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Brasil
A face oculta de Garotinho
Já se sabia que ele tinha
um pé
no atraso e na manipulação, mas
em seis meses de pré-campanha
o candidato do PMDB encarnou as
piores mazelas da política brasileira

Ronaldo França e Ronaldo Soares
Márcio Fernandes/AE
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Certos políticos encarnam algumas
virtudes dos profissionais da vida pública. De século
em século aparecem alguns que incorporam a maioria dessas
virtudes. Esses são os estadistas da estirpe de Winston Churchill,
Franklin Roosevelt e, entre os brasileiros, Juscelino Kubitschek.
Tão difícil quanto ver surgir políticos com
um saldo de virtudes tão extraordinário é aparecerem
aqueles cuja trajetória é a materialização
do que a atividade política tem de mais degradante. O pré-candidato
à Presidência da República pelo PMDB, Anthony
Garotinho, é um desses raros exemplares. Sua trajetória
pública como executivo e, agora, como pré-candidato
é marcada por populismo, intervencionismo, irresponsabilidade
fiscal e administrativa, corrupção, práticas
fraudulentas e até falsidade ideológica. Essa singular
reunião de males da política em torno de uma candidatura
desperta o interesse nacional por simbolizar a resistência
de mazelas que o Brasil sofreu para superar em seu lento mas seguro
processo de amadurecimento democrático. Por essas razões,
a candidatura Garotinho chamou a atenção de VEJA.
Nos últimos quatro meses, repórteres da revista acompanharam
os primeiros passos de Garotinho em seu início de trajetória.
O que eles constataram foi a luta, felizmente inglória, para
reavivar velhas e condenáveis práticas políticas.
Em torno da pré-candidatura
presidencial de Garotinho aparecem relacionamentos suspeitos com
fornecedores, empresas de fachada e uma promíscua relação
entre o público e o privado. Descobriu-se que alguns dos
empresários que doaram dinheiro são também
diretores de ONGs que receberam verbas milionárias dos cofres
do estado do Rio de Janeiro, governado por sua mulher, Rosinha Garotinho.
O estado pagou, no total, 112 milhões de reais às
ONGs e os empresários, supostamente, retribuíram a
gentileza usando empresas de fachada. O esquema é vergonhoso,
em especial para um candidato tão bem posicionado no jogo
eleitoral. Garotinho é o terceiro colocado nas pesquisas
de opinião. Cortejado pelo PSDB e temido por Lula, é,
até agora, o fiel da balança desta eleição.
Sua biografia é pontilhada de situações suspeitas,
das quais ele sempre soube se desvencilhar com habilidade. Os holofotes
sobre sua figura estão tornando as coisas mais difíceis.
O Brasil mudou, ficou mais transparente, a opinião pública
abomina os corruptos, mas Garotinho insiste em se portar como se
a política ainda fosse feita no porão.
O que veio à tona na semana
passada é a parte mais visível dos estratagemas eleitorais
do pré-candidato do PMDB. Ao investigar sua movimentação
nos últimos meses, VEJA encontrou detalhes ainda mais intrigantes.
É, por enquanto, obscura a razão pela qual Garotinho
aparece na foto ao lado saindo do avião Cessna Citation III,
prefixo PT-LVF, para um evento de campanha em Curitiba, no dia 9
de março. Não foi a primeira vez que Garotinho usou
esse avião. Dois dias antes já o utilizara para uma
viagem ao Recife. Não é um avião qualquer.
Pertence ao ex-policial civil João Arcanjo Ribeiro, vulgarmente
conhecido como "Comendador". Arcanjo, preso pela polícia
uruguaia após uma caçada internacional, é acusado
de ser o chefe do crime organizado em Mato Grosso e em outros quatro
estados. É suspeito da morte de um jornalista, de ser traficante
de drogas e líder do jogo do bicho naquele estado. Na lista
dos bandidos mais procurados do mundo pela Interpol, ele era incluído
entre os mais perigosos. Não é alguém com quem
uma pessoa honesta queira ter qualquer tipo de relação.
