BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
REVISTAS
VEJA
Edição 2115

3 de junho de 2009
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
SEÇÕES
Carta ao Leitor
Entrevista
Lya Luft
Millôr
Leitor
Blogosfera
PANORAMA
Imagem da Semana
Datas
Holofote
SobeDesce
Conversa
Números
Radar
Veja Essa
 

Panorama
SobeDesce

 

 

 

Conversa com Guelejú Adelabú III

"Sou rei"

Em 1936, ele foi batizado em uma igreja alagoana como José Mendes Ferreira. Desde 1975, atende também por Guelejú Adelabú III, o primeiro monarca negro do Brasil, descendente direto de Zumbi dos Palmares e sacerdote-mor do candomblé


Sandra Brasil

Ricardo Benichio
Adelabú III: "Sou recebido com tapete vermelho nos países civilizados"


Devo chamá-lo de majestade?
O Brasil todo e o mundo me chamam de obá, que, na Nigéria, quer dizer rei.

O senhor se diz o primeiro rei negro, mas seu nome é Adelabú III. Afinal, o senhor é primeiro ou é terceiro? Minha querida, sou o Adelabú III porque o Adelabú II, que é meu tio, é rei na Nigéria. Lá, eu sou da família real. Sou rei aqui porque tenho essa ascendência e porque sou tataraneto do Zumbi. Além do mais, sou o sacerdote-mor do candomblé no Brasil.

Quem são os seus súditos? Os negros e brancos que iniciei no candomblé. No mundo todo, são uns 5 000.

Como é o seu reinado? Sou um rei muito simples. Infelizmente, poucos reconhecem meu reinado aqui. Mas sou recebido com tapete vermelho nos países civilizados.

O senhor tem governo? Claro, já nomeei doze ministros. Oito deles são brancos.

No seu governo, tem política de cotas? Sou contra isso. Brasileiro é brasileiro, e justiça social vale para brancos e negros.

O Itamaraty não consegue emplacar ninguém em cargos no exterior. Já indicou alguém para o seu reino? Ainda não. Estou aguardando. Se for alguém iniciado no candomblé, vou até aceitar.

 

Números



Publicidade
 
Publicidade

 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |