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Edição 2019

1º de agosto de 2007
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Cartas

"A infinita dor dos familiares é também a dor deste país, que viu vidas ser ceifadas e que constatou ter em seu comando pessoas que debocham de nós."
Paula Maynart de F. Moura
Aracaju, SE

A tragédia de Congonhas

A catástrofe ocorrida com o avião da TAM é apenas o capítulo mais chocante de uma história que mistura corrupção desenfreada, incompetência generalizada e uma atávica incapacidade de lidar com situações de extrema gravidade. Somos incapazes de analisar todas as hipóteses para a tragédia de forma clara, abrangente e isenta. Isso sem falar no revoltante papel representado por nossas chamadas "autoridades" ao longo da última semana. Lembrando o refrão de uma conhecida música dos anos 80: "Inútil; a gente somos inútil". Brasil, um país de inúteis ("Até quando?", 25 de julho)!
Edson Pinto da Silva Filho
Vinhedo, SP

Ainda sob o impacto da destruição dos planos e sonhos de 200 famílias, começam as discussões sobre quem será o bode expiatório da vez. A decisão de manter a pista aberta para pousos e decolagens após dois dias de chuvas em São Paulo não é da engenharia, tampouco das companhias aéreas. É da Infraero, da Aeronáutica, do ministro da Defesa, do presidente da República, enfim dos responsáveis pela aviação brasileira. Por isso o acidente do vôo 3054 não é decorrente de problema técnico. É uma conseqüência gravíssima da má gestão pública, pois, se a pista não tinha condições de pouso, é porque os investimentos em infra-estrutura são insuficientes, os gestores não reúnem competência mínima para realizar as obras necessárias e a corrupção impede que o pouco dinheiro disponível seja utilizado da melhor forma.
Edemar de Souza Amorim
Presidente do Instituto de Engenharia
São Paulo, SP

Diariamente me pergunto até quando a negligência reinará em nosso país. Vejo tanta coisa ruim acontecendo e nada sendo feito, nenhuma atitude, ninguém punido. Mais uma vez fomos vítimas da impunidade e do descaso das autoridades, que só se preocupam em aumentar seus salários. Hoje sinto vergonha do Brasil.
Franciéli Mantovani
Esteio, RS

No domingo (22 de julho), às 9h30 da manhã, aconteceu um grave acidente na França. Um ônibus de turismo transportando cinqüenta peregrinos poloneses negociou mal uma curva fechada e precipitou-se num abismo. O saldo da tragédia foi de 26 mortos e 24 feridos, entre os quais catorze gravemente. Eram todos paroquianos do norte da Polônia, com idade entre 40 e 70 anos, em viagem de peregrinação a um santuário. O presidente da Polônia, senhor Lech Kaczynski, não hesitou nem um instante: no domingo mesmo tomou um avião e desembarcou no aeroporto de Grenoble, o mais próximo do local do acidente. Lá foi recebido por Nicolas Sarkozy, presidente da França. Ambos foram visitar os sobreviventes no hospital a fim de prestar-lhes solidariedade e levar-lhes a simpatia do povo polonês. Três ministros franceses acompanharam os dois presidentes nessa visita. No dia 17 de julho, à noitinha, o Brasil conheceu seu pior desastre de aviação. Desde os primeiros momentos, sabia-se que a contagem macabra beiraria 200 infortunados. Isso, no entanto, não foi suficiente para comover nosso presidente.
José H. Manzano
Genebra, Suíça

Quando, em fevereiro de 1970, comecei a trabalhar num escritório localizado a uns 150 metros do sinistrado posto Shell, defronte à cabeceira da pista, e ao longo do dia assistia às decolagens e aos pousos muitas vezes realizados em condições realmente precárias, eu já imaginava como seria se algum dia acontecesse um grave acidente. Demorou 37 anos, mas infelizmente acabou acontecendo. Agora só resta saber quais os argumentos, quais as mentiras e quais os laudos fajutos que serão utilizados por autoridades irresponsáveis para o aeroporto continuar operando.
James W. Fuchs
Migueletes, Buenos Aires, Argentina

Se esse acidente tivesse ocorrido em Viracopos ou em Cumbica, talvez houvesse vivos. Mas, deixando-se o se de lado, o fato real é que este governo tem responsabilidade pelo acidente, bem como a TAM. Pena não ter podido ver o pronunciamento de Lula na TV, na sexta-feira (20 de julho). Queria saber se ele encheu a boca para dizer que "nunca na história deste país se morreu tanto de avião!".
Alan Wilter S. da Silva
Cambridge, Inglaterra

