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"A maconha colabora nitidamente para o aumento da criminalidade e da violência em nossa sociedade."
Carlos Herculano
Salvador, BA

 

Maconha

Achei sensata a reportagem, mostrando uma tendência editorial de tratar o tema "drogas" sem rodeios ou tabus antieducativos ("Cada vez mais jovens", 26 de julho). Gostaria de chamar a atenção dos usuários que acham que não sujam as mãos ao comprar fumo na porta de casa ou no "cannabis delivery" que lá na raiz do problema, onde a maconha é plantada, e no caminho que percorre até chegar a seus lares ela colabora nitidamente para o aumento da criminalidade e da violência em nossa sociedade.
Carlos Herculano

Salvador, BA

Tenho um filho de 18 anos, que usou maconha pela primeira vez aos 13. Nessa época ele perdeu totalmente o interesse pela escola, repetindo dois anos seguidos. O próximo passo foi viciar-se em cocaína. Por sorte, depois de um tratamento médico, ele conseguiu largar as drogas, mas muitos de seus amigos que começaram experimentando maconha hoje estão viciados em cocaína e alguns até em crack.
Luciana Villaça

iorio1@ig.com.br

A maconha foi suficiente para minha filha, de 15 anos, alterar seu comportamento, perdendo o interesse pelos estudos, pela família e optando por sair de casa quando lhe impus limites. Todos nós da família estamos sofrendo, enquanto ela ainda está "curtindo" a vida junto de más companhias. Confiante em Deus e em Nossa Senhora, orientada por um psicólogo especialista em adolescentes com dependência química, com a ajuda de minha família e do Grupo Amor-Exigente, de apoio a pais de dependentes químicos, tenho encontrado forças para lutar pela recuperação de minha filha amada.
M. C.
(por e-mail)

Sou médico formado pela Uerj em 1975. Venho lutando contra as drogas lícitas que levam ao tabagismo e ao alcoolismo. Essa é uma atitude médica baseada em evidências, profissional e sem moralismos. Nessa luta, os diagnósticos de câncer de pulmão e fígado soam como sentença de morte para os pacientes; as cardiopatias, a bronquite crônica e a cirrose hepática serão motivo de sofrimento para o resto da vida. O cigarro mata muito mais que a maconha apenas se o usuário desta não migrar para o crack ou para a cocaína. O uso da maconha é a chave que abre a porta da frente da casa das drogas ilícitas.
Antonio Carlos Lugon Ferreira
Linhares, ES

Com a morte de meu pai, passei a fumar maconha todos os dias. Como bebia "socialmente", uni o álcool à maconha. Com o tempo, comecei a utilizar derivados como o haxixe e o skank. Bebia cada vez mais. Sensações como mania de perseguição, euforia seguida de depressão profunda e apetite demasiado ocuparam o lugar das sensações iniciais de "paz e amor". Hoje, por meio do Programa Narcóticos Anônimos, recupero pouco a pouco a auto-estima. Mas sei, infelizmente, que sou uma adicta. Para essa doença, o remédio é a abstinência total das drogas e o reconhecimento de uma força maior que nós: Deus.
G. F. (por e-mail)

Creio que só jovens abonados como o deputado Fernando Gabeira tinham os caminhos da luta armada ou do fumo para seguir. Gente como meus pais, e a maioria dos jovens dos anos 60, seguia o caminho do trabalho diário e do estudo noturno.
Alberto Polo Júnior

Campinas, SP

 

Maconha 2

O consumo da maconha ou de qualquer substância que contenha o THC constitui crime, conforme disposto em lei. A Lei nº 6 368 se encontra atualmente em revisão no Congresso Nacional. Porém, convém destacar que nenhum dos substitutivos apresentados nem sequer alude à possibilidade de liberação do uso da maconha. Embora o parâmetro de consumo da droga na vida tenha quadruplicado em uma década, medido em dez capitais brasileiras, a prevalência desse indicador é de 7,6%, um resultado muito aquém do citado por uma "pesquisa" em um único estabelecimento de ensino no Rio de Janeiro ou de estimativas leigas ("Cada vez mais jovens", 26 de julho).
Alberto Mendes Cardoso
Secretário nacional antidrogas
Brasília, DF

 

Stephen Kanitz

Majestosa a análise sobre o estilo feminino de administrar. Nosso orgulho se traduz, sobretudo, na ênfase de que "relacionamento" é fundamental. Num mundo globalizado, acreditamos ser de bom-tom que todos deixemos nosso lado feminino se exarcebar um tantinho.
Milú Villela
São Paulo, SP