O avião esteve sob a guarda
da Polícia Federal até o fim do ano passado, quando
a Justiça mandou devolvê-lo a Arcanjo, sob a guarda
de um administrador judicial, o auditor aposentado Francisco Bomfim.
Em fevereiro, Bomfim assinou um contrato de arrendamento para a
empresa Construfert Ambiental Ltda., especializada em limpeza urbana.
Um mês depois, Garotinho já podia ser visto a bordo
do jato. Uma pista para esclarecer o caminho trilhado pelo ex-governador
até o avião de Arcanjo pode ser um documento em poder
do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, ao
qual VEJA teve acesso. O documento é um fax apreendido pela
Polícia Federal, na casa de Arcanjo, em 2003. O conteúdo
do documento é uma reportagem da revista IstoÉ,
nunca publicada, que apresenta um extenso perfil do bandido. A Polícia
Federal suspeita que a reportagem foi produzida e depois engavetada
porque, de alguma maneira, Arcanjo teria convencido a Editora Três,
proprietária da IstoÉ, a não publicá-la.
A Polícia Federal ainda investiga o episódio. O fax
apresenta dois registros de envio. O primeiro deles é da
presidência da Editora Três, às 13h23 de 21 de
março de 2002. Logo acima, novo registro às
15h15 do mesmo dia , dessa vez da Mídia Brasil, agência
de publicidade de Carlos Rayel, marqueteiro político de Garotinho.
Por que Garotinho usou o avião
de uma figura com tal currículo merece uma investigação
mais profunda. Já no quesito doações de campanha,
as evidências de irregularidades são tão gritantes
que justificaram a instauração de inquérito
pela Polícia Federal, tendo como alvo as empresas que supostamente
doaram os 650.000 reais à pré-campanha do peemedebista.
O jornal O Globo mostrou que eram empresas de fachada. Alguns,
como o aposentado pernambucano Augusto Alves de Lira, nem sequer
ouviram falar na empresa registrada no endereço onde moram.
Outros, como Irênio Dias, do Rio de Janeiro, confirmam ter
recebido dinheiro pelo uso de seu nome na sociedade. O jornal Folha
de S. Paulo também demonstrou que um dos sócios
de uma empresa doadora é o presidiário José
Onésio Rodrigues Ferreira, que neste momento está
preso no Rio de Janeiro. Para completar o circo de horrores que
se tornou a apresentação das contas da pré-campanha
de Garotinho, soube-se mais tarde que as empresas doadoras tinham
sócios em comum com ONGs que fornecem serviços ao
estado e, juntas, faturaram 112 milhões de reais dos cofres
do governo de Rosinha. Garotinho diz que vai devolver o dinheiro,
apesar de não ver nenhuma irregularidade nas doações.
Não se sabe exatamente a quem, uma vez que as empresas não
existem; mas as impropriedades não terminam aí.
VEJA descobriu que os problemas na
lista de campanha de Garotinho não se restringem aos doadores.
Também há fornecedores implicados. Coincidentemente
ou não, dois deles são do ramo de transporte aéreo.
A Suprema Comércio e Serviços Aeronáuticos
Ltda., que teria alugado jatinhos por 113.000 reais à campanha,
responde a três ações judiciais nas cortes federal
e estadual de São Paulo. Um dos processos é movido
pela Fazenda Nacional e um outro, pelo Banco Itaú, por utilização
de cheques sem fundo. Sem registro no DAC como empresa de táxi
aéreo, sua sede funciona na casa da mãe do sócio
majoritário, Roberto Squitino. Ele disse a VEJA que nunca
fez nenhum vôo para Garotinho ou para o PMDB. Esse é
um episódio nebuloso. Squitino afirma que pode ter sido procurado
por outra empresa que subloca aviões, a Extra Locação,
esta sim a serviço do PMDB. Já a Extra afirma que
nunca foi procurada pelo PMDB, e sim pela Suprema. Tudo leva a crer
que se trata de mais uma operação de fachada. Primeiro
porque quem aparece nas contas é a Suprema, e não
a Extra. Há também um conflito de datas. As empresas
não se entendem sobre qual período teriam tido Garotinho
como cliente.
