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BOSTON
Barricadas
em Harvard
Reuters

Reitoria
invadida: pelos pobres |
Harvard,
uma das mais prestigiosas universidades americanas, respira ares dos anos
60: um irredutível grupo de quarenta estudantes ocupa há
duas semanas a sala do reitor, Neil Rudenstine. Sinal dos tempos, eles
não querem a revolução, mas apenas melhorar a vida
dos outros. A reivindicação é o aumento do piso salarial
dos 13.000 funcionários para 10,25 dólares
por hora. O estudante de direito Aaron Bartley, um dos líderes
do movimento, diz que "Harvard, com um orçamento de 19 bilhões
de dólares, não tem desculpa para perpetuar condições
miseráveis". A causa social despertou a solidariedade de ilustres
ex-alunos, como o senador Edward Kennedy, e ex-professores, como o ex-secretário
do Trabalho Robert Reich.
PARIS
Sujeira
no palácio
O prefeito
eleito de Paris herdará uma grande sujeira. A maioria dos cômodos
da residência oficial, um anexo do Hotel de Ville, mantém
lençóis sujos e pratos com restos de comida deixados há
cinco anos pelo antigo inquilino, o presidente Jacques Chirac. O atual
prefeito, Jean Tiberi, tentou justificar-se: como usou apenas parte do
imóvel, não quis "desperdiçar o dinheiro do contribuinte"
com limpeza.
Ivan Carneiro
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LONDRES
AP
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A
sobrevivente A bezerrinha Fênix passou cinco dias
sob uma pilha de carcaças ao lado da mãe, na Inglaterra.
A comoção pública obrigou o governo a mudar
a política de combate à aftosa, que já sacrificou
2,2 milhões de animais. Só os que têm a doença
serão mortos.
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