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Outra arma
Chega
ao país um novo
exame de próstata
Anna Paula
Buchalla
Os médicos
ganharam um aliado no diagnóstico do câncer de próstata,
o segundo mais comum entre os homens brasileiros. Trata-se de um exame
de ressonância magnética complementado por espectroscopia,
uma dosagem de determinadas substâncias presentes na glândula.
A partir dessa medição é possível determinar
a localização exata do nódulo tumoral, por menor
que ele seja e é essa a grande vantagem da técnica.
Pelo procedimento-padrão, o urologista faz o exame de toque retal
e avalia o nível de PSA, uma proteína produzida pela glândula.
Em concentrações anormais, ela indica a presença
de tumor ou de uma inflamação. Identificada a alteração
em um ou ambos os testes, o paciente é submetido a uma ultra-sonografia.
Pode acontecer, no entanto, de o paciente ter o nível de PSA alto
mas nem o toque nem as imagens indicarem a presença de um nódulo.
Nesse caso, o médico faz uma biópsia randomizada, em que
pequenas partes do tecido da próstata são retiradas aleatoriamente
e analisadas. Até 40% dos pacientes submetidos a esse procedimento
recebem o resultado falso negativo. Ou seja, os tecidos recolhidos não
acusam câncer, embora a doença exista. O câncer só
é detectado em uma segunda biópsia. Para o homem, repetir
o exame é extremamente desconfortável e doloroso. "Com a
nova técnica, esses pacientes podem se ver livres da necessidade
de refazer a coleta de tecido da próstata", diz o radiologista
Douglas Racy, do Hospital Beneficência Portuguesa, de São
Paulo, um dos precursores da técnica no Brasil.
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