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Olho
no laser
É
preciso tomar cuidado com
as cirurgias para correção de
problemas oculares
Rápidas
e indolores, as cirurgias oftalmológicas a laser conquistam um
número cada vez maior de adeptos. Só no ano passado, 300.000
operações foram realizadas no Brasil. A popularização
do uso do laser para a correção de miopia, astigmatismo
e hipermetropia tem, no entanto, um lado ruim. De cada vinte operados,
um precisa voltar ao centro cirúrgico para corrigir erros ou melhorar
os resultados da primeira intervenção. É uma taxa
alta. "Existe abuso tanto por parte dos médicos quanto dos pacientes",
alerta Mauro Campos, professor de oftalmologia da Universidade Federal
de São Paulo. Alguns especialistas indicam a cirurgia para quem
não pode submeter-se a ela. E muita gente, no afã de se
ver livre dos óculos, insiste em fazer uma operação
contra-indicada. As seqüelas costumam ser desagradáveis (veja
quadro).
Apesar de
simples e eficaz, o uso do laser, como toda operação, oferece
riscos e requer cuidados. Cabe ao médico avisar que o método
não faz milagres. Mesmo com os equipamentos mais modernos, não
há garantia de que os óculos serão aposentados. Existem
também registros de erros grosseiros. A cirurgia a laser consiste
na aplicação de feixes de luz na córnea do paciente,
para deixá-la o mais arredondada possível. Todo esse processo
é feito por computador. Há relatos de médicos que
erraram ao programá-lo. Resultado: o paciente que era míope
virou hipermetrope. Ou o contrário. Um dos casos mais comuns de
contra-indicação é o do paciente com espessura da
córnea fina demais. Se a cirurgia é realizada, ele pode
até perder parte da visão. Por isso, antes de entregar os
olhos à ação do laser, é imprescindível
fazer exames pré-operatórios. E, sobretudo, respeitar a
indicação ou não da cirurgia.
Para tornar
a aplicação do laser ainda mais segura, novos equipamentos
estão em desenvolvimento. Determinados aparelhos já dispõem
de dispositivos que acompanham o movimento dos olhos durante a respiração
do paciente. Isso diminui bastante a probabilidade de o raio ser aplicado
no lugar errado. Não basta, no entanto, aperfeiçoar os aparelhos.
É preciso que alguns oftalmologistas não enxerguem apenas
o bolso dos clientes.
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Visão
retocada
300 000 cirurgias a laser são realizadas por ano no Brasil
5% dos pacientes, entre três e seis meses depois, voltam à
mesa de operação, para corrigir defeitos ou melhorar
os resultados da primeira operação
Os principais problemas são: perda da visão noturna,
visão dupla, dificuldade de enxergar na penumbra, reajuste
do grau e até perda parcial da visão
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