Aqui na Europa a pergunta é uma só: por que os governantes de seu país não são punidos? Estamos num misto de tristeza, desesperança, vergonha e medo. Até quando viveremos em um sistema construído para dar errado? Quantas tragédias teremos de ver?
Pedro Carim
Praga, República Checa

Qual é a surpresa, senhores? Nenhuma. A mesma operação tapa-buracos das estradas foi feita nos aeroportos. A diferença é que tirou centenas de vidas de uma só vez, e não milhares aos poucos, como ocorre todos os anos em nossas estradas. Esse é o retrato deste governo, que nada mais faz a não ser tapar buracos – e mal!
Paulo Alencar da Silva
Jundiaí, SP

Sou mãe de dois comissários de bordo e estou perplexa diante de tantas demonstrações de incompetência e descaso das autoridades com relação aos profundos problemas por que passa esta "nação". Na edição passada de VEJA, o que mais me chocou foi a reportagem especial "As autoridades são outra catástrofe". Faço apenas uma pergunta: onde e como essas "pessoas" se perderam? Não como governantes, e sim como gente. É assustador constatar que vivemos num porão que tem subsolo muito fundo. Viver neste país exige – longe das dificuldades materiais, que a cada dia se tornam maiores – inimaginável equilíbrio emocional, ético e, acima de tudo, espiritual. Realmente temos de admitir que "o dinheiro e o poder estão nas mãos de medíocres".
Maria Helena Ramos da Costa Fioranelli Vieira
Sorocaba, SP

Duas perguntas que não querem calar: até quando este governo ficará relaxando e gozando da cara dos brasileiros, como se fôssemos animais domésticos? Por que será que os nossos governantes só agem depois que a tragédia acontece? Chega de tanto populismo e discursos bonitos. Precisamos de mais investimento no setor aéreo, ou daqui a dez meses acontecerá outra tragédia pior que essa.
Murilo Augusto de Medeiros
Guará II, DF

Não há mais como admitir que políticos e politiqueiros continuem gerindo pastas estratégicas e eminentemente técnicas dentro do governo. Waldir Pires sai muito tarde de uma função para a qual jamais deveria ter sido indicado.
Jorge Oliveira
Laguna, SC

A atriz Regina Duarte, que foi execrada em praça pública, sempre esteve certa. Infelizmente, para todos nós. Onde estão os "artistas" e "intelectuais" que a patrulharam? Terão agora coragem de vir a público defender o indefensável?
Domingos de Melo
Trindade Guerra
Curitiba, PR

Infelizmente, o processo de maturidade político-eleitoral do povo brasileiro é lento. Até atingir níveis coerentes, muitas pessoas ainda morrerão na terra, na água e no ar.
José Muniz de Lima Neto
Manaus, AM

Ver o rosto das vítimas estampado na revista foi como levar um soco no estômago. É triste olhar para cada um daqueles rostos e imaginar que todos foram mortos naquele acidente estúpido. Agora, aqueles sorrisos dos funcionários da Infraero na cabeceira da pista me causaram uma revolta maior do que a indignação pelo acidente. Lamentável.
Cássio Murilo Teixeira
São Caetano do Sul, SP

Foram tão nojentos os gestos, as atitudes, as risadas e os comentários de certas autoridades diante dessa tragédia em Congonhas que não me causaria nenhum espanto se anunciassem que eles se encontraram numa churrascaria para discutir ou rir do assunto.
Sebastião Bonato
Nova York, NY, EUA

Os gestos obscenos dos assessores da Presidência, num momento de luto para o país, não deveriam surpreender ninguém; eles têm tudo a ver com o jeito petista de governar.
Jorge Luiz Baldasso
Dourados, MS

O gestual obsceno de assessores da Presidência, flagrados em atos da mais torpe cafajestada, nada mais é do que o retrato da falta de decência do alto escalão do (des)governo de um país que ainda chora as vítimas do escárnio e da indiferença. E agora? Quando virá a próxima declaração edificante? Quando seremos novamente ultrajados? O que têm a dizer às famílias destroçadas deste e dos acidentes que estão por vir essas figuras abjetas da República?
Gilberto Ioras Zweili
Rio de Janeiro, RJ

Ao contrário da maioria dos aeroportos do sul do país, aqui no Piauí não há chuvas, nevoeiros nem excesso de vôos. O grande problema daqui são os milhares de urubus que infestam as cabeceiras das pistas anunciando mais uma tragédia na aviação brasileira. Estamos perdidos!
Sergio Emiliano
Campo Maior, PI