A outra empresa é a Táxi
Aéreo Pinhal, do grupo JetSul Linhas Aéreas, de São
José dos Pinhais, no Paraná. A JetSul responde a inquérito
na Polícia Federal por evasão de divisas utilizando
uma das subcontas da Beacon Hill, a famosa financeira americana
que foi fechada pelas autoridades de Nova York por funcionar, basicamente,
como lavanderia de dinheiro brasileiro.
Em uma entrevista na sede do diretório
estadual do PMDB, na semana passada, dois repórteres de VEJA
tiveram acesso a uma lista de doadores e fornecedores de serviços
para a campanha diferente da que foi divulgada na internet. Ela
foi apresentada pelo secretário-geral do PMDB fluminense,
Carlos Alberto Muniz, como a lista oficial da campanha. Ele prometeu
entregar uma cópia e afirmou que a versão da internet
seria atualizada. Não aconteceu nem uma coisa nem outra.
Ou seja, havia, na semana passada, duas listas de contas de campanha:
uma oficial e outra paralela.
Entre as empresas relacionadas na lista
a que VEJA teve acesso, uma chama atenção. A Brasília
Empresa de Serviços Técnicos Ltda. (Best), contratada
pela pré-campanha de Garotinho, é uma empresa de serviços
gerais que, no Rio de Janeiro, se tornou a maior locadora de automóveis
para o governo de sua mulher, Rosinha. São 300 carros, entre
automóveis de passeio, picapes e caminhões, com os
quais a Best fatura 26 milhões de reais por ano, num contrato
com claros indícios de superfaturamento. De acordo com documentos
aos quais VEJA teve acesso, o valor do aluguel de todos os carros
é muito superior ao de mercado. Para efeito de comparação,
o aluguel de um Volkswagen Gol, com ar-condicionado, cobrado do
estado pela empresa é de 150 reais por dia. Ou seja, 4.500
reais por mês. Um carro da mesma categoria alugado nas melhores
empresas do ramo custa, no máximo, 1.500 reais por mês,
com seguro incluído. Outro mistério que cerca a lista
da campanha é que ela não traz nenhuma menção
a gastos com pesquisas de opinião. Sabe-se que Garotinho
encomendou duas pesquisas ao Ibope, uma delas sobre a intenção
de votos para a Presidência da República, que incluía
uma avaliação específica sobre sua imagem junto
ao eleitorado. O preço médio de cada pesquisa no mercado
é de 100.000 reais.
Fabio Motta/AE
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MARQUETEIRO FIEL
Carlos Rayel, um dos principais estrategistas
da campanha de Garotinho: o nome de sua agência aparece
em fax suspeito
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O relacionamento com empresas, empresários
e políticos nebulosos é uma constante na carreira
de Garotinho. Seu nome apareceu em escândalos nacionais. Waldomiro
Diniz, o ex-assessor parlamentar da Casa Civil flagrado em cobrança
de propina do bicheiro Carlinhos Cachoeira, dizia a seu interlocutor
estar arrecadando dinheiro também para a campanha de Rosinha
Garotinho. Antes do governo do PT, ele havia sido presidente da
empresa lotérica do estado do Rio de Janeiro, a Loterj, e
chefe do escritório de representação do estado
em Brasília. No caso do propinoduto, o principal acusado,
Rodrigo Silveirinha, era seu secretário adjunto de Administração
Tributária e homem forte na campanha de sua mulher ao governo.
