"A infinita
dor dos familiares é também a dor deste país, que viu
vidas ser ceifadas e que constatou ter em seu comando
pessoas que debocham de nós." Paula Maynart de F. Moura
Aracaju, SE
A tragédia
de Congonhas
A catástrofe
ocorrida com o avião da TAM é apenas o capítulo
mais chocante de uma história que mistura corrupção
desenfreada, incompetência generalizada e uma atávica
incapacidade de lidar com situações de extrema
gravidade. Somos incapazes de analisar todas as hipóteses
para a tragédia de forma clara, abrangente e isenta.
Isso sem falar no revoltante papel representado por nossas
chamadas "autoridades" ao longo da última semana. Lembrando
o refrão de uma conhecida música dos anos 80:
"Inútil; a gente somos inútil". Brasil, um país
de inúteis ("Até quando?", 25 de julho)! Edson Pinto da Silva Filho
Vinhedo, SP
Ainda sob o impacto
da destruição dos planos e sonhos de 200 famílias,
começam as discussões sobre quem será
o bode expiatório da vez. A decisão de manter
a pista aberta para pousos e decolagens após dois dias
de chuvas em São Paulo não é da engenharia,
tampouco das companhias aéreas. É da Infraero,
da Aeronáutica, do ministro da Defesa, do presidente
da República, enfim dos responsáveis pela aviação
brasileira. Por isso o acidente do vôo 3054 não
é decorrente de problema técnico. É uma
conseqüência gravíssima da má gestão
pública, pois, se a pista não tinha condições
de pouso, é porque os investimentos em infra-estrutura
são insuficientes, os gestores não reúnem
competência mínima para realizar as obras necessárias
e a corrupção impede que o pouco dinheiro disponível
seja utilizado da melhor forma. Edemar de Souza Amorim
Presidente do Instituto de Engenharia
São Paulo, SP
Diariamente me
pergunto até quando a negligência reinará
em nosso país. Vejo tanta coisa ruim acontecendo e
nada sendo feito, nenhuma atitude, ninguém punido.
Mais uma vez fomos vítimas da impunidade e do descaso
das autoridades, que só se preocupam em aumentar seus
salários. Hoje sinto vergonha do Brasil. Franciéli Mantovani
Esteio, RS
No domingo (22
de julho), às 9h30 da manhã, aconteceu um grave
acidente na França. Um ônibus de turismo transportando
cinqüenta peregrinos poloneses negociou mal uma curva
fechada e precipitou-se num abismo. O saldo da tragédia
foi de 26 mortos e 24 feridos, entre os quais catorze gravemente.
Eram todos paroquianos do norte da Polônia, com idade
entre 40 e 70 anos, em viagem de peregrinação
a um santuário. O presidente da Polônia, senhor
Lech Kaczynski, não hesitou nem um instante: no domingo
mesmo tomou um avião e desembarcou no aeroporto de
Grenoble, o mais próximo do local do acidente. Lá
foi recebido por Nicolas Sarkozy, presidente da França.
Ambos foram visitar os sobreviventes no hospital a fim de
prestar-lhes solidariedade e levar-lhes a simpatia do povo
polonês. Três ministros franceses acompanharam
os dois presidentes nessa visita. No dia 17 de julho, à
noitinha, o Brasil conheceu seu pior desastre de aviação.
Desde os primeiros momentos, sabia-se que a contagem macabra
beiraria 200 infortunados. Isso, no entanto, não foi
suficiente para comover nosso presidente. José H. Manzano
Genebra, Suíça
Quando, em fevereiro
de 1970, comecei a trabalhar num escritório localizado
a uns 150 metros do sinistrado posto Shell, defronte à
cabeceira da pista, e ao longo do dia assistia às decolagens
e aos pousos muitas vezes realizados em condições
realmente precárias, eu já imaginava como seria
se algum dia acontecesse um grave acidente. Demorou 37 anos,
mas infelizmente acabou acontecendo. Agora só resta
saber quais os argumentos, quais as mentiras e quais os laudos
fajutos que serão utilizados por autoridades irresponsáveis
para o aeroporto continuar operando. James W. Fuchs Migueletes, Buenos Aires, Argentina
Se esse acidente
tivesse ocorrido em Viracopos ou em Cumbica, talvez houvesse
vivos. Mas, deixando-se o se de lado, o fato real é
que este governo tem responsabilidade pelo acidente, bem como
a TAM. Pena não ter podido ver o pronunciamento de
Lula na TV, na sexta-feira (20 de julho). Queria saber se
ele encheu a boca para dizer que "nunca na história
deste país se morreu tanto de avião!". Alan Wilter S. da Silva
Cambridge, Inglaterra
Aqui na Europa
a pergunta é uma só: por que os governantes
de seu país não são punidos? Estamos
num misto de tristeza, desesperança, vergonha e medo.
Até quando viveremos em um sistema construído
para dar errado? Quantas tragédias teremos de ver? Pedro Carim
Praga, República Checa
Qual é a
surpresa, senhores? Nenhuma. A mesma operação
tapa-buracos das estradas foi feita nos aeroportos. A diferença
é que tirou centenas de vidas de uma só vez,
e não milhares aos poucos, como ocorre todos os anos
em nossas estradas. Esse é o retrato deste governo,
que nada mais faz a não ser tapar buracos e
mal! Paulo Alencar da Silva
Jundiaí, SP
Sou mãe
de dois comissários de bordo e estou perplexa diante
de tantas demonstrações de incompetência
e descaso das autoridades com relação aos profundos
problemas por que passa esta "nação". Na edição
passada de VEJA, o que mais me chocou foi a reportagem especial
"As autoridades são outra catástrofe". Faço
apenas uma pergunta: onde e como essas "pessoas" se perderam?
Não como governantes, e sim como gente. É assustador
constatar que vivemos num porão que tem subsolo muito
fundo. Viver neste país exige longe das dificuldades
materiais, que a cada dia se tornam maiores inimaginável
equilíbrio emocional, ético e, acima de tudo,
espiritual. Realmente temos de admitir que "o dinheiro e o
poder estão nas mãos de medíocres". Maria Helena Ramos da Costa Fioranelli Vieira
Sorocaba, SP
Duas perguntas
que não querem calar: até quando este governo
ficará relaxando e gozando da cara dos brasileiros,
como se fôssemos animais domésticos? Por que
será que os nossos governantes só agem depois
que a tragédia acontece? Chega de tanto populismo e
discursos bonitos. Precisamos de mais investimento no setor
aéreo, ou daqui a dez meses acontecerá outra
tragédia pior que essa. Murilo Augusto de Medeiros
Guará II, DF
Não há
mais como admitir que políticos e politiqueiros continuem
gerindo pastas estratégicas e eminentemente técnicas
dentro do governo. Waldir Pires sai muito tarde de uma função
para a qual jamais deveria ter sido indicado. Jorge Oliveira
Laguna, SC
A atriz Regina
Duarte, que foi execrada em praça pública, sempre
esteve certa. Infelizmente, para todos nós. Onde estão
os "artistas" e "intelectuais" que a patrulharam? Terão
agora coragem de vir a público defender o indefensável? Domingos de Melo Trindade Guerra Curitiba, PR
Infelizmente, o
processo de maturidade político-eleitoral do povo brasileiro
é lento. Até atingir níveis coerentes,
muitas pessoas ainda morrerão na terra, na água
