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Especial
O
homem em nova pele
Montagem sobre foto de Pedro Rubens
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É
sempre sexo. O resto é acessório. Ou acessórios,
para ficar mais de acordo com o que parece ser uma daquelas mudanças
duradouras que ocorrem nas grandes cidades e que, depois, levadas
pela televisão, acabam chegando a lugares mais distantes.
As pesquisas e estatísticas mostram que o que antes era definido
apenas como "vaidade masculina", a preocupação dos
homens com a forma física, os cabelos e as roupas, se tornou
um movimento comportamental bem mais definido e complexo. Não
é somente de aparência que se fala, mas de uma nova
maneira de ver o mundo, de atuar nele de uma forma impensável
para as gerações passadas. Como explica o psicólogo
americano Alon Gratch, autor do livro Se os Homens Falassem:
"O que está acontecendo, no fundo, é uma incursão
masculina pelo universo feminino em quase todos os seus domínios.
O mais visível deles, obviamente, é o da aparência.
Mas a transformação é mais profunda". O homem
começou a admitir que tem emoções e as esconde
cada vez menos. Sente-se mais à vontade com suas preferências
estéticas e valoriza com mais desembaraço o aspecto
afetivo na relação com a família e os amigos.
Como
todo movimento que se preze, esse tem sua barulhenta e colorida
vanguarda. Fala-se aqui do que está sendo definido pela imprensa
americana como o homem "metrossexual", termo criado em 1994 pelo
colunista e crítico cultural Mark Simpson e que agora serve
para descrever o heterossexual moderno e urbano, um sujeito tão
ou mais vaidoso que as mulheres, que freqüenta butiques, usa
cremes e loções para pele, é refinado na cozinha
e não se sente por fora em uma conversa sobre decoração
de ambientes.
AP
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ESMALTE
E VIRILIDADE
Beckham é a combinação perfeita de força, fragilidade e cuidados
com a aparência: ele passa esmalte e faz gols |
David Beckham, jogador do Real Madrid e da Seleção
Inglesa de Futebol, e o ator americano Brad Pitt podem ser apontados
como símbolos dessa combinação de masculinidade,
delicadeza quase feminina e um jeito de se apresentar que a poderosa
Suzy Menkes, editora de moda do jornal International Herald Tribune,
definiu nestes termos: "A barba está sempre cuidadosamente
malfeita, a roupa artificialmente despojada, resultando em um conjunto
com aparência geral de um caloroso refinamento". Não
apenas pela aparência, é representante também
do novo homem Tony Blair, primeiro-ministro inglês. A maneira
leve como Blair combina a liturgia rígida do cargo que ocupa
e sua vida familiar deixaria seus antecessores de cabelo em pé.
Blair é um pai presente que gosta de ir para a cozinha e
divide com a mulher, Cherie, a educação dos filhos.
O interesse pela "feminilização" do homem vai além
das aparências. Uma busca no banco de dados Factiva, da empresa
noticiosa americana Dow Jones, mostra 470 reportagens produzidas
sobre esse novo tipo em todo o mundo só nos últimos
seis meses. Uma delas, do jornal mexicano El Norte, lembra
que o fenômeno pode ser observado nas grandes cidades do país
e que ele seria a primeira "regressão consistente no machismo
do homem mexicano". É um feito e tanto. Octavio Paz, escritor
mexicano ganhador do Prêmio Nobel, escreveu que "o machismo
está perdido na alma mexicana como em um labirinto", de onde
não sairia nunca.
A extensão da mudança (e a popularização
do termo metrossexual para identificar sua vanguarda) veio com a
publicação de uma pesquisa feita pela agência
européia de comunicação Euro RSCG Worldwide,
que tem escritório em 75 países. A pesquisa mostrou
que nas maiores capitais do Hemisfério Norte é significativo,
como fenômeno social, o número de homens que usam regularmente
cremes contra rugas, fazem compras em butiques e já se submeteram
a algum tipo de plástica ou tratamento cosmético.
Nos Estados Unidos, 35% dos homens disseram comprar regularmente
cremes antienvelhecimento e, em apenas um ano, entre 2001 e 2002,
o número de lipoaspirações feitas por homens
cresceu 420%. No Brasil, o número de cirurgias plásticas
realizadas em homens subiu de 10% do total para 30% em cinco anos.
Grandes laboratórios de cosmética, como o Biotherm,
venderam no ano passado, pela primeira vez, quase o mesmo volume
de produtos para mulheres e homens. Os homens, na pesquisa, diziam
sentir-se "másculos" desempenhando papéis tradicionalmente
femininos, como cuidar de bebês. Nas gerações
anteriores, conviver com os filhos pequenos, mesmo nos fins de semana,
era ainda uma missão reservada à mulher.
