
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
O mais rápido
do mundo
O supercomputador
japonês que tem
o tamanho de quatro quadras de tênis
Natasha Madov
Terra de
gigantes da computação, como Intel, Apple, Microsoft e Oracle,
os Estados Unidos acabaram de levar uma rasteira dos japoneses. Há
duas semanas, o título de o computador mais rápido do mundo,
antes pertencente a uma máquina da IBM construída na Califórnia,
passou a ser do Earth Simulator, um megacomputador do Centro de Tecnologia
e Ciências Marítimas, em Yokohama, no Japão. Obviamente,
não se trata de um computador qualquer: o Earth Simulator entra
na categoria dos supercomputadores, máquinas com capacidade de
processamento milhares de vezes superior à do micro comum que as
pessoas têm em casa. Além disso, eles foram desenvolvidos
para desempenhar tarefas específicas. O computador japonês
foi planejado para simulações de mudanças climáticas,
com base em informações enviadas por satélites. É
capaz de processar 35 trilhões de operações matemáticas
por segundo, usando para isso mais de 5 000 processadores espalhados por
uma área equivalente a quatro quadras de tênis. Um computador
doméstico de último tipo é capaz de realizar 800
milhões de operações por segundo.
Esse
poder de fogo não custou barato ao governo japonês, que gastou
cerca de 400 milhões de dólares no projeto. O Earth Simulator
é tão bom que os próprios americanos pretendem usar
a nova máquina em suas pesquisas. Decifrar as variações
meteorológicas e fazer previsões do tempo mais acuradas
é uma das grandes obsessões da ciência e particularmente
de países como o Japão, constantemente assolado por tempestades
e furacões. O Earth Simulator é 1.000
vezes mais rápido que os atuais supercomputadores usados em meteorologia.
Essa potência lhe permite processar rapidamente variáveis
que os outros computadores não conseguem, como mudanças
repentinas de vento, correntes marítimas e temperaturas. Em se
tratando de cálculos mais complexos, como o de previsão
de aquecimento global, ele pode processar em horas contas que outras máquinas
levam dias, semanas ou até meses para fazer.
O Earth
Simulator é uma demonstração de como os fabricantes
de supercomputadores têm avançado nos últimos anos.
Ele ultrapassou em cinco vezes a potência do ASCI White, lançado
pela IBM há apenas nove meses. Apesar de serem máquinas
espetaculares, estão muito longe de um HAL 9000, o computador quase
humano do filme 2001 Uma Odisséia no Espaço.
O máximo que as pesquisas de inteligência artificial e robótica
conseguiram foram maquinetas de uso bem específico, como braços
mecânicos, aparelhos de salvamento em escombros, de detecção
de minas terrestres e cortadores de grama inteligentes. O que chega mais
próximo da idéia clássica de um robô, como
Rosie, a empregada dos Jetsons, são máquinas engraçadinhas,
mas pouco úteis, como os robôs exibidos pela Sony numa feira
de robótica, em Yokohama, três semanas atrás. Os robozinhos
cantam e balançam o corpo, de 58 centímetros, ao som de
música disco. O preço do brinquedo? Custa tanto quanto um
carro de luxo.
|
|
 |
|
 |

|
 |