e no ar. José Muniz de Lima Neto Manaus, AM
Ver o rosto das
vítimas estampado na revista foi como levar um soco
no estômago. É triste olhar para cada um daqueles
rostos e imaginar que todos foram mortos naquele acidente
estúpido. Agora, aqueles sorrisos dos funcionários
da Infraero na cabeceira da pista me causaram uma revolta
maior do que a indignação pelo acidente. Lamentável. Cássio Murilo Teixeira
São Caetano do Sul, SP
Foram tão
nojentos os gestos, as atitudes, as risadas e os comentários
de certas autoridades diante dessa tragédia em Congonhas
que não me causaria nenhum espanto se anunciassem que
eles se encontraram numa churrascaria para discutir ou rir
do assunto. Sebastião Bonato Nova York, NY, EUA
Os gestos obscenos
dos assessores da Presidência, num momento de luto para
o país, não deveriam surpreender ninguém;
eles têm tudo a ver com o jeito petista de governar. Jorge Luiz Baldasso Dourados, MS
O gestual obsceno
de assessores da Presidência, flagrados em atos da mais
torpe cafajestada, nada mais é do que o retrato da
falta de decência do alto escalão do (des)governo
de um país que ainda chora as vítimas do escárnio
e da indiferença. E agora? Quando virá a próxima
declaração edificante? Quando seremos novamente
ultrajados? O que têm a dizer às famílias
destroçadas deste e dos acidentes que estão
por vir essas figuras abjetas da República? Gilberto Ioras Zweili Rio de Janeiro, RJ
Ao contrário
da maioria dos aeroportos do sul do país, aqui no Piauí
não há chuvas, nevoeiros nem excesso de vôos.
O grande problema daqui são os milhares de urubus que
infestam as cabeceiras das pistas anunciando mais uma tragédia
na aviação brasileira. Estamos perdidos! Sergio Emiliano
Campo Maior, PI
O acidente da TAM
tem a marca registrada deste "desgoverno" do PT. Um desastre! Ricardo Luiz Freitas
Rio de Janeiro, RJ
Pistas de pouso
inseguras, atrasos, aeroportos lotados, caos. E agora, depois
da morte de 200 pessoas, o governo anuncia um novo pacote
de medidas. Por que esses pacotes são anunciados somente
depois que ocorre uma tragédia? E que garantia temos
de que o novo pacote funcionará? O fantasma do acidente
da Gol ainda está em nossa memória. E os americanos
ainda têm medo de ataques terroristas. Pelo menos lá
eles podem ter certeza de que o inimigo não é
americano. Enquanto nós... Quem precisa de Bin Laden
para nos assustar? Maria Lúcia Benevides da Silva
Natal, RN
Avisem ao senhor
George W. Bush que temos armas de destruição
em massa: governo, Ministério da Defesa, comando da
Aeronáutica, Anac, Infraero. Marcospaulo Viana Milagres
Barbacena, MG
Em outros tempos,
dizia-se que a melhor saída para os brasileiros era
o aeroporto. E agora? Élida Braga
Brasília, DF
Diogo Mainardi
Após ler
o artigo "Chimpanzés patinadores" (25 de julho), apenas
uma palavra me ocorreu: perfeição. A crônica
foi precisa, retrato fiel de todos os absurdos que estão
acontecendo no país. Por favor, eleitores, pelo bem
do Brasil leiam o artigo e reflitam. É um começo. Juliana Fritzen
Joinville, SC
Caro Diogo, o presidente
do Brasil estava onde sempre esteve. Cansado de tanto viajar,
deitado na inércia. Sempre achei o presidente do Brasil
uma cópia do Pica-Pau, o personagem do desenho. É
embusteiro, preguiçoso, dissimulado, farsante, gozador.
E, o que é pior, mata-nos de vergonha. Ambrosio Neto
Piancó, PB
Não votei
nele, se estivesse no Maracanã o teria vaiado, ele
não me governa pelos seguintes motivos: pelos critérios
dele, não sou pobre (e ele é o governante dos
pobres), não tenho direito a nenhum programa do governo,
não pertenço ao PT, tampouco ao MST, e, para
piorar a situação, viajo de avião. Portanto,
caro articulista, corremos sério risco de estar incluídos
entre os próximos 200 reacionários a morrer.
Há que ter cuidado redobrado daqui por diante. Kátia Ramos
Vitória, ES
Agora a classe
média não pode mais reclamar do Lula. Pela primeira
vez, ganhamos uma bolsa, a Bolsa Morte, para carregar os corpos
dos nossos filhos, irmãos, pais e amigos que morreram
no acidente da TAM. Leopoldo Buonsanti Neto
São Paulo, SP
O caro Diogo Mainardi
está coberto de razão quando sugere que a diretoria
da Anac estaria mais bem servida se fosse ocupada por chimpanzés
patinadores. Eles ficariam patinando em troca de algumas bananas
e não atrapalhariam a vida de ninguém. Ao reunir
um grupo de incompetentes na diretoria da Anac e da Infraero,
todos sem nenhum conhecimento de aviação civil,
o prejuízo é muito maior, pois eles não
se contentam com algumas bananas, querem muito mais, uma vez
que sua autocrítica fajuta não os deixa dimensionar
o tamanho da sua incompetência. Enquanto os macacos
ficariam patinando e comendo bananas, esses vorazes senhores
se arvoram a dar opiniões e, o que é pior, tentar
fazer alguma coisa que os leve a um cargo político
maior. Emerson Rios Niterói, RJ
Roberto Pompeu
de Toledo
Em seu ensaio "Moratória
aérea, já" (25 de julho), o jornalista Roberto
Pompeu de Toledo fala sobre a falta de atuação
da Anac, que não tem desempenhado nem minimamente o
papel de órgão fiscalizador para o qual foi
criada. Serve apenas de espaço (mais um!) para abrigar
figuras com "amigos" influentes no governo, e que não
teriam capacidade profissional para tocar a vida de outro
modo, gente como a insensível diretora Denise Abreu. Wilson de Souza Lima
Goiânia, GO
Desce
Na coluna Desce
(25 de julho), VEJA diz que nenhum gesto conseguirá
superar o top, top, top do retrógrado Marco Aurélio.
Como para este governo não há limites, eis que
o presidente e a diretora da Anac são condecorados
publicamente. Isso sim é que é o cúmulo
da indecência, um verdadeiro tapa público no
rosto do povo. João Filipe S. Gil Clemente Cotia, SP
Morte de ACM
Homem de invulgar
coragem, pinçador de jovens e promissores talentos,
ACM foi um administrador notável. Criativo, inconteste
líder, de invejáveis dinamismo e capacidade
de trabalho, ACM tinha um poder decisório que lhe deu
a marca incontrastável da inquestionável competência
("O arcaico e o moderno", 25 de julho)! Kleber Kauark Kruschewsky
Lauro de Freitas, BA
ACM, com todos
os seus defeitos, lutou o tempo todo pela sua terra. No dia
em que um presidente do Brasil "vestir a camisa" do país
como ele "vestiu a camisa" do estado da Bahia, com certeza
a situação vai melhorar. Luís Cláudio de Carvalho
São Lourenço, MG
Mais uma vez, VEJA
deu um "banho" nas concorrentes: foi a única revista
que noticiou, nesta semana, a morte do controvertido cacique
baiano ACM. Liberato Póvoa
Palmas, TO
Agora, os baianos
esperam que seus ilustres representantes tenham a coragem
de reverter o nome do Aeroporto Internacional 2 de Julho (em
Salvador). Geraldo Bacelar Antón
Nampula, Moçambique
"A infinita dor
dos familiares é também a dor deste país,
que viu vidas ser ceifadas e que constatou ter em seu comando
pessoas que debocham de nós." Paula Maynart de F. Moura
Aracaju, SE
Novos estados
Quando leio sobre
a criação de novos municípios, estados,
ministérios, secretarias etc., em face da anomia e
pouca ética dos políticos, em vez de ações
para uma melhor racionalização administrativa,
tenho a certeza de que é para criar mais cargos políticos,
verdadeiros trens da alegria que só fazem aumentar
os impostos e os felizes portadores de malas e cuecas repletas
de dinheiro público (Contexto, 25 de julho). José Kovacs
Recife, PE
Howard Gardner
A Associação
Paulista para Altas Habilidades/Superdotação
(Apahsd) cumprimenta a senhora Monica Weinberg e a revista
VEJA pela excelente entrevista com o psicólogo americano
Howard Gardner (Amarelas, 25 de julho). É uma reportagem
muito esclarecedora que vem contribuir para a sociedade brasileira,
apresentando um tema ainda pouco abordado pela mídia.
