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Edição 1 749 - 1° de maio de 2002
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Outra arma

Chega ao país um novo
exame de próstata

Anna Paula Buchalla

Os médicos ganharam um aliado no diagnóstico do câncer de próstata, o segundo mais comum entre os homens brasileiros. Trata-se de um exame de ressonância magnética complementado por espectroscopia, uma dosagem de determinadas substâncias presentes na glândula. A partir dessa medição é possível determinar a localização exata do nódulo tumoral, por menor que ele seja – e é essa a grande vantagem da técnica. Pelo procedimento-padrão, o urologista faz o exame de toque retal e avalia o nível de PSA, uma proteína produzida pela glândula. Em concentrações anormais, ela indica a presença de tumor ou de uma inflamação. Identificada a alteração em um ou ambos os testes, o paciente é submetido a uma ultra-sonografia. Pode acontecer, no entanto, de o paciente ter o nível de PSA alto mas nem o toque nem as imagens indicarem a presença de um nódulo. Nesse caso, o médico faz uma biópsia randomizada, em que pequenas partes do tecido da próstata são retiradas aleatoriamente e analisadas. Até 40% dos pacientes submetidos a esse procedimento recebem o resultado falso negativo. Ou seja, os tecidos recolhidos não acusam câncer, embora a doença exista. O câncer só é detectado em uma segunda biópsia. Para o homem, repetir o exame é extremamente desconfortável e doloroso. "Com a nova técnica, esses pacientes podem se ver livres da necessidade de refazer a coleta de tecido da próstata", diz o radiologista Douglas Racy, do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo, um dos precursores da técnica no Brasil.

 

   
 
   
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