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STJ, ex-nora de Sarney
ganhou duas nomeações

Foto: Dida Sampaio/AE |
O ministro
Edson Vidigal, recentemente empossado na presidência do Superior
Tribunal de Justiça (STJ), já bateu um recorde. Em
dois meses, fez 39 nomeações de não concursados,
que passaram a ganhar salários que variam de 5.300
reais a 7.800 reais. Deles, 28 estão
no próprio STJ e onze foram nomeados para o Conselho da Justiça
Federal, órgão que exerce uma espécie de controle
administrativo sobre os cinco tribunais federais. A cota de nomeações
de Vidigal é mais polpuda que a dos antecessores (veja
quadro ao lado), mas não é uma surpresa. Ao assumir,
o novo presidente do STJ encarregou-se até de revogar portaria
de dois anos atrás para desbloquear a contratação
de não concursados pelo Conselho da Justiça Federal
e, com isso, abriu caminho a suas nomeações.
A
assessoria do presidente garante que os 39 foram nomeados em virtude
de sua vasta experiência profissional, mas, entre eles, há
graduados em pedagogia, letras, psicologia e matemática,
cursos que não dão habilitação especial
para lidar com a burocracia jurídica. Um deles, José
Dion, indicado para diretor-geral do STJ, é engenheiro eletrônico,
embora o regimento interno determine que o ocupante do cargo seja
graduado em direito, administração ou economia. Membro
do STJ há dezesseis anos por nomeação do então
presidente José Sarney, Vidigal fez questão de retribuir
a honraria e nomeou Maria Beatriz Sarney, neta de Sarney, e Lucialice
Cordeiro, ex-nora de Sarney. Aliás, o entusiasmo na hora
de empregar Lucialice foi tanto que Vidigal chegou a brindá-la
com duas nomeações assinadas no mesmo dia uma
para o STJ e outra para o conselho, que acabou anulada.
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