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TELEVISÃO
Divulgação
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| Criaturas
Pré-Históricas: a vez
dos tigres e mamutes |
Caminhando com Criaturas Pré-Históricas (de segunda
a quarta, às 21h, no Discovery Channel) Há dois anos,
a série Caminhando com Dinossauros, da rede inglesa BBC,
fez sucesso na TV paga e na Globo graças à sua meticulosa
reconstituição do ambiente na Terra de milhões de
anos atrás. Essa continuação do programa, que nada
fica a dever no uso da computação gráfica, detém-se
sobre um período diferente, mas igualmente fascinante, da pré-história.
Os três episódios abrangem da extinção dos
dinossauros, há 65 milhões de anos, à era do gelo,
cerca de 20.000 anos atrás, quando os antepassados do homem moderno
já faziam parte do hábitat. Em vez de répteis, as
grandes estrelas em cena são os mamíferos extintos, como
o tigre-dentes-de-sabre e o mamute.
LIVROS
Gonzalo Martínez
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Martínez:
um caso real de
polícia
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O
Vôo da Rainha, de Tomás Eloy Martínez (tradução
de Sérgio Molina; Objetiva; 278 páginas; 27,90 reais)
Autor do best-seller Santa Evita, o argentino Martínez é
um narrador envolvente e um dos expoentes da literatura atual de seu país.
Para conceber esse livro, que integra uma coleção em que
cada autor dissecou um pecado capital (neste caso, a soberba), ele buscou
inspiração num fato da crônica policial brasileira
o assassinato da jornalista Sandra Gomide por Antonio Pimenta Neves,
seu ex-namorado e então diretor de O Estado de S. Paulo,
em 2000. Martínez, que também é jornalista, conta
a história do arrogante editor de um jornal de Buenos Aires que
vive um namoro possessivo com uma funcionária. Leia
trechos do livro.
Sempre
em Desvantagem, de Walter Mosley (tradução de Luiz
Antonio Aguiar; Record; 236 páginas; 28 reais) Deve-se ao
romancista Mosley a invenção de um dos tipos mais marcantes
da literatura policial contemporânea: o detetive Easy Rawlins, protagonista
de sucessos como O Diabo Veste Azul. Agora, ele dá lugar
a outro personagem carismático, Sócrates Fortlow
que, como Rawlins, é negro, durão e vê com amargura
o "sonho americano". A diferença é que se trata de um criminoso
que passou 27 anos no xadrez por duplo homicídio. Nas catorze historietas
do livro, Mosley usa seu humor afiado para mostrar como, após sair
da cadeia, o personagem se esforça em resistir às tentações.
A
Vida dos Doze Césares, de Suetônio (tradução
de Sady-Garibaldi; Prestígio Editorial; 527 páginas; 45,90
reais) Gaius Suetonius Tranquillus, ou simplesmente Suetônio,
na forma aportuguesada, nasceu por volta de 69 d.C. e morreu provavelmente
no ano 141. Na época do imperador Adriano, ele chegou a ser uma
espécie de diretor das bibliotecas e arquivos imperiais e conselheiro
cultural do soberano romano. Erudito e com pendor para colunista social,
ele escreveu esse livro delicioso, composto de minibiografias dos césares,
de Júlio César a Domiciano. Elas formam um retrato do pesado
jogo político na Roma imperial, mas seu maior atrativo são
mesmo os relatos das orgias, das perversões e das mesquinhezas
de seus governantes. Os episódios apimentados narrados por Suetônio
nem sempre provenientes de fonte confiável moldaram
a imagem de devassidão que se tem dos imperadores romanos e alimentaram
roteiros de grandes produções históricas de Hollywood.
DVDs
Ronaldo Ceravolo
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Roberto
Carlos:
o Acústico
inédito
chega ao DVD
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Acústico MTV, Roberto Carlos (Sony Music) Depois
de passar meses engavetado por causa de uma disputa entre a Rede Globo
(que possui um contrato de exclusividade com o cantor) e a MTV, o Acústico
de Roberto Carlos finalmente chega ao DVD. O resultado é bem
superior ao do disco acústico que ele lançou no fim de 2001.
Primeiro, os cenários são de mais bom gosto do que aqueles
que costumam enfeitar os programas de fim de ano de Roberto Carlos. Além
disso, apesar de ser fraco em cenas extras, o DVD tem um som de ótima
qualidade. Isso significa que agora os solos de Milton Guedes, em Parei
na Contramão, e do guitarrista Paulo Ferreira, na balada Por
Isso Corro Demais, podem ser devidamente apreciados.
Klute
O Passado Condena (Klute, Estados Unidos, 1971.
Warner) O segundo filme do diretor americano Alan J. Pakula é
também seu trabalho mais perene, capaz de provocar tanta inquietação
e emoção hoje quanto há três décadas.
Jane Fonda é Bree, uma garota de programa que pode ser a única
pista para o sumiço de um empresário. Donald Sutherland
é o detetive que investiga o caso e, a despeito da resistência
de Bree a qualquer envolvimento mais humano com um homem, consegue aproximar-se
dela. Além da economia e segurança de Pakula, destacam-se
a atuação sutil de Sutherland e o despojamento corajoso
de Jane, que tira de sua personagem qualquer traço sedutor ou sentimental.
Os extras não são grande coisa, mas o DVD já vale
por fazer jus à fotografia incomparável de Gordon Willis.
MÚSICA
That
'70s Album (Rockin') e That '70s Album (Jammin'),
vários intérpretes (Zomba) O trunfo desses discos
está na escolha de repertório. São temas musicais
que combinam à perfeição com os personagens de That
'70s Show, seriado que narra o cotidiano de seis adolescentes dos
anos 70. Os dois álbuns trazem canções que estouraram
nas paradas na época. O primeiro acerta ao privilegiar grupos de
rock mais alto-astral, em vez de optar por gêneros sisudos ou barulhentos,
como rock progressivo e heavy metal. Entre os destaques, há duas
canções do Cheap Trick (I Want You to Want Me e That
'70s Song, tema do seriado). Jammin', por sua vez, é
uma compilação funk de respeito, que inclui de faixas de
pioneiros como James Brown (Hot
Pants) a hits de pista como Get Down Tonight, do
K.C. & the Sunshine Band.
VÍDEO
Divulgação
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| Mariposas:
na Espanha pré-Franco |
A Língua das Mariposas (La Lengua de las Mariposas,
Espanha, 1999. Warner) Sucesso nos cinemas paulistanos, esse drama
nostálgico se concentra num momento especial da história
espanhola: aquele breve período dos anos 30 em que a esquerda esteve
no poder, antes de ser atacada e esmagada pelas forças
fascistas do caudilho Francisco Franco. Esse interlúdio é
visto pelos olhos do menino Moncho, que se prepara para iniciar a escola
e conhecer o mundo fora dos limites de sua casa, sob os auspícios
de um velho professor (Fernando Fernán Gómez). À
alegria da descoberta, porém, se seguirá o tumulto da decepção.
O filme do diretor José Luis Cuerda é sentimental, mas não
em excesso, e oferece uma reflexão tocante sobre o vínculo
entre medo e covardia.
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