O acidente da TAM tem a marca registrada deste "desgoverno" do PT. Um desastre!
Ricardo Luiz Freitas
Rio de Janeiro, RJ

Pistas de pouso inseguras, atrasos, aeroportos lotados, caos. E agora, depois da morte de 200 pessoas, o governo anuncia um novo pacote de medidas. Por que esses pacotes são anunciados somente depois que ocorre uma tragédia? E que garantia temos de que o novo pacote funcionará? O fantasma do acidente da Gol ainda está em nossa memória. E os americanos ainda têm medo de ataques terroristas. Pelo menos lá eles podem ter certeza de que o inimigo não é americano. Enquanto nós... Quem precisa de Bin Laden para nos assustar?
Maria Lúcia Benevides da Silva
Natal, RN

Avisem ao senhor George W. Bush que temos armas de destruição em massa: governo, Ministério da Defesa, comando da Aeronáutica, Anac, Infraero.
Marcospaulo Viana Milagres
Barbacena, MG

Em outros tempos, dizia-se que a melhor saída para os brasileiros era o aeroporto. E agora?
Élida Braga
Brasília, DF

 

Diogo Mainardi

Após ler o artigo "Chimpanzés patinadores" (25 de julho), apenas uma palavra me ocorreu: perfeição. A crônica foi precisa, retrato fiel de todos os absurdos que estão acontecendo no país. Por favor, eleitores, pelo bem do Brasil leiam o artigo e reflitam. É um começo.
Juliana Fritzen
Joinville, SC

Caro Diogo, o presidente do Brasil estava onde sempre esteve. Cansado de tanto viajar, deitado na inércia. Sempre achei o presidente do Brasil uma cópia do Pica-Pau, o personagem do desenho. É embusteiro, preguiçoso, dissimulado, farsante, gozador. E, o que é pior, mata-nos de vergonha.
Ambrosio Neto
Piancó, PB

Não votei nele, se estivesse no Maracanã o teria vaiado, ele não me governa pelos seguintes motivos: pelos critérios dele, não sou pobre (e ele é o governante dos pobres), não tenho direito a nenhum programa do governo, não pertenço ao PT, tampouco ao MST, e, para piorar a situação, viajo de avião. Portanto, caro articulista, corremos sério risco de estar incluídos entre os próximos 200 reacionários a morrer. Há que ter cuidado redobrado daqui por diante.
Kátia Ramos
Vitória, ES

Agora a classe média não pode mais reclamar do Lula. Pela primeira vez, ganhamos uma bolsa, a Bolsa Morte, para carregar os corpos dos nossos filhos, irmãos, pais e amigos que morreram no acidente da TAM.
Leopoldo Buonsanti Neto
São Paulo, SP

O caro Diogo Mainardi está coberto de razão quando sugere que a diretoria da Anac estaria mais bem servida se fosse ocupada por chimpanzés patinadores. Eles ficariam patinando em troca de algumas bananas e não atrapalhariam a vida de ninguém. Ao reunir um grupo de incompetentes na diretoria da Anac e da Infraero, todos sem nenhum conhecimento de aviação civil, o prejuízo é muito maior, pois eles não se contentam com algumas bananas, querem muito mais, uma vez que sua autocrítica fajuta não os deixa dimensionar o tamanho da sua incompetência. Enquanto os macacos ficariam patinando e comendo bananas, esses vorazes senhores se arvoram a dar opiniões e, o que é pior, tentar fazer alguma coisa que os leve a um cargo político maior.
Emerson Rios
Niterói, RJ

 

Roberto Pompeu de Toledo

Em seu ensaio "Moratória aérea, já" (25 de julho), o jornalista Roberto Pompeu de Toledo fala sobre a falta de atuação da Anac, que não tem desempenhado nem minimamente o papel de órgão fiscalizador para o qual foi criada. Serve apenas de espaço (mais um!) para abrigar figuras com "amigos" influentes no governo, e que não teriam capacidade profissional para tocar a vida de outro modo, gente como a insensível diretora Denise Abreu.
Wilson de Souza Lima
Goiânia, GO

 

Desce

Na coluna Desce (25 de julho), VEJA diz que nenhum gesto conseguirá superar o top, top, top do retrógrado Marco Aurélio. Como para este governo não há limites, eis que o presidente e a diretora da Anac são condecorados publicamente. Isso sim é que é o cúmulo da indecência, um verdadeiro tapa público no rosto do povo.
João Filipe S. Gil Clemente
Cotia, SP

 

Morte de ACM

Homem de invulgar coragem, pinçador de jovens e promissores talentos, ACM foi um administrador notável. Criativo, inconteste líder, de invejáveis dinamismo e capacidade de trabalho, ACM tinha um poder decisório que lhe deu a marca incontrastável da inquestionável competência ("O arcaico e o moderno", 25 de julho)!
Kleber Kauark Kruschewsky
Lauro de Freitas, BA

ACM, com todos os seus defeitos, lutou o tempo todo pela sua terra. No dia em que um presidente do Brasil "vestir a camisa" do país como ele "vestiu a camisa" do estado da Bahia, com certeza a situação vai melhorar.
Luís Cláudio de Carvalho
São Lourenço, MG

Mais uma vez, VEJA deu um "banho" nas concorrentes: foi a única revista que noticiou, nesta semana, a morte do controvertido cacique baiano ACM.
Liberato Póvoa
Palmas, TO

Agora, os baianos esperam que seus ilustres representantes tenham a coragem de reverter o nome do Aeroporto Internacional 2 de Julho (em Salvador).
Geraldo Bacelar Antón
Nampula, Moçambique

"A infinita dor dos familiares é também a dor deste país, que viu vidas ser ceifadas e que constatou ter em seu comando pessoas que debocham de nós."
Paula Maynart de F. Moura
Aracaju, SE

 

Novos estados

Quando leio sobre a criação de novos municípios, estados, ministérios, secretarias etc., em face da anomia e pouca ética dos políticos, em vez de ações para uma melhor racionalização administrativa, tenho a certeza de que é para criar mais cargos políticos, verdadeiros trens da alegria que só fazem aumentar os impostos e os felizes portadores de malas e cuecas repletas de dinheiro público (Contexto, 25 de julho).
José Kovacs
Recife, PE

 

Howard Gardner

A Associação Paulista para Altas Habilidades/Superdotação (Apahsd) cumprimenta a senhora Monica Weinberg e a revista VEJA pela excelente entrevista com o psicólogo americano Howard Gardner (Amarelas, 25 de julho). É uma reportagem muito esclarecedora que vem contribuir para a sociedade brasileira, apresentando um tema ainda pouco abordado pela mídia.
Magali Nogueira
Secretária da presidência da Apahsd
São Paulo, SP

 

André Petry

Que vexame, vovô Oscar! Como brasileiro e anfitrião dos povos irmãos no Pan 2007, senti-me envergonhado e constrangido com a atitude do "atleta" que orquestrou o desrespeito aos nobres competidores estrangeiros em plena arena, diante dos olhos do mundo inteiro. Fiquei estarrecido. Trata-se de atitude de um senhor que deveria ter aprendido o mínimo que o esporte semeia: respeito, integração e solidariedade entre os povos ("O choro e a vaia", 25 de julho).
Sinésio Taumaturgo Matos Filho
Brasília, DF

 

Doença de Alzheimer

Excelente a reportagem "Isso cheira a doença de Alzheimer" (25 de julho), sobre a relação do início da doença com a perda de olfato. A avaliação neuropsicológica consegue identificar quais funções cognitivas, além da memória, estão sendo afetadas pela doença. Existe um padrão de desempenho na avaliação neuropsicológica que é comum encontrar em todos os pacientes que têm a doença, o que permite aumentar a precisão do diagnóstico. Além disso, é possível diferenciar se as dificuldades de memória são mesmo indicativas da doença ou se estão relacionadas a outras condições que podem simular uma demência (existem muitas!). Já a reabilitação permite retardar (e não curar) a progressão dos déficits, ajudando o paciente a compensar suas dificuldades, o que melhora sua qualidade de vida e a dos familiares.
Livia Pontes
Neuropsicóloga
São Paulo, SP

 

Metabolismo

O texto sobre Miguel Mitne Neto ("A ciência da energia do corpo", 11 de julho) diz que ele tem 10,5% de gordura e uma quantidade de músculos equivalente a quase 90% de seu peso total. O peso corporal total é dividido em massa gorda, que é a quantidade de gordura corporal, e massa corporal magra (MCM), que nada mais é do que a soma de todos os outros elementos da composição corporal que não são gorduras (peso residual, peso ósseo, peso muscular). Se Miguel Mitne Neto apresenta 10,5% de gordura em sua composição corporal, ele apresenta quase 90% de MCM, e não 90% de músculos.
Anderson Araújo Campelo
São Leopoldo, RS


