Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 749 - 1° de maio de 2002
Geral Mídia
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
 

Preocupação com obesidade infantil aumenta no EUA
Os riscos das cirurgias oftalmológicas
O novo exame de próstata
Design para crianças
O computador mais rápido do mundo
Os gigantes — e ágeis — jogadores da NBA
Os problemas da megafusão da AOL com Time Warner
O ataque cardíaco do doutor Atkins
A reunião do papa com os cardeais americanos
Terapias alternativas podem piorar problemas de saúde

Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA on-line
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

Uma união turbulenta

Prejuízo bilionário da AOL Time Warner
tem explicação contábil, mas preocupa

Murilo Ramos


AFP
Steve Case, da AOL (à esq.), e Gerald Levin, da Time Warner, no dia em que anunciaram a fusão

O casamento foi anunciado em janeiro de 2000. Naquele mês, parecia a mais promissora das uniões. A bolsa americana de ações de alta tecnologia, a Nasdaq, o verdadeiro coração do que seria uma nova economia, batia recorde atrás de recorde. Enquanto isso, despencava o índice Dow Jones, aquele que mede o desempenho das ações das empresas tradicionais, então chamadas, não sem certa arrogância, de velha economia. Pois bem, nesse ambiente promissor, o tradicional império de mídia e entretenimento Time Warner (que publica as revistas Time e Fortune, entre várias outras de sucesso) aceitou ser comprado pela America Online (AOL), estrela da era digital. Três meses depois, em abril de 2000, a bolha de internet estourou. Começaram a aparecer prejuízos bilionários por toda parte. Indiferentes, Time Warner e AOL deram seguimento à fusão mesmo com todas as indicações de que o casamento seria turbulento. Em janeiro de 2001, a união foi aprovada pelas autoridades americanas. Na semana passada, o resultado dos primeiros quinze meses da fusão veio a público. O grupo AOL Time Warner divulgou perda de 54,2 bilhões de dólares.

O anúncio público decorre das novas regras contábeis impostas às empresas pelo governo americano desde o escândalo da companhia de energia Enron, que estourou em dezembro do ano passado. Antes, as empresas americanas podiam diluir perdas advindas de fusões e incorporações em até quarenta anos. Agora, numa tentativa de aumentar a transparência de seus números, elas são obrigadas a lançar o prejuízo de uma só vez no balanço. A operação se denomina, em inglês, write-down e significa a redução deliberada do valor patrimonial de um bem lançado no balanço. Em geral, as companhias fazem essa operação para refletir a obsolescência de um equipamento ou imóvel. No caso da AOL Time Warner, a operação refletiu principalmente a perda de valor das ações da empresa no último ano.

É aí que mora o problema. A estratégia do grupo é vista com enorme desconfiança pelo mercado depois do estouro da bolha de alta tecnologia. O grupo experimentou uma queda geral de faturamento em publicidade. Quem mais sofreu foi justamente a AOL, com uma perda de 30%. A base de assinantes até cresceu, mas não conseguiu suprir as necessidades de caixa. "As companhias digitais ainda não encontraram a formatação ideal", diz Bruno Laskowsky, consultor da A.T. Kearney. Os especialistas concordam, porém, que vai encontrar o caminho do lucro digital justamente quem fez a aposta mais ousada. Nesse contexto, AOL Time Warner sai na frente de todo mundo.



   
 

   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS