BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
REVISTAS
VEJA
Edição 2115

3 de junho de 2009
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
SEÇÕES
Carta ao Leitor
Entrevista
Lya Luft
Millôr
Leitor
Blogosfera
PANORAMA
Imagem da Semana
Datas
Holofote
SobeDesce
Conversa
Números
Radar
Veja Essa
 

Internacional
Saiu primeiro na internet

Deputados alemães usam o Twitter para antecipar
o resultado da eleição do presidente do país


Carolina Romanini

TWITTERGATE Tradução da mensagem da deputada Julia Klöckner: renúncia


Wolfgang Kumm/AP
QUEBRA DE PROTOCOLO Horst Köhler: sua reeleição deveria ser anunciada pelo presidente do Parlamento

O Twitter, rede social de mensagens instantâneas que se tornou uma febre da internet, foi o estopim de um acalorado bate-boca no Parlamento alemão nos últimos dias. No sábado 23, os deputados reelegeram Horst Köhler, do Partido Democrata Cristão, o mesmo da chanceler Angela Merkel, para a Presidência do país. Como é de praxe, o resultado da votação deveria ser anunciado oficialmente pelo presidente da casa. Antes que isso acontecesse, dois deputados se apressaram a noticiar a eleição de Köhler através do Twitter, via telefone celular. Julia Klöckner, do mesmo partido de Köhler, foi bem-humorada. "Pessoal, vocês podem assistir ao futebol em paz. A votação foi um sucesso!", escreveu. Já Ulrich Kelber, do derrotado Partido Social Democrata, foi objetivo. "A contagem está confirmada: 613 votos. Köhler foi eleito", espalhou.

Ainda que a reeleição de Köhler fosse esperada, a quebra do protocolo despertou a ira de deputados de outros partidos e do grupo de parlamentares mais antigos na casa, o chamado Conselho dos Anciãos. Uma deputada do Partido Verde classificou o episódio como intolerável e sugeriu providências para que ele não se repita. O líder da bancada do Partido Social Democrata criticou de forma áspera seu correligionário pela mensagem que divulgou no Twitter. Além disso, anunciou que pretende proibir o uso do site de mensagens pelos deputados de sua bancada durante as sessões. Na sequência, Julia Klöckner renunciou ao cargo que ocupava, de secretária parlamentar. O episódio já ganhou o apelido de Twittergate, numa referência ao caso Watergate, no qual o presidente americano Richard Nixon renunciou após se comprovar seu envolvimento numa operação de espionagem na sede do Partido Democrata. O Twitter é usado por 32 milhões de pessoas no mundo – entre elas o presidente americano Barack Obama e o governador paulista José Serra. Para os deputados alemães, o brinquedinho se tornou um perigo.

 



Publicidade
 
Publicidade

 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |