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Publicidade
Sexo
e bichinhos ficam de fora
O
Conar decide criar novas regras para
a publicidade de bebidas alcoólicas

Chrystiane
Silva
Divulgação
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| Trajes
de banho apenas em comerciais feitos à beira da praia
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O Conselho
Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária
(Conar), órgão que regulamenta a publicidade, decidiu
ser mais rigoroso sobre propaganda de bebidas alcoólicas.
Criado e formado por entidades privadas representantes de agências
de publicidade, anunciantes, imprensa e TV, o Conar resolveu que
bonecos e qualquer coisa que lembre o universo infantil não
podem mais ser usados em peças publicitárias para
vender cerveja, cachaça, uísque e vinho. As mudanças
nos outdoors serão as primeiras e deverão ser feitas
até 15 de outubro. Para as revistas, jornais e cartazes de
rua o prazo é até 15 de novembro. Os comerciais de
televisão terão até 15 de dezembro para se
adaptar às regras. Os anúncios não poderão
mais exibir atores tomando bebida alcoólica e, em todos os
casos, eles deverão ter e aparentar 25 anos ou mais. Será
permitido aos publicitários continuar mostrando mulheres
de biquíni ou com pouca roupa, mas apenas em anúncios
e comerciais feitos na praia ou na piscina. A idéia do Conar
é se antecipar às medidas governamentais que estão
em gestação no Ministério da Saúde com
o objetivo de coibir a venda de bebidas para menores. No Brasil,
o consumo começa cada vez mais cedo. Segundo as estatísticas
oficiais, entre os estudantes do ensino médio e fundamental,
74% já experimentaram bebidas alcoólicas. Cerca de
30.000 pessoas morrem por ano no Brasil vítimas
de acidentes de trânsito em que houve o uso de álcool
pelos motoristas.
Alguns
fabricantes de cerveja já estavam preocupados com a questão
e haviam tomado providências. A Skol, líder em vendas
com 31,7% do mercado, acabou de lançar uma campanha que prega
o consumo com responsabilidade. Até o fim do ano, todas as
cervejarias, que juntas gastam 600 milhões de reais por ano
em anúncios publicitários, seguirão a mesma
linha. As medidas anunciadas pelo Conar se antecipam e em alguns
casos são mais rigorosas do que a quase centena de projetos
que tramitam no Congresso Nacional com o objetivo de regular a publicidade
de bebidas alcoólicas. O Conar é um órgão
eficiente. Ouve consumidores, empresas e agências de publicidade
e tem real poder para mudar as campanhas publicitárias. "As
novas regras dão mais força ao Conar", diz João
Fernando Vassão, diretor-geral da Fischer América,
que tem a conta da Nova Schin.
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