No caso do mensalão, a CPI dos Correios apurou que a Prece,
o fundo de pensão da Companhia de Águas e Esgotos
do Estado do Rio de Janeiro, foi, entre todos os fundos de pensão
investigados, o que registrou o maior volume de perdas. A Prece,
assim como a Cedae, é um feudo político do deputado
federal Eduardo Cunha, do PMDB-RJ. Para quem não o conhece,
Cunha é uma espécie de José Dirceu de Garotinho.
O homem por trás das principais decisões do candidato.
E o mesmo que morou por um tempo no hotel Blue Tree, em Brasília,
a expensas do doleiro Lucio Funaro, o principal beneficiário
das maracutaias na Prece. Descoberto, Cunha teve de sair às
pressas. Garotinho e como não se lembrar de Lula aqui?
sempre alegou não ter conhecimento das ações
de seus colaboradores, mesmo os mais próximos.
Garotinho pode alegar o mesmo agora.
Mas, depois de tudo o que se descobriu sobre falcatruas de campanha
eleitoral, será mais difícil convencer a opinião
pública. Parece incrível que, depois da torrente de
denúncias contra as armações petistas, Garotinho
tenha se deixado flagrar em relações que apontam para
o mesmo tipo de conduta reprovável. Se boa parte do PMDB
já relutava em referendar o nome do ex-governador como candidato
à sucessão presidencial, esse movimento ganhou força
na semana passada. O destino de Garotinho tem importância
na corrida presidencial, pois se trata de um ator político
cuja presença na arena é valorizada pelos 15% de intenções
de voto que carrega. Com ele no jogo, a disputa estaria praticamente
com seu passaporte carimbado para o segundo turno, o que interessa
aos tucanos. Por isso é tão cortejado. Já se
reuniu com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e com o candidato
do PSDB, Geraldo Alckmin. Para Lula, Garotinho é um estorvo,
pois seu discurso nacional populista tem forte apelo justamente
nas camadas populares, em que o presidente colhe mais votos.
Sua trajetória, no entanto,
não promete nada renovador à política nacional.
Ao contrário, ela parece um fóssil vivo de uma era
que o Brasil superou. Na economia, Garotinho apresenta idéias
ultrapassadas e perigosas, com claros sinais de esclerose, tais
como a defesa de investimentos estatais em larga escala para alavancar
o crescimento. Algo que, se funcionou no passado (e há dúvidas
se funcionou mesmo), não tem mais lugar no mundo. Sua defesa
do fim das metas de superávit fiscal também demonstra
a falta de visão quanto à responsabilidade fiscal
com que todas as democracias de mercado precisam ser geridas. E
esses são apenas alguns dos pontos de seu discurso nacional-desenvolvimentista
amarrotado. Igualmente amarfanhados são seus métodos
políticos, que acabaram levando-o a uma ação
na Justiça Eleitoral. Garotinho e seus correligionários
foram flagrados trocando o cadastramento em programas sociais do
Estado por votos na eleição para a prefeitura de Campos,
seu berço político. Na mesma eleição,
em 2004, a Polícia Federal o flagrou com 318.000 reais em
dinheiro de origem suspeita na sede do diretório do partido.
A conduta criminosa pode resultar na perda de seus direitos políticos
até 2007, sobre o que a Justiça ainda vai se manifestar
em definitivo. Seu modo de governar também é questionável.
Programas sociais de caráter eminentemente populista são
empregados em larga escala, com propósitos meramente eleitorais.
Sob seu comando, o estado do Rio de Janeiro foi loteado entre seus
aliados, tal como manda a cartilha do fisiologismo nacional. É
a bordo desse legado que Garotinho alçou os primeiros vôos
na campanha presidencial deste ano. A julgar pela qualidade de suas
companhias, pela veracidade de suas contas e pela bruma de suas
relações com o mundo empresarial, existe a possibilidade
real de seu projeto se espatifar antes mesmo da decolagem.
