Diploma à
mesa
Cursos
de culinária atraem até
quem quer aprender a comer
Neide Oliveira
Antonio Milena
 |
| Escola
de cozinha: sala
de aula na
Universidade Anhembi Morumbi |
As filas
de espera para alguns cursos de culinária já fazem frente
às dos restaurantes mais badalados do Brasil. Em Belo Horizonte,
o restaurateur Memo Biadi tem uma lista com mais de 300 nomes, de donas-de-casa
a empresários, que aguardam o início das aulas. Situação
semelhante é vivida em São Paulo pelo chef italiano Luciano
Boseggia. No Rio de Janeiro, o chef Paulo Carvalho coordena cursos concorridíssimos
na escola La Mole Gourmet.
Não
é de hoje que alguns chefs ensinam amadores a melhorar seu desempenho
no fogão. A novidade é que muita gente está fazendo
cursos também para aprender a comer. "Cozinhar bem dá status",
diz Eduardo Maya, do Centro Culinário de Belo Horizonte. "Mas saber
falar sobre o preparo de um prato, ter noção de ingredientes
e conhecer na prática as melhores combinações também
é muito chique." Por essa razão algumas escolas criaram
cursos relâmpago, como os do Atelier Gourmand, em São Paulo,
que em dois anos já recebeu cerca de 6.000
alunos. Cada aula, com duração de três horas, custa
até 150 reais. Em maio a programação inclui sessões
com chefs estrelados, como Sergio Arno, Alex Atala e Francis Reynard.
Na semana passada, a atriz Patrícia de Sabrit esteve numa dessas
aulas para aprender a fazer um ossobuco de vitela. "Tenho cozinheira,
mas conhecer gastronomia ajuda a ter também o controle da situação
em casa", diz.
No Rio de
Janeiro, o badalado chef Claude Troisgros faz segredo e cria expectativa
a respeito de um curso que deve ministrar nos próximos meses. Para
quem quer mesmo se profissionalizar, a universidade paulista Anhembi Morumbi
oferece desde 1999 o curso superior de gastronomia, com duração
de dois anos. Atualmente a escola tem 250 alunos, candidatos a mestres-cucas,
que pagam a salgada mensalidade de 850 reais.
|