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Jerusalém
Paz
no Oriente Médio?
Ainda não foi dessa vez
Reuters
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| Soldado
israelense em Jerusalém: sem acordo |
Sempre
se perguntou o que aconteceria quando finalmente israelenses e palestinos
sentassem à mesa para discutir o destino de Jerusalém.
Agora já se sabe: não sai acordo algum. Na semana
passada, as negociações em Camp David, patrocinadas
pelo presidente dos Estados Unidos, ruíram sem conseguir
superar o impasse no conflito que divide os dois povos há
meio século. O primeiro-ministro israelense, Ehud Barak,
voltou para casa sob nuvens negras: sua coligação
de governo cai aos pedaços e a oposição o acusa
de ter oferecido além da conta aos palestinos. Yasser Arafat,
por sua vez, foi recebido como herói, por não ter
cedido na questão de Jerusalém. E agora? As conversas
recomeçaram no final da semana, pois não existe outra
coisa que possam fazer. Exceto, evidentemente, começar a
dar tiros uns nos outros, coisa que todos preferem evitar. Por enquanto.
Belfast
A
hora amarga de soltar as bestas-feras
Reuters
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| Michael
Stone: um
assassino está à solta |
O
acordo de paz na Irlanda do Norte chegou à sua prova de fogo.
Na semana passada, foram libertados mais de 400 presos por terrorismo,
alguns deles assassinos tão cruéis que seria mais
prudente mantê-los confinados. Um deles é o protestante
Michael Stone, psicopata que atacou sozinho um enterro de militantes
do IRA e matou três pessoas, em 1988. Condenado à prisão
perpétua, passou doze anos na cadeia. Outro é o católico
Sean Kelly, autor do atentado que matou nove pessoas numa peixaria
em 1993. A rixa entre católicos e protestantes causou 3.600
mortes em trinta anos e foi oficialmente encerrada com o acordo
assinado em 1998.
Lima
A
posse de um ditador
Alberto
Fujimori tomou posse de seu terceiro mandato na sexta-feira
passada. Só dois presidentes compareceram, pois a maioria
está convicta de que se assiste à consagração
de uma ditadura e quer distância de El Chino. Fujimori
usou e abusou do poder para mudar a Constituição,
fraudou as urnas e amordaçou a imprensa. No dia da posse,
o que se viu foi uma demonstração de força
bruta. Uma manifestação oposicionista, a maior da
década, foi dissolvida a cassetetes pela polícia.
Mi
tu Pior que não falar inglês é
tentar enrolar com frases decoradas. O primeiro-ministro japonês,
Yoshiro Mori, recebeu instruções para recepcionar
Bill Clinton na reunião do Grupo dos 8: "O senhor diz
'how are you' (como vai), ele responde que está bem e
faz a mesma pergunta. O senhor então fala 'me too' (eu
também)". Na hora, Mori se atrapalhou e perguntou "Who
are you? (quem é você?)". Clinton tentou brincar:
"Sou o marido da Hillary". Ao que Mori replicou: "Me too". |