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Congresso
Só remendo
Reforma anima o governo
mas não melhora o país
Sérgio Lima/Folha Imagem
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| João
Paulo e Sarney, com o texto da reforma: dois turnos |
Para
o governo, a coisa está bem resolvida: a reforma tributária
foi devidamente aprovada na Câmara dos Deputados, na semana
passada, prorrogando por mais quatro anos a CPMF, contribuição
que rende 20 bilhões de reais anuais aos cofres públicos,
e autorizando o governo a mexer livremente numa fatia de 20% do
Orçamento da União. Com o encerramento da votação,
o presidente da Câmara, o deputado João Paulo Cunha,
passou o projeto às mãos do senador José Sarney,
presidente do Senado, onde serão realizadas duas rodadas
de votação. Será a última chance para
que os parlamentares produzam algo que possa realmente ser chamado
de reforma, reduzindo a pesadíssima carga fiscal brasileira
e, com isso, injetando um estímulo na economia. As esperanças
de que isso venha a acontecer, porém, são praticamente
nulas. Se o Senado fizer qualquer alteração de porte,
a reforma terá de voltar à Câmara e,
como isso leva tempo, poderá impedir que ela seja aprovada
neste ano, de modo a vigorar já no ano que vem. Quem apostar,
portanto, que a reforma sairá do Senado com a mesma cara
com que chegou terá grande probabilidade de ganhar. Isso
significa, infelizmente, que a carga tributária brasileira,
hoje entre as mais pesadas do mundo, continuará entre as
mais pesadas do mundo. A diferença é que essa carga
poderá ficar mais alta ainda.
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