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Edição
1 647 - 3/5/2000
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Antes de produzir sua nova página, que entrou no ar na semana passada, o provedor O Site (www.osite.com.br) decidiu pesquisar quais eram as preferências de seus usuários nos quatro países onde tem presença mais forte: Estados Unidos, Brasil, Argentina e México. A empresa decidiu moldar sua presença na internet de acordo com as preferências declaradas de seus usuários. Eles foram observados durante vários dias. Usando programas especiais, seus hábitos foram seguidos e anotados. Descobriu-se como se comportavam navegando no endereço da empresa e até na concorrência. Em seguida, o comportamento dos usuários foi estudado por psicólogos que juntaram tudo num relatório final para a empresa. O cruzamento das informações guiou a companhia no desenho de uma nova página. Nenhuma novidade estrondosa surgiu, mas foi possível identificar cinco impulsos básicos que motivam os cliques. Aqui eles estão listados pela freqüência com que foram citados.
Agora eles também podem
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Salvador Dalí, de acordo com seus biógrafos, gostava muito mais de dinheiro do que de arte. Não é de espantar ninguém que, onze anos depois de sua morte, o pintor surrealista espanhol tenha seu nome usado no mais reles comércio de bugigangas na rede. O Dalí Shopping (www.dalishopping.com) vende objetos inspirados em quadros do artista. O preço dos produtos varia de 30 a 1.300 reais. É a versão puramente comercial de outro site montado em torno da herança de imagens deixada pelo famoso surrealista: o Dalifirm (www.dali-firm.com). Este último é mais cuidadoso e traz referências sobre os artigos à venda revelando a documentação iconográfica e bibliográfica que originou cada peça. Já a Fundação Gala-Salvador Dalí (www.dali-estate.org), que cuida da preservação da memória do pintor e coleta seus direitos autorais, é que autoriza todas as vendas dos produtos com a marca Dalí on-line.
Atualmente, a grande dúvida dos professores que recebem trabalhos escolares cuja fonte principal é a internet consiste em saber se os alunos simplesmente copiaram mecanicamente trechos das páginas consultadas. Um programa para computador desenvolvido por um aluno de doutorado da universidade americana de Berkeley é a melhor tentativa até agora de acabar com essa suspeita (www.plagiarism.org). Para se certificar da originalidade do trabalho, o professor só precisa alimentar o programa com palavras-chave tiradas do texto do aluno. Depois é só esperar que o programa faça uma consulta simultânea em vinte serviços de busca. A resposta chega pelo correio eletrônico já com uma avaliação sobre a existência ou não de plágio. O serviço é pago. Cada trabalho certificado custa 1 dólar ao professor. Teses de mestrado ou doutorado também podem ser submetidas ao teste de originalidade.
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Um estudo divulgado pelo Boston Consulting Group (www.bcg.com) em parceria com o site www.shop.org concluiu que, ao contrário do que se acredita amplamente, um terço das empresas americanas estabelecidas unicamente na internet já tem operações lucrativas. Além de mostrar que o lucro não é um objetivo distante, a pesquisa traz outras revelações do universo comercial virtual. Os negócios on-line voltados para viagens, produtos para computador e finanças dominam 70% do mercado. Os sites especializados em venda de carros cresceram 2.300% no ano passado. Na área de saúde e beleza o crescimento também foi formidável. Sites especializados nesses assuntos aumentaram suas vendas em 780% no período estudado. O BCG revelou ainda um detalhe que está intrigando os comerciantes da internet: 65% dos carrinhos de compras virtuais são abandonados antes de a transação ser completada. O estudo não determina a razão exata.
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Quem acha que é dono de uma idéia boa para ganhar dinheiro na rede e pretende vendê-la a um investidor precisa antes transformar sua certeza em números. É uma tarefa complicada para quem desconhece o mundo virtual, mas o plano de negócios (business plan, a expressão em inglês onipresente nas conversas em torno da nova economia) é fundamental. O site é uma consultoria que cobra uma taxa dos clientes para produzir esse documento. Na área gratuita do site, no entanto, estão à disposição dos usuários planos já prontos para diversas áreas de negócios que podem ser copiados e examinados. Há modelos que atendem às necessidades básicas de quem imagina lançar-se como empresário na internet.
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