais revistas do primeiro país lusófono do mundo
pode escrever sem pestanejar que o português seria
falado por 165 milhões de pessoas, quando somente no
Brasil conta com aproximadamente 160 milhões de
habitantes, Portugal com 10 milhões em seu território e
aproximadamente 4 milhões no exterior, Moçambique, 18,5
milhões, Angola, 11,5 milhões, Guiné-Bissau e Ilhas de
Cabo Verde, 2 milhões ("As dez línguas mais
faladas", 20 de maio)? RejuvenescimentoNa reportagem
"Retoque sem faca" (20 de maio), sou citada
como uma das beneficiárias do tratamento ali descrito.
Embora nunca tenha feito nenhum tipo de intervenção
para rejuvenescimento facial, fico feliz em saber do
progresso da medicina nesse campo. RadarCom relação à
nota da coluna Radar ("Palmares contra o
emprego", 20 de maio), o governo federal, dentro da
competência de cada um dos órgãos envolvidos, vem
envidando todos os esforços para a condução da
questão através dos dirigentes da Fundação Cultural
Palmares e Cemig para adequar as ações de competência
da União, de forma que não haja nenhum prejuízo à
comunidade envolvida, sendo, portanto, infundadas tais
divulgações. Prêmio SharpO Prêmio Sharp foi
criado pela iniciativa privada para render um tributo,
não para se socorrer das benesses da Lei Rouanet, como
insinua o texto ("Glória vã", 20 de maio),
lei essa assinada em 1991, quando o Prêmio Sharp já
vivia havia cinco anos por suas próprias pernas,
lançara raízes, sedimentara sua história. Ainda assim,
se a lei existe, que estranha acusação é a de usá-la? Carta ao leitorPertinente e
oportuno o editorial "Publicidade e imprensa
livre" (Carta ao Leitor, 27 de maio). Revistas que
alegam ter menos anúncios "para não incomodar o
leitor", assim como rádios que exaltam horários
"sem intervalos comerciais", estão no fundo
demonstrando incompetência para atrair anunciantes. CORREÇÕES:
A Itauprev comunica que, ao contrário do que informou a
VEJA, o patrimônio de seu fundo é de 192 milhões de
reais, e não 24,8 milhões ("De olho no
futuro", 27 de maio). A Prever informa que o
patrimônio de seu fundo de previdência privada é de
626 milhões de reais, e não 24,7 milhões, como
publicado na tabela. O repasse do lucro excedente varia
de 50% a 80%. A rentabilidade do fundo administrado pela
Porto Seguro foi de 27% em 1996 e 24% em 1997, e não 16%
e 14%.
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