Magali Nogueira
Secretária da presidência da Apahsd
São Paulo, SP
André
Petry
Que vexame, vovô
Oscar! Como brasileiro e anfitrião dos povos irmãos
no Pan 2007, senti-me envergonhado e constrangido com a atitude
do "atleta" que orquestrou o desrespeito aos nobres competidores
estrangeiros em plena arena, diante dos olhos do mundo inteiro.
Fiquei estarrecido. Trata-se de atitude de um senhor que deveria
ter aprendido o mínimo que o esporte semeia: respeito,
integração e solidariedade entre os povos ("O
choro e a vaia", 25 de julho). Sinésio Taumaturgo Matos Filho
Brasília, DF
Doença
de Alzheimer
Excelente a reportagem
"Isso cheira a doença de Alzheimer" (25 de julho),
sobre a relação do início da doença
com a perda de olfato. A avaliação neuropsicológica
consegue identificar quais funções cognitivas,
além da memória, estão sendo afetadas
pela doença. Existe um padrão de desempenho
na avaliação neuropsicológica que é
comum encontrar em todos os pacientes que têm a doença,
o que permite aumentar a precisão do diagnóstico.
Além disso, é possível diferenciar se
as dificuldades de memória são mesmo indicativas
da doença ou se estão relacionadas a outras
condições que podem simular uma demência
(existem muitas!). Já a reabilitação
permite retardar (e não curar) a progressão
dos déficits, ajudando o paciente a compensar suas
dificuldades, o que melhora sua qualidade de vida e a dos
familiares. Livia Pontes
Neuropsicóloga
São Paulo, SP
Metabolismo
O texto sobre Miguel
Mitne Neto ("A ciência da energia do corpo", 11 de julho)
diz que ele tem 10,5% de gordura e uma quantidade de músculos
equivalente a quase 90% de seu peso total. O peso corporal
total é dividido em massa gorda, que é a quantidade
de gordura corporal, e massa corporal magra (MCM), que nada
mais é do que a soma de todos os outros elementos da
composição corporal que não são
gorduras (peso residual, peso ósseo, peso muscular).
Se Miguel Mitne Neto apresenta 10,5% de gordura em sua composição
corporal, ele apresenta quase 90% de MCM, e não 90%
de músculos. Anderson Araújo Campelo
São Leopoldo, RS
Elcita Ramos: vítima
do acidente da TAM
CORREÇÕES:
Na seção Holofote da semana passada estavam
trocadas as fotos dos deputados Sebastião Madeira (PSDB-MA)
e Marco Maia (PT-RS). A foto publicada na reportagem
"Faces da tragédia que comoveu o Brasil" (25 de julho)
como sendo do empresário Rubem Wiethaeuper, do Rio,
é na verdade de Roberto Gavioli, de São Paulo,
professor e administrador de empresas. A foto
publicada como sendo da gaúcha Elcita Ramos é
na verdade de sua colega de viagem Adelaide Moura (que já
aparecia na primeira foto da galeria de vítimas), também
morta no acidente da TAM. A foto de Elcita é esta que
publicamos ao lado. O comandante da TAM Fernando
Tergolina é citado erroneamente na galeria de fotos
como sendo comissário.
DOENÇA
DE ALZHEIMER
Alguns leitores,
ao comentar a reportagem "Isso cheira a doença
de Alzheimer" (25 de julho), pediram informações
sobre os recursos disponíveis para desacelerar
a progressão do mal. O combate à doença
é ainda limitado. Nos estágios iniciais,
o tratamento-padrão consiste na combinação
de estímulos cognitivos (exercícios específicos
para a manutenção da memória) e
remédios como a rivastigmina, o donepezil e a
galantamina, que aumentam a quantidade da acetilcolina
no cérebro, substância associada à
lembrança. Outro medicamento, a memantina, provou-se
eficaz também para pacientes em estágios
mais avançados. O problema é que, como
todos os outros tratamentos, ele se torna ineficaz ao
longo do tempo. Recentemente, a FDA, a agência
que controla a venda de remédios nos Estados
Unidos, aprovou o primeiro adesivo transdérmico
indicado para pacientes com Alzheimer, à base
de rivastigmina. O patch, além de facilitar a
administração do produto, prevê
sua liberação contínua ao longo
de 24 horas. O lançamento no Brasil está
previsto para o ano que vem.
AS DEZ MAIS
COMENTADAS
A reportagem
especial "Até quando?" (25 de julho), com a cobertura
completa da tragédia com o Airbus da TAM em Congonhas,
recebeu uma enxurrada de elogios e comentários
dos leitores e entrou no quarto lugar da lista dos dez
textos mais comentados na história de VEJA
1)
Referendo das armas (5 de outubro de 2005): 2
306
2)
A morte do garoto João Hélio (14 de fevereiro
de 2007): 979
3)
Radicais do PT (23 de outubro de 2002): 964
4)
Tragédia aérea em Congonhas (25 de julho
de 2007): 766
5)
Papa João Paulo II (6 de abril de 2005): 695
6)
Crise moral na política nacional (29 de março
de 2006): 673
7)
Atentado ao World Trade Center (19 de setembro de 2001): 653
8)
Fernandinho Beira-Mar (18 de setembro de 2002): 647
9)
A luta de Cazuza contra a aids (26 de abril de 1989): 625
10)
A Guerra do Iraque (26 de março de 2003): 617
AEROPORTO DE
GOIANÁ
Antonio Olavo Matos/Tribuna
Minas/AE
O leitor Marco Maia
dá sua sugestão para desafogar o Aeroporto
de Congonhas e amenizar o caos aéreo em que vive
o país. "Existe um aeroporto de proporções
internacionais construído na Zona da Mata de
Minas, no município de Goianá, a 35 quilômetros
de Juiz de Fora, com pista de 3,6 quilômetros.
Esse aeroporto poderia ser usado imediatamente para
desafogar o caótico tráfego de Congonhas,
servir para escalas de passageiros no eixo SulNorte/Nordeste,
além de operar com imensa quantidade de cargas
variadas. Milhões foram gastos. Ficou pronto,
mas não entra em funcionamento", escreveu Maia.
Em junho do ano passado, quando da inauguração
da Expominas Juiz de Fora, o governador Aécio
Neves lembrou a importância do aeroporto da Zona
da Mata, citado pelo leitor, como fundamental para o
desenvolvimento da região. "O Aeroporto de Goianá
está aí, agora sob a jurisdição
da Infraero. Estamos cobrando da Infraero a complementação
dos investimentos." Naquela altura, a pista do aeroporto,
com capacidade para receber aeronaves de grande porte,
já estava pronta. Faltava concluir as obras do
terminal de passageiros, a instalação
de equipamentos para operação por instrumento,
o estacionamento, a montagem da torre de controle e
a colocação de equipamentos de sinalização.
São obras que, segundo o leitor, "estão
em 99% concluídas, com toda a infra-estrutura
para começar a operar". Com a palavra, a Infraero.