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Mais
sobre labirintite
Montagem sobre foto Digitalvision
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A resposta sobre labirintite, publicada nesta seção
na edição de 12 de maio, despertou novas
dúvidas de leitores, sobre casos específicos.
Arthur Menino Castilho, otorrinolaringologista do Hospital
das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP,
dá mais explicações.
"As
células do labirinto, órgão do
ouvido responsável pelo equilíbrio, são
grandes consumidoras de energia e de oxigênio.
Qualquer déficit nesse suprimento faz com que
o cérebro tenha dificuldades em localizar-se
no espaço. Daí vem a sensação
de tontura. Esse é o sintoma mais comum. Mas
também pode haver alterações de
visão, falsa impressão de movimento, sensação
de flutuação, desequilíbrio, zumbido,
sensação de ouvido cheio. Em alguns casos,
há crises vertiginosas, conhecidas como drop
attacks, em que, de repente, se perde completamente
o equilíbrio.
São várias as possíveis causas
da labirintite. As mais comuns estão relacionadas
à idade, a doenças como o diabetes e alterações
da insulina no sangue, à hipertensão e
a doenças imunológicas. Mas pode ser reflexo
da utilização de alguns antibióticos
ou antiinflamatórios, infecções
por vírus ou bactérias, excesso de álcool,
cafeína, cigarro, drogas ilícitas, estresse,
distúrbios psicológicos e até tumores.
Associada a tantos problemas, a labirintite pode ser
de difícil diagnóstico. O primeiro passo
é atacar os sintomas principais: tonturas e desequilíbrio.
Isso pode ser feito com diferentes drogas, como sedativos
labirínticos, moduladores de fluxo sanguíneo,
vasodilatadores e até antidepressivos. Depois,
investiga-se a causa. Se um tumor causa vertigens, por
exemplo, retirá-lo melhora o problema. Se, o
que é mais comum, a vertigem estiver relacionada
ao diabetes ou à idade avançada, deve
ser feito um controle com ajuda do otorrinolaringologista
e do especialista que trata o mal causador da labirintite."
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