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Edição 1 698 - 2 de maio de 2001
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Diploma à mesa

Cursos de culinária atraem até
quem quer aprender a comer

Neide Oliveira

 
Antonio Milena
Escola de cozinha: sala de aula na Universidade Anhembi Morumbi

As filas de espera para alguns cursos de culinária já fazem frente às dos restaurantes mais badalados do Brasil. Em Belo Horizonte, o restaurateur Memo Biadi tem uma lista com mais de 300 nomes, de donas-de-casa a empresários, que aguardam o início das aulas. Situação semelhante é vivida em São Paulo pelo chef italiano Luciano Boseggia. No Rio de Janeiro, o chef Paulo Carvalho coordena cursos concorridíssimos na escola La Mole Gourmet.

Não é de hoje que alguns chefs ensinam amadores a melhorar seu desempenho no fogão. A novidade é que muita gente está fazendo cursos também para aprender a comer. "Cozinhar bem dá status", diz Eduardo Maya, do Centro Culinário de Belo Horizonte. "Mas saber falar sobre o preparo de um prato, ter noção de ingredientes e conhecer na prática as melhores combinações também é muito chique." Por essa razão algumas escolas criaram cursos relâmpago, como os do Atelier Gourmand, em São Paulo, que em dois anos já recebeu cerca de 6.000 alunos. Cada aula, com duração de três horas, custa até 150 reais. Em maio a programação inclui sessões com chefs estrelados, como Sergio Arno, Alex Atala e Francis Reynard. Na semana passada, a atriz Patrícia de Sabrit esteve numa dessas aulas para aprender a fazer um ossobuco de vitela. "Tenho cozinheira, mas conhecer gastronomia ajuda a ter também o controle da situação em casa", diz.

No Rio de Janeiro, o badalado chef Claude Troisgros faz segredo e cria expectativa a respeito de um curso que deve ministrar nos próximos meses. Para quem quer mesmo se profissionalizar, a universidade paulista Anhembi Morumbi oferece desde 1999 o curso superior de gastronomia, com duração de dois anos. Atualmente a escola tem 250 alunos, candidatos a mestres-cucas, que pagam a salgada mensalidade de 850 reais.

 

   
 
   
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