Os homens também admitiram que lhes dava "enorme prazer"
fazer compras. O número de lojas especializadas em roupas
masculinas disparou. A RSCG descobriu que na Madison, a exclusiva
avenida de Nova York, existiam nos anos 80 apenas duas grandes lojas
de roupas refinadas para homens. Atualmente, a quantidade de butiques
femininas e masculinas se equivale na Madison. "Os homens que formam
esse novo contingente não são efeminados nem afetados.
São corajosos em admitir as mudanças", diz Marian
Salzman, estrategista-chefe da RSCG. "Eles se descrevem com adjetivos
como heterossexuais, fortes e estilosos." Ou seja, os homens estão
cada vez mais à vontade com suas conquistas estéticas.
"O
que se define agora como metrossexualismo é apenas a ponta
de lança de uma mudança maior. Ela é resultado
da exploração corajosa que alguns homens fazem de
seu lado feminino sem serem gays e sem medo de serem confundidos
com gays", diz o psicólogo Alon Gratch. Segundo o estudioso
americano, da mesma maneira que a revolução feminina
se arrastou por um século até permitir às mulheres
votar, fumar em público, escolher o marido, exigir prazer
na cama e dirigir automóveis, a libertação
masculina também vai tomar tempo até a emancipação.
Há riscos no caminho. "Assim como as mulheres aprenderam
com os homens a ser agressivas e muitas exageraram nisso, o excesso
de valorização de si mesmo é uma armadilha
do universo feminino que o homem deve evitar", disse Gratch a VEJA.
Relativamente à mulher, o homem é considerado o sexo
oprimido por alguns estudiosos do comportamento humano (veja
entrevista). Mas já se andou um bom caminho.
Gratch acha imprópria a tese, muito aceita, de que houve
uma guerra dos sexos deflagrada e vencida pelas mulheres
e que os homens agora simplesmente se ajeitam no espaço social
que lhes sobrou. Diz Gratch: "Estamos falando aqui de uma libertação
masculina de costumes tão radical quanto foi a das mulheres.
Os homens demoraram a aceitar que chorar, se emocionar, ser viciado
em compras e proteger a pele com cremes não é defeito.
Isso não os faz piores, mas modernos".
Definições comportamentais novas quase sempre parecem
apenas mais um rótulo. Elas, no entanto, podem esconder algo
mais complexo e onipresente. Em tempos de globalização
turbinada, novos traços comportamentais surgem nas grandes
metrópoles americanas ou européias e dali ganham o
centro da corrente de propaganda, do marketing e, finalmente, da
cultura, espalhando-se pelo mundo. A novidade agora é a velocidade
com que isso acontece. A aldeia global é assim mesmo. As
tendências atravessam fronteiras. Já era dessa forma
no tempo das cidades medievais que, mesmo protegidas por muralhas,
abrigavam populações de hábitos idênticos.
Foi assim na Guerra Fria, que dividia o mundo em duas metades, a
capitalista e a comunista. Quando em 1989 o Muro de Berlim foi derrubado,
28 anos depois de construído, os jovens dos dois lados eram
muito parecidos. As pesquisas mostraram que, apesar das flagrantes
diferenças socioeconômicas, os modismos, os preconceitos,
as gírias e as táticas de abordagem sexual usadas
pelos jovens das duas Alemanhas eram espantosamente semelhantes.
Portanto, não é improvável que o que parece
apenas um traço de comportamento de uma vanguarda ousada
de uma minoria de homens de Londres ou Nova York já esteja
perto do turco, do russo ou do grego.
Há
tempos, com as mais diversas gradações, esse homem
sem tanta armadura está nas ruas das cidades brasileiras,
e não apenas nas novelas e nas revistas de moda e de fofocas.
Ele apareceu nas empresas, nos bares, nas academias de ginástica.
Faltava uma denominação de impacto e fácil
utilização como metrossexual, inventada por Simpson.
O filósofo americano Robert Bly vê nessa mudança
certa influência dos gays sobre os heterossexuais. Ele lembra
que faz enorme sucesso nos Estados Unidos um programa cujo título
em português é O Olhar Gay sobre o Homem Hétero.
Em um desses programas, homossexuais transformaram radicalmente
a decoração da casa de homens heterossexuais. "O resultado
foi muito apreciado pelos homens héteros", diz Bly, que até
bem pouco tempo atrás era um dos críticos mais ativos
do que o filósofo chamava de "amolecimento do homem"
um processo de resignação psicológica feito,
segundo ele, para agradar à mãe e à esposa,
especialmente depois que a mulher passou a ganhar mais dinheiro.
"Concordo que agora é diferente", comenta Bly. "Os novos
homens parecem mais livres e felizes do que o 'macho cordato' de
uns anos atrás."
Na quinta-feira passada, Maureen Dowd, colunista de política
do jornal New York Times, não perdeu a chance de perguntar
a Arnold Schwarzenegger, candidato a governador na Califórnia,
se ele se considerava metrossexual. "Metrossexual?", perguntou Schwarzenegger.
Maureen explicou: "É um homem que gosta de atividades tradicionalmente
femininas, como tratamentos faciais, manicures e de ir às
compras". O grandalhão desconversou, mas a colunista notou
que, pelos cabelos, pela pele e pelas unhas e roupas impecáveis,
"claramente ele passa horas se embelezando". Schwarzenegger revelou
à colunista que gosta de fazer compras para ele e para a
mulher, Maria.
Eis
o ponto. Há alguns anos os homens vêm se desfazendo
de uma auto-imagem secular que ficou mais ou menos intocada até
os anos 60. Segundo essa imagem, o papel do homem na sociedade era
muito simples. Ele sustentava a casa e, em reconhecimento à
atribuição de provedor, tinha o direito quase divino
de mandar na mulher e nos filhos. Essa fortaleza de certezas vem
ruindo aos poucos. Caiu primeiro na família, com a rebeldia
dos filhos e a aprovação do divórcio. Depois
no trabalho. Hoje as mulheres são maioria em muitas empresas
e ocupam cargos de chefia em número muito superior ao de
qualquer outro período da história. Finalmente, a
fortaleza do homem ruiu nas relações interpessoais.
As mulheres atualmente tomam a iniciativa das paqueras e as mais
velhas e ricas escolhem os parceiros entre os indivíduos
mais novos e mais atraentes. Até bem pouco tempo atrás,
essa iniciativa era privilégio de homens. Não é
mais.
Em compensação, o homem foi ganhando a liberdade de
fazer outras coisas que pareciam privilégio das mulheres,
entre elas o direito de se valer de todo o instrumental estético
e médico para melhorar a aparência e adiar a velhice
e até o de se interessar por moda e decoração.
"Mulheres, é de dar medo. Eles cozinham melhor, vestem-se
melhor e decoram a casa melhor do que nós", escreveu Sheerly
Avni, redatora da revista de internet Salon.com, em um artigo
sobre a multiplicação desse novo tipo de homem. Avni
se lamenta com ironia e bom humor: "As mulheres passaram os últimos
quarenta anos conquistando o mundo masculino. Aprendemos até
a caçar. Hoje podemos matar um coelho a tiros, mas não
sabemos cozinhá-lo. No pós-feminismo descobrimos que
os homens agora são melhores em tudo o que julgávamos
território exclusivamente nosso."
O homem descrito dessa forma representaria apenas o lado mais mercadológico
de uma transformação mais profunda, porque também
é mental, que alguém definiu brilhantemente como a
transição do homem de "neandertal a ornamental". Por
razões culturais específicas, a humanidade escapou
da lei biológica segundo a qual o macho é o fator
ornamental da espécie. Em quase todos os animais superiores,
o macho, mesmo quando não é maior, é mais colorido
e mais ornamentado exteriormente que a fêmea. Alguns estudiosos
acham que o homem substituiu esse "pavonismo" exterior pela capacidade
verbal. Ele a usa para impressionar a fêmea, assim como os
bichos utilizam suas penas e juba. Com a intensa preocupação
com a aparência, o homem estaria retomando agora seu papel
ornamental. "Há um deslocamento extraordinário nas
placas tectônicas dos sexos. Toda a nossa velha forma de pensar
tem de ser revista", diz Barney Brawer, psicólogo-chefe do
Boys' Project, da Universidade Tufts, nos Estados Unidos. O projeto
de Brawer estuda as diferenças entre meninos e meninas, que
ele avalia e compara em milhares de variáveis. Na contabilidade
de Brawer, as mulheres estão muito à frente, do ponto
de vista emocional e nas virtudes que ele associa à civilização,
como a capacidade de conciliação e de desfrutar prazer
estético. "Nós, homens, estamos hoje no estágio
evolutivo da espécie em que as mulheres estavam há
três décadas", diz Brawer.
O
sociólogo e escritor alemão Dieter Otten afirma que
não vê a hora de as características desse novo
homem se tornarem predominantes na população masculina
mundial. Otten é autor do livro Fracasso Masculino
A Relação dos Sexos no Século XXI, ainda
sem tradução em português. Na obra ele defende
com estatísticas a tese de que "a violência é
masculina". O alemão lembra que, ao longo da história
da humanidade, os massacres, homicídios e latrocínios
são de responsabilidade quase exclusiva dos homens. Atualmente
não é diferente. O crime organizado, o turismo sexual,
o abuso de crianças e o vandalismo das torcidas esportivas,
especialmente no futebol, são domínios masculinos
por excelência. Os homens se destacam também na autoria
de crimes mais cerebrais e requintados. Na Alemanha, 99% dos casos
de estelionato e fraudes envolvem homens. Disse Otten em uma entrevista
à revista alemã Der Spiegel: "Sem mulheres
moralmente íntegras, altamente motivadas profissionalmente,
com capacidade de desempenho e engajadas socialmente, o sistema
econômico, político e social das democracias ocidentais
já teria fracassado há muito tempo". Sob esse ponto
de vista, portanto, nada mais desejável que os homens passem
a dividir com as mulheres esse "papel civilizador" da espécie
humana.