Elcita Ramos: vítima do acidente da TAM

CORREÇÕES: Na seção Holofote da semana passada estavam trocadas as fotos dos deputados Sebastião Madeira (PSDB-MA) e Marco Maia (PT-RS). A foto publicada na reportagem "Faces da tragédia que comoveu o Brasil" (25 de julho) como sendo do empresário Rubem Wiethaeuper, do Rio, é na verdade de Roberto Gavioli, de São Paulo, professor e administrador de empresas. A foto publicada como sendo da gaúcha Elcita Ramos é na verdade de sua colega de viagem Adelaide Moura (que já aparecia na primeira foto da galeria de vítimas), também morta no acidente da TAM. A foto de Elcita é esta que publicamos ao lado. O comandante da TAM Fernando Tergolina é citado erroneamente na galeria de fotos como sendo comissário.

 

 

 

DOENÇA DE ALZHEIMER

Alguns leitores, ao comentar a reportagem "Isso cheira a doença de Alzheimer" (25 de julho), pediram informações sobre os recursos disponíveis para desacelerar a progressão do mal. O combate à doença é ainda limitado. Nos estágios iniciais, o tratamento-padrão consiste na combinação de estímulos cognitivos (exercícios específicos para a manutenção da memória) e remédios como a rivastigmina, o donepezil e a galantamina, que aumentam a quantidade da acetilcolina no cérebro, substância associada à lembrança. Outro medicamento, a memantina, provou-se eficaz também para pacientes em estágios mais avançados. O problema é que, como todos os outros tratamentos, ele se torna ineficaz ao longo do tempo. Recentemente, a FDA, a agência que controla a venda de remédios nos Estados Unidos, aprovou o primeiro adesivo transdérmico indicado para pacientes com Alzheimer, à base de rivastigmina. O patch, além de facilitar a administração do produto, prevê sua liberação contínua ao longo de 24 horas. O lançamento no Brasil está previsto para o ano que vem.

 

AS DEZ MAIS COMENTADAS

A reportagem especial "Até quando?" (25 de julho), com a cobertura completa da tragédia com o Airbus da TAM em Congonhas, recebeu uma enxurrada de elogios e comentários dos leitores e entrou no quarto lugar da lista dos dez textos mais comentados na história de VEJA

1) Referendo das armas (5 de outubro de 2005): 2 306

2) A morte do garoto João Hélio (14 de fevereiro de 2007): 979

3) Radicais do PT (23 de outubro de 2002): 964

4) Tragédia aérea em Congonhas (25 de julho de 2007): 766

5) Papa João Paulo II (6 de abril de 2005): 695

6) Crise moral na política nacional (29 de março de 2006): 673

7) Atentado ao World Trade Center (19 de setembro de 2001): 653

8) Fernandinho Beira-Mar (18 de setembro de 2002): 647

9) A luta de Cazuza contra a aids (26 de abril de 1989): 625

10) A Guerra do Iraque (26 de março de 2003): 617

 

AEROPORTO DE GOIANÁ

Antonio Olavo Matos/Tribuna Minas/AE

O leitor Marco Maia dá sua sugestão para desafogar o Aeroporto de Congonhas e amenizar o caos aéreo em que vive o país. "Existe um aeroporto de proporções internacionais construído na Zona da Mata de Minas, no município de Goianá, a 35 quilômetros de Juiz de Fora, com pista de 3,6 quilômetros. Esse aeroporto poderia ser usado imediatamente para desafogar o caótico tráfego de Congonhas, servir para escalas de passageiros no eixo Sul–Norte/Nordeste, além de operar com imensa quantidade de cargas variadas. Milhões foram gastos. Ficou pronto, mas não entra em funcionamento", escreveu Maia. Em junho do ano passado, quando da inauguração da Expominas Juiz de Fora, o governador Aécio Neves lembrou a importância do aeroporto da Zona da Mata, citado pelo leitor, como fundamental para o desenvolvimento da região. "O Aeroporto de Goianá está aí, agora sob a jurisdição da Infraero. Estamos cobrando da Infraero a complementação dos investimentos." Naquela altura, a pista do aeroporto, com capacidade para receber aeronaves de grande porte, já estava pronta. Faltava concluir as obras do terminal de passageiros, a instalação de equipamentos para operação por instrumento, o estacionamento, a montagem da torre de controle e a colocação de equipamentos de sinalização. São obras que, segundo o leitor, "estão em 99% concluídas, com toda a infra-estrutura para começar a operar". Com a palavra, a Infraero.

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