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2.200.000é o número de pessoas que já visitaram a página oficial da Copa na Internet (www.france98.com), aberta há um ano. A maior torcida cibernética é a da França, seguida pela dos Estados Unidos e do Japão. Em quinto, atrás da Inglaterra, está o Brasil. |
Geniais, eles foram destaque na última Copa do Mundo. Geniosos, estão ameaçados de ficar de fora da próxima. Em conflito com seus treinadores, o alemão Lothar Matthaus, o italiano Roberto Baggio, o belga Enzo Scifo e o argentino Fernando Redondo dificilmente entrarão em campo na França. A lista se completa com o inglês Paul Gascoigne, o único que não disputou o Mundial nos Estados Unidos. Eles devem fazer falta. Nenhuma das seleções que esnobam seus craques venceu nos amistosos disputados na semana passada. Sem Matthaus, a Alemanha perdeu do Brasil por 2 a 1, a Bélgica, sem Scifo, ficou num 2 a 2 com a Noruega e a Inglaterra, sem Gascoigne, não passou do 1 a 1 com a Suíça, que nem vai à Copa.
"Eu
os mato de tanto treinar, critico duramente
seu trabalho e ainda vou mandar alguns embora
antes da Copa. Não posso acreditar que meus
jogadores gostem de mim."
(Takeshi Okada, técnico
da seleção do Japão)
Os jogadores do Olimpique de Marselha advertem: é ruim o estado do gramado do Estádio Velodrome, onde o Brasil joga contra a Noruega, no dia 23 de junho, e se tudo correr bem a semifinal. "O piso é duro e dificulta o controle da bola", diz Eric Roy, do Olimpique. Outro gramado problemático, que insiste em ficar amarelo, é o do novíssimo estádio de Saint-Denis, palco da abertura e da final.

O Brasil foi um dos dezesseis escolhidos para ter sua imagem estampada na fuselagem dos aviões da Air France, numa homenagem aos times que disputam o mundial. Muito bonito, mas o goleiro que representa a seleção leva a bandeira brasileira como camisa, tem a cara do reserva Dida e usa inacreditáveis meias vermelhas.
Túnel do tempoQual é a seleção que recebeu o maior número de cartões vermelhos na história da Copa? Acertou quem respondeu Brasil. Em 73 partidas disputadas, sofremos oito expulsões. Em seguida vêm Argentina (sete) e Uruguai (seis). Ou seja, no terreno da indisciplina os sul-americanos são os campeões. Alemanha, Itália, Checoslováquia e Hungria dividem o quarto lugar com quatro expulsos cada um. No total, em quinze Copas, foram mostrados 76 cartões vermelhos. |
Editado por Maurício Cardoso
Copyright © 1998, Abril
S.A. |