Está mais que provado que o bicho homem, em tudo que se meteu, deu errado. E ponha errado nisso! Em todos os poderes, sempre com maioria esmagadora, deu nisso que estamos vivendo. Vamos entregar os poderes às mulheres. As gerações futuras serão, com toda a certeza, mais felizes.
Sebastião Junqueira Villela
tvillela@uol.com.br

 

Religião

Apesar do tom um tanto cínico da reportagem sobre o espiritismo, VEJA acertou em trazer ao público em geral um pouco dessa doutrina. O que é mais importante no espiritismo é que nada do que foi escrito por Kardec, há tantos anos, pôde ser contradito até hoje. Ao contrário, os conhecimentos físico-científicos (física quântica e magnetismo, por exemplo) só o vêm confirmando ("À nossa moda", 26 de julho).
Magda Mendes Marques
fechina@tba.com.br
Brasília, DF

Finalmente, conseguiu-se falar sobre o assunto sem demonstrar desconhecimento nem preconceito, tão comuns quando tal tema é abordado. Num país onde o pluralismo religioso é tão acentuado, nada mais justo que as pessoas tenham acesso a esse tipo de informação, de forma clara e, sobretudo, verdadeira.
Sérgio Veríssimo de Oliveira Filho
svof@uol.com.br
Londrina, PR

Mesmo sabendo que Allan Kardec e as irmãs Fox usaram de fraude para pregar essa doutrina, nosso povo, principalmente a elite (que tristeza), ainda crê nessas besteiras. Acreditar que precisamos reencarnar para pagar nossos erros é uma incoerência para quem prega que Deus é bom.
Fernando José Carvalho
São Paulo, SP

Poucas vezes li sobre doutrina espírita, em revista não espírita, reportagem tão consistente, esclarecedora, sem misticismo e sem confundi-la com outras seitas espiritualistas. Parabéns!
Luiz Carlos Ferraz do Amaral
São Paulo, SP

Foi com profundo pesar que vi o tema do espiritismo nas terras tupiniquins ser tratado de forma tão jocosa. É mais do que certo que o jornalista que fez a reportagem nunca colocou os pés num centro espírita, onde centenas de pessoas humildes, carentes, marginalizadas por nossa sociedade, freqüentam ou recebem ajuda, seja por meio dos tratamentos espirituais, seja mediante auxílio material. Nesses centros, dá-se o encontro do doutor com o faminto, do velho com a criança, porque acreditamos que sem caridade não há salvação.
Dirlene P. Ribeiro
dirlenepr@ffclrp.usp.br

A reportagem pode ser classificada de sóbria, séria e imparcial, bem à altura do conceito da grande revista. Parabéns!
Dorval de Magalhães
Boa Vista, RR

 

Televisão

Será que o brasileiro gosta tanto de sofrimento? Até nesse programa de TV temos de ver gente sofrendo à procura de comida. Será que não basta vermos isso em nossas ruas ("Voyeurismo sádico", 26 de julho)?
Kamar Costa
kamarc@uol.com.br
Recife, PE

 

Tocantins

Lamento que alguém tenha tentado impedir a livre circulação de VEJA, edição 1658. Se pessoa ligada a mim, agiu por conta própria e prejudicou o Estado. Se adversário, como é mais provável, conseguiu seu intento. Como governador e cidadão tocantinense, peço desculpa a VEJA e a seus profissionais. A frase "Aqui construirei a cidade de Palmas, a nova capital do Tocantins" não foi pronunciada por mim e não autorizei sua fixação em placa, nem a conhecia. A área da Chácara Santa Edwiges, de 144 hectares e não de 80, foi adquirida por minha ex-mulher a José Ribeiro da Silva e Terezinha de Jesus Pontes da Silva. O granito utilizado nas obras no Palácio Araguaia está incluído no preço e é comprado pela empresa construtora. A única indústria de beneficiamento de granito e mármore é de meu filho Júnior, mas o granito é comprado de diversas jazidas do Estado.
Siqueira Campos
Governador
Palmas, TO

NOTA DA REDAÇÃO: Foi atribuído indevidamente ao leitor Paulo Rodrigo de C. Garcia (prgarcia@bol.com.br) um elogio à ameaça do MST de invadir a fazenda do presidente Fernando Henrique (VEJA on-line, 19 de julho). Garcia, na verdade, é contra os métodos adotados pelo movimento.

CORREÇÕES: Na foto que ilustra a reportagem "Tintim, San Martín" (26 de julho), quem aparece cumprimentando San Martín é Bernardo O'Higgins, o libertador do Chile, e não Bolívar, como foi publicado. Ser usuário de substância entorpecente caracteriza o delito previsto no artigo 16 da Lei Anti-tóxicos (6 368/76), e não do Código Penal, como informa a reportagem "Cada vez mais jovens" (26 de julho).

 

 

 




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