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1º de agosto de 2007
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Morreu: o empresário espanhol Jesús de Polanco Gutiérrez, dono do jornal El País. Órfão ainda jovem, Polanco pagou parte de seus estudos vendendo livros. Depois de se formar em direito, criou a editora Santillana, sobre a qual construiu uma fortuna de 3 bilhões de dólares. Em 1973, Polanco se associou ao empresário José Ortega Spottorno, filho do filósofo Ortega y Gasset. Juntos, eles fundaram o El País três anos depois. Polanco e seu jornal foram elementos fundamentais na restauração da liberdade de imprensa na Espanha ao final da ditadura franquista. Hoje, a holding de Polanco, a Prisa, controla editoras, revistas, rádios e TVs na Europa e na América Latina. Tem 15% do jornal francês Le Monde e, no Brasil, é dona das editoras Objetiva e Moderna. Dia 21, aos 77 anos, de complicações decorrentes de uma doença reumática, em Madri.

Paco SErinelli/AFP
Tanzi: choro sobre o leite derramado

Acusado: de gestão fraudulenta o fundador e ex-presidente da Parmalat Calisto Tanzi. Ele fraudou os balanços financeiros da empresa por mais de dez anos, antes de levá-la à bancarrota em 2003. Estima-se que Tanzi tenha produzido um rombo de 14 bilhões de euros no caixa da Parmalat. Além dele, outros 55 executivos foram acusados de envolvimento nos crimes que levaram o grupo à falência. Entre eles estão os banqueiros Cesare Geronzi, do Mediobanca, que teria facilitado a falência fraudulenta da Parmalat, e Matteo Arpe, do Capitalia, que não teria impedido a fraude. O julgamento deve ocorrer em 2008. Dia 25, em Parma.

Proibida: a empreiteira baiana Gautama de firmar contratos com o governo federal. A Controladoria-Geral da União considerou que a construtora do empresário Zuleido Veras não é idônea. Em maio, a Polícia Federal prendeu os executivos da empresa, que são acusados de pagar propinas para vencer licitações públicas. Dia 23, em Brasília.

 
Dimitar ilkoff/AFP
Patrick Kovarik/AFP
Sarkozy com Kadafi: para libertar presos (à esq.), topou dar um reator nuclear ao líbio

Libertados: cinco enfermeiras búlgaras e um médico palestino presos na Líbia há oito anos sob a acusação de infectar mais de 400 crianças com o vírus da aids. Em 2004, foram condenados à morte pelo crime, que nunca reconheceram. Segundo eles, as infecções ocorreram por causa das péssimas condições de higiene do hospital. A libertação do grupo é uma conquista do presidente francês Nicolas Sarkozy, que, em troca dos prisioneiros, assinou um acordo de cooperação nuclear com o ditador líbio Muamar Kadafi. Dia 24, em Trípoli, na Líbia.

Revelado: pela Nasa que astronautas se embriagaram em, pelo menos, duas missões espaciais. A agência decidiu investigar o comportamento de seus pilotos depois que a capitã Lisa Marie Nowak foi presa, em fevereiro, por tentar seqüestrar a namorada de um colega que era seu amante. Os relatórios também indicam a sabotagem de equipamentos enviados ao espaço. Dia 27, em Washington.

Encerrada: a parceria entre o Corinthians e a MSI. O conselho do clube tomou a decisão depois que o Ministério Público acusou a MSI e seu representante no Brasil, o iraniano Kia Joorabchian, de usar o time para lavar dinheiro de crimes financeiros cometidos na Rússia. O conselho também quer depor o presidente do Corinthians, Alberto Dualib, que firmou a parceria. Como o contrato se estenderia por mais sete anos, a MSI ameaça cobrar na Justiça 25 milhões de dólares referentes à rescisão. Dia 24, em São Paulo.

Venceu: as eleições parlamentares na Turquia o partido islâmico AKP. A agremiação conquistou mais da metade das cadeiras do Parlamento. Sua vitória pode interromper o processo de secularização da Turquia, iniciado em 1923. Conservador nos costumes, o partido islâmico se comprometeu a continuar as reformas na economia e negociar a integração com a União Européia. Dia 22, em Ancara.

 

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