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O MANUAL DO MAROTINHO
José Cruz/ABR
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O FUTURO É
INCERTO
Garotinho, Temer e Rigotto
nas prévias informais do PMDB, em março:
a vitória do ex-governador do Rio não
garante sua candidatura |
Na sede regional
do PMDB no Rio de Janeiro circula um livreto de dezesseis
páginas que ilustra bem o jeito Garotinho de
fazer política. Intitulada Quem Tem Fé
no Futuro Tem Poder no Presente Manual do Multiplicador,
a publicação, que se destina a arregimentar
cabos eleitorais para o projeto Meu Brasil Brasileiro,
é um guia de táticas de manipulação
e enganação. A seguir, alguns ensinamentos
dessa cartilha, que é um misto de manual de venda
de porta em porta com dicas de auto-ajuda
"Por mais que ele pergunte coisas e peça
detalhes, diga-lhe: 'Excelente pergunta. Falei de você
para algumas pessoas que estão empenhadas nas
transformações de que o Brasil precisa.
Nós concluímos que sua opinião
é muito importante para nós' "
"Você tem algo que ele (o convidado)
precisa, uma existência com extrema grandeza e
plenitude. O seu convite é, para ele, uma oportunidade.
A participação no BRASIL BRASILEIRO dará
uma outra dimensão à sua vida"
"Valorize o convite: 'Se você não
vem, diga agora. Eu tenho outros nomes em mente e coloco
outra pessoa no seu lugar' "
"Para os que acham que 'Brasília é
um lamaçal', diga: 'Eu sei como você se
sente. Também já me senti assim. Mas com
o tempo percebi que parte da autonomia de um governante
é determinada pelas alianças para chegar
lá. Garotinho quer chegar com a gente, para não
ter nem rabo, que dirá preso' "
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Os
sete pecados de Garotinho
POPULISMO
Em seu governo, e também no de sua mulher, Rosinha
Garotinho, o eixo da atuação "social"
são programas "tudo a 1 real", de subsídio
a alimentação, alojamento e diversão
para os pobres, um tipo de política demagógica
que só ajuda a perpetuar a pobreza
INTERVENCIONISMO
Seu programa econômico prega o investimento
governamental em grande escala para alavancar o desenvolvimento,
uma fórmula que já se mostrou inviável
no mundo (a partir da década de 60) e no Brasil
(no fim dos anos 80)
IRRESPONSABILIDADE
FISCAL
Garotinho considera que a meta de superávit primário
(que obriga o governo a gastar menos do que arrecada)
impede o crescimento, e pretende eliminá-lo,
ignorando que ele é essencial para que os investidores
tenham confiança no Brasil
IRRESPONSABILIDADE
ADMINISTRATIVA
As contas do governo Garotinho foram rejeitadas pelo
Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. No último
dia de sua gestão, foi constatado um rombo de
248 milhões de reais
CORRUPÇÃO
Rodrigo Silveirinha, o fiscal que comandou o esquema
de envio de 32 milhões de dólares para
a Suíça por funcionários das receitas
Federal e Estadual, era secretário-adjunto de
Administração Tributária e freqüentador
assíduo da casa de Garotinho durante a campanha
de Rosinha. O ex-governador, tal qual Lula, diz que
não sabia de nada
FRAUDE ELEITORAL
No ano passado, a Justiça Eleitoral tornou o
casal Garotinho inelegível por abuso de poder
econômico na eleição de Campos em
2004, quando foram apreendidos na sede do PMDB 318 000
reais. O casal conseguiu reverter a decisão em
instância superior, mas o Ministério Público
recorreu e o caso voltará a ser apreciado
FALSIDADE IDEOLÓGICA
A prestação de contas da pré-campanha
de Garotinho à Presidência pelo PMDB está
sendo investigada pela Polícia Federal com base
em suspeita de uso de laranjas e empresas de fachada
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