Edição 1822 . 1° de outubro de 2003

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Guia


Seu primeiro livro

Como passar pelo funil das editoras

 
Ilustração Lucia Brandão

Publicar o primeiro livro é mais difícil do que plantar uma árvore ou ter um filho. Mas alguns conselhos podem ajudar a achar uma editora. "É preciso respeitar certas regras estabelecidas para iniciantes", diz Laura Bacellar, autora de Escreva Seu Livro (editora Mercuryo).

• Procure uma editora com o perfil que pareça adequado ao de sua obra.

• Contrate um revisor de gramática e ortografia antes de enviar o texto. No mercado também há profissionais que fazem leitura crítica para iniciantes.

Envie pelo correio uma cópia com páginas numeradas. Inclua uma pequena carta de apresentação com nome, endereço e telefone. Não faça sugestões sobre capa, ilustração ou desenhos nem indique que já registrou o texto por receio de plágio.

Não adianta telefonar para "explicar" o livro à editora. Ela contrata leitores externos para emitir pareceres.

 

Saúde

Boa notícia
Contra o câncer de pâncreas

Especialistas do centro de pesquisa Memorial Sloan-Kettering, de Nova York, apresentaram em um congresso na Europa uma possível vacina contra o câncer de pâncreas. Ela é extraída de uma proteína presente nesse tipo de tumor. A vacina faz o sistema imunológico atacar toda célula que contenha a proteína. A mortalidade de pessoas com câncer de pâncreas é elevada: 90%, mesmo entre as que têm o tumor extirpado. No estudo, dez pacientes foram submetidos à cirurgia e vacinados oito semanas depois. Em três deles, o tumor não ressurgiu, passados mais de dois anos da vacinação.

 

Má notícia
A volta do sarampo

Segundo trabalho publicado na revista Science por cientistas da Universidade de Londres, o medo da vacinação fez aumentar os casos de sarampo. Um controvertido estudo do fim da década passada associou a vacina MMR (contra sarampo, caxumba e rubéola) a casos de autismo. Muitos pais passaram a ter receio de vacinar os filhos. Na Inglaterra, em sete anos a taxa de imunização caiu de 92% para 84% das crianças e o número médio de pessoas que um doente contamina subiu de 0,47 para 0,82 – se passar de 1, é sinal de que a transmissão da doença está fora de controle.

 

Colaboraram Cynthia Almeida Rosa, Iva Oliveira e Paulo Araújo

 
 
 
 
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