"Desvestir
a fantasia de super-herói infalível é um alívio
para a maioria dos homens e não uma perda de poder", afirma
Luiz Cuschnir, psiquiatra paulista e o maior estudioso brasileiro
da psicologia masculina. Na Alemanha, na França e, é
claro, nos Estados Unidos, nunca se estudou tanto quanto agora o
impacto das transformações pelas quais os homens estão
passando. Em outra frente de estudo, a biológica, o homem
também está no foco dos pesquisadores (veja
quadro abaixo). As notícias não são
muito boas para a classe. Em um estudo de Bryan Sykes, professor
de genética humana da Universidade Oxford, a fonte genética
da masculinidade o cromossomo Y está diminuindo
de tamanho. Pelo cálculo de Sykes, a se manter a tendência
atual, o cromossomo Y estará extinto dentro de 5. milhões
de anos. Nada indica que, evolutivamente, essa tendência não
venha a ser revertida em um prazo tão longo ou que,
mesmo se mantida, a natureza ou a ciência não venham
a obter outras maneiras de produzir seres humanos do sexo masculino.
Mas não há símbolo melhor do arrefecimento
social do machismo e do surgimento de um novo homem.
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A
importância de ser homem
Professor da University College London, o britânico
Steve Jones, o mais respeitado geneticista da atualidade,
é autor do livro sobre o cromossomo masculino
Y: A Linhagem dos Homens. Na quinta-feira passada,
o editor Eduardo Salgado falou com Jones pelo telefone
e colheu dele o seguinte relato:
"Depois
do lançamento do meu livro, houve uma descoberta
inesperada. Há cerca de dois meses, o geneticista
David Page publicou um trabalho que descreve grandes
seqüências de DNA invertidas e repetidas
no cromossomo Y. Antes desse trabalho, tudo o que sabíamos
sobre o Y era que se tratava de um cromossomo com um
gene muito importante, que é o que faz os machos.
Quase todo o resto não fazia nada. A maioria
servia para manter o cromossomo vivo. Page descobriu
que há mais genes. Talvez sessenta ou setenta,
o que ainda é pouco. Descobriu também
que há grandes segmentos de DNA, que estão
presentes como genes repetidos. Um é o espelho
do outro. Não apenas com quatro letras, mas com
milhões. Se o Y está mesmo em decadência,
por que teria tantas cópias tão perfeitas?
É uma pergunta que faz sentido. Por que não
acumulam erros e mutações? A única
resposta é: não sabemos. Page tem uma
hipótese que é a seguinte: se alguma vez
acontece uma alteração, os genes voltam,
de alguma forma, ao que eram antes.
Não acredito que os machos da espécie
humana vão desaparecer. A evolução
mostra que, uma vez que aparecem na natureza, é
bastante difícil se livrar dos machos. No reino
animal, várias espécies, como répteis
e anfíbios, se tornaram inteiramente femininas,
mas geralmente não vão longe. Param de
se diversificar e tendem à extinção.
Claro que podemos fazer alguns cenários pouco
realistas, mas possíveis. Um mundo com menos
machos, por exemplo. Afinal, pode-se engravidar todas
as mulheres da Europa com a ejaculação
de um único homem. Dito isso, acho que não
será possível renunciar totalmente aos
machos para procriação. É preciso
lembrar do poder que uma boa noite de sexo tem, a terapia
do desejo. O desaparecimento do cromossomo Y não
quer dizer que os homens serão varridos da Terra.
Os pássaros machos não têm o cromossomo
Y. O mesmo acontece com crocodilos.
As previsões do fim do cromossomo Y estimam que
isso ocorra em milhões de anos. Não podemos
esquecer que a espécie humana existe há
apenas alguns milhares de anos. Estamos fazendo estimativas
de longuíssimo prazo. Algo entre 5 e 10 milhões
de anos. Particularmente acho que em 5 milhões
de anos não haverá mais humanos sobre
a terra. Ou seja, a existência do Y não
fará a menor diferença. Se falarmos de
forma racional acerca do futuro, sobre os próximos
1.000 anos, tenho muito mais medo de Albert Einstein
do que de Charles Darwin. A estupidez dos machos é
muito mais um motivo de preocupação. O
problema é o holocausto causado pela bomba atômica.
É isso que pode acabar com os homens e, infelizmente,
com as mulheres também".
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