Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 749 - 1° de maio de 2002
Geral Tecnologia
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
 

Preocupação com obesidade infantil aumenta no EUA
Os riscos das cirurgias oftalmológicas
O novo exame de próstata
Design para crianças
O computador mais rápido do mundo
Os gigantes — e ágeis — jogadores da NBA
Os problemas da megafusão da AOL com Time Warner
O ataque cardíaco do doutor Atkins
A reunião do papa com os cardeais americanos
Terapias alternativas podem piorar problemas de saúde

Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA on-line
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

O mais rápido do mundo

O supercomputador japonês que tem
o tamanho de quatro quadras de tênis

Natasha Madov

Terra de gigantes da computação, como Intel, Apple, Microsoft e Oracle, os Estados Unidos acabaram de levar uma rasteira dos japoneses. Há duas semanas, o título de o computador mais rápido do mundo, antes pertencente a uma máquina da IBM construída na Califórnia, passou a ser do Earth Simulator, um megacomputador do Centro de Tecnologia e Ciências Marítimas, em Yokohama, no Japão. Obviamente, não se trata de um computador qualquer: o Earth Simulator entra na categoria dos supercomputadores, máquinas com capacidade de processamento milhares de vezes superior à do micro comum que as pessoas têm em casa. Além disso, eles foram desenvolvidos para desempenhar tarefas específicas. O computador japonês foi planejado para simulações de mudanças climáticas, com base em informações enviadas por satélites. É capaz de processar 35 trilhões de operações matemáticas por segundo, usando para isso mais de 5 000 processadores espalhados por uma área equivalente a quatro quadras de tênis. Um computador doméstico de último tipo é capaz de realizar 800 milhões de operações por segundo.

Esse poder de fogo não custou barato ao governo japonês, que gastou cerca de 400 milhões de dólares no projeto. O Earth Simulator é tão bom que os próprios americanos pretendem usar a nova máquina em suas pesquisas. Decifrar as variações meteorológicas e fazer previsões do tempo mais acuradas é uma das grandes obsessões da ciência e particularmente de países como o Japão, constantemente assolado por tempestades e furacões. O Earth Simulator é 1.000 vezes mais rápido que os atuais supercomputadores usados em meteorologia. Essa potência lhe permite processar rapidamente variáveis que os outros computadores não conseguem, como mudanças repentinas de vento, correntes marítimas e temperaturas. Em se tratando de cálculos mais complexos, como o de previsão de aquecimento global, ele pode processar em horas contas que outras máquinas levam dias, semanas ou até meses para fazer.

O Earth Simulator é uma demonstração de como os fabricantes de supercomputadores têm avançado nos últimos anos. Ele ultrapassou em cinco vezes a potência do ASCI White, lançado pela IBM há apenas nove meses. Apesar de serem máquinas espetaculares, estão muito longe de um HAL 9000, o computador quase humano do filme 2001 – Uma Odisséia no Espaço. O máximo que as pesquisas de inteligência artificial e robótica conseguiram foram maquinetas de uso bem específico, como braços mecânicos, aparelhos de salvamento em escombros, de detecção de minas terrestres e cortadores de grama inteligentes. O que chega mais próximo da idéia clássica de um robô, como Rosie, a empregada dos Jetsons, são máquinas engraçadinhas, mas pouco úteis, como os robôs exibidos pela Sony numa feira de robótica, em Yokohama, três semanas atrás. Os robozinhos cantam e balançam o corpo, de 58 centímetros, ao som de música disco. O preço do brinquedo? Custa tanto quanto um carro de luxo.

   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS