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Companhias aéreasNuma semana em que
o tom de todas as conversas são as prováveis mudanças
no ministério do presidente Fernando Henrique, somente
VEJA foi capaz de nos presentear com um assunto tão
polêmico. Esperamos ver uma concorrência sadia não
somente no mercado de passagens aéreas, que será
benéfica para muitos setores da economia, mas também no
mercado de locação de veículos e diárias de hotel
("Festa de promoções", 25 de março). Essa iniciativa de
redução das tarifas aéreas deve servir apenas de
exemplo de como a concorrência pode ser boa para o
Brasil e principalmente para a população. É louvável
a redução, mas os preços precisam baixar ainda mais,
pois ainda estão longe de ser acessíveis à maior parte
da população. Muito oportuna e
esclarecedora a reportagem de capa da edição 1539,
trazendo à tona a necessidade de mudanças e revisão
das estratégias de mercado da aviação civil
brasileira. Propostas como as abordadas no texto têm
sido debatidas há longo tempo pelos Estados do Nordeste,
prejudicados na chegada de turistas por causa do alto
custo do bilhete aéreo na composição dos pacotes
turísticos. Esperamos que as novas oportunidades de
tarifas aéreas despertem os brasileiros para conhecer
seu próprio povo, seus costumes, gastronomia, História,
ritmos e folclore, e convidamos VEJA a contribuir para
essa iniciativa ao revelar novos destinos turísticos
brasileiros, como João Pessoa, capital da Paraíba,
extremo oriental das Américas e considerada pela ONU a
cidade mais verde do nosso continente. Apesar de essa
briga de preços ser positiva e beneficiar os
consumidores, não podemos esquecer que não basta o
preço ser vantajoso para garantir novos passageiros ou
que os antigos continuem voando pelas mesmas companhias.
É necessário que o respeito a esses passageiros seja
garantido, o que não ocorreu conosco no vôo 775 da
Vasp, do dia 21 de janeiro de 1998. Passamos catorze
horas no aeroporto de Zurique, com destino a São Paulo,
sem acomodação em hotel nem tratamento adequado por
parte da equipe de terra da companhia. VEJA acusou sem
nenhuma prova ou embasamento legal o Departamento de
Aviação Civil, DAC, de manter "relações de
lucrativa promiscuidade". Atribuiu ao ministro-chefe
da Casa Civil a responsabilidade pelo plano de
liberalização do mercado aéreo, quando, na verdade, a
responsabilidade pelas medidas de liberalização nos
descontos das passagens aéreas é do DAC, conforme prova
a Portaria 986/DGAC, de 18 de dezembro de 1997. VEJA
ainda informou que a reunião entre o DAC e os
presidentes das empresas aéreas foi realizada a pedido
das empresas. Ao contrário, a reunião foi realizada a
convite do diretor-geral do DAC, Masao Kawanami. Luiz MarinhoCom relação à
entrevista com o senhor Luiz Marinho, faz-se necessário
ressaltar que o sindicalismo é hoje um organismo em
extinção. Tem-se a impressão de que muitos ainda não
perceberam que a sociedade mundial está em mutação
rápida. Aliás, pergunta-se: qual a necessidade, por
exemplo, do imposto sindical, um autêntico dinossauro
(Amarelas, 25 de março)? Bill ClintonPela reportagem
"A mulher da vez" (25 de março) é possível
perceber como as pessoas têm maior preocupação com a
vida alheia do que com a própria. Kathleen Willey achou
excelente a idéia de Mônica para enriquecer. Se essas
mulheres foram assediadas e permaneceram tanto tempo
caladas, é sinal de que gostaram. Veja essaA opinião da
senhora Regina Navarro Lins (Veja essa, 25 de março) é
descabida, pois a traição numa vida conjugal não pode
ser vista como expressão de liberdade individual, mas
como quebra na relação por infidelidade. Os conceitos
de fidelidade têm raízes na infância, por modelos
aprendidos na família, e uma psicanalista não pode
desconhecer isso. Para ter uma vida sexual livre, com
parceiros variados, não se deve fazer a opção pelo
casamento, que, se não é um confessionário, também
não é uma caixa de segredos, pois, em princípio, se
baseia na confiança mútua. Ponto de vistaO professor Stephen
Kanitz coloca com toda a sinceridade e clareza as
dificuldades que enfrentarão os jovens ao procurar
emprego. O que ocorre, porém, é que Kanitz pensa e fala
para as mães de classe média preocupadas com os filhos
que estão em boas faculdades e universidades e têm uma
vida estável. O problema é muito maior. Tenho 18 anos,
uma salgada faculdade de 539,48 reais, um pai
desempregado e nenhuma qualificação específica a ser
colocada no currículo. Estou procurando qualquer emprego
desde dezembro e não estou preocupada com o que vem
depois da faculdade, mas, sim, em pagá-la (Ponto de
vista, 25 de março). Voltando hoje de
férias e colocando a vida em dia, tenho como uma das
minhas prioridades felicitar Stephen Kanitz pelo artigo
"O fim da incompetência" (4 de março). O
artigo é um primor. Nos últimos tempos eu também ando
fazendo pregações na mesma direção. Fico feliz em
saber que, em alguma coisa, estamos acertando. Anticoncepcional masculinoComo estudante de
medicina quero cumprimentar Karina Pastore por suas belas
reportagens, pela forma simples e objetiva com que
explica aos leigos um assunto tão complexo sobre como o
anticoncepcional masculino age, alguns efeitos colaterais
e a forma de evitar tais efeitos. Só resta agora saber
quando essa novidade vai chegar até nós e como os
homens reagirão perante ela ("A escolha é
dele", 25 de março). Vida saudávelAo ler a
afirmação de que hoje há mais obesos no Brasil do que
pessoas desnutridas, gostaria de fazer as seguintes
observações: o presidente Fernando Henrique, em
palestra feita na Sorbonne, em Paris, em 1996, afirmou
que somos 37 milhões de consumidores, numa população
de 160 milhões de brasileiros. A CNBB Pastoral da
Criança afirmou em 1994 que no Brasil cerca de 400.000
crianças com menos de 5 anos de idade morrem de
desnutrição. O IBGE confirmou essa estatística, em
1997. O IBGE também confirmou em 1997 que mais de 120
milhões de brasileiros não são consumidores e não
participam da economia formal. Dez por cento dos 120
milhões são os filhos desnutridos dos brasileiros
excluídos da economia formal. Nosso único objetivo
desde 1993 é combater a desnutrição infantil de zero a
7 anos, a partir da gestante. Todo nosso trabalho
baseia-se no item 2.5 da declaração de Nova Delhi
Unesco 1993. Esse item foi incluído na referida carta de
Nova Delhi graças ao apoio que tivemos dos governos do
México, da Índia e da China. Na redação deste item,
redigido por nós, no Brasil, fizemos incluir a seguinte
frase: "Se não alimentarmos adequadamente a
primeira infância, todos os projetos serão
inúteis" ("Uma boa surpresa", 25 de
março). AleijadinhoAo contrário do
que relata a reportagem "O mal do mestre" (25
de março), os restos de Aleijadinho não permaneceram
adormecidos até os dias atuais. No início da década de
70, o professor Paulo da Silva Lacaz, com a devida
permissão da Igreja, obteve um pequeno fragmento ósseo
de Antônio Lisboa. Análises químicas desse fragmento e
relatos da sintomatologia apresentada pelo mestre de
Congonhas levaram Paulo Lacaz a advogar o diagnóstico de
porfiria eritropoiética congênita, doença que em
determinada fase muito se parece com a hanseníase (vide
René Laclette O Aleijadinho e Suas Doenças,
Rio, 1976). Omissão no holocaustoLamentável que o
Vaticano, representante dos cristãos católicos, que
sempre gozou de influência dos meios políticos e
sociais, nada fez para ajudar a evitar o massacre de
nossos irmãos que morriam como verdadeiros animais em
campos de concentração e câmaras de gás. Caberia pelo
menos um simples pedido de perdão a esse povo que tanto
contribuiu e contribui para o enriquecimento da ciência
e das descobertas. Não podemos nos esquecer que a origem
do cristianismo, Jesus, era um judeu ("Exame do
passado", 25 de março). PortugalSentimos
satisfação quando um veículo de comunicação do porte
de VEJA inclui em suas páginas algo sobre Portugal. Na
reportagem "Visão do futuro" (25 de março),
é descrita de forma resumida, mas clara e objetiva, a
reforma da velha Lisboa, que passa a ser uma cidade
moderna, voltada para o futuro. Entretanto, os
comentários adicionais os longos braços de Castela
sobre os abusos dos espanhóis, que incluem toscas
observações de um redator do Expresso, estão
fora de contexto. A Europa hoje já não tem fronteiras
e, daqui a meia dúzia de anos, só terá as línguas
distinguindo o que foram nações com confrontos,
dissidências e outras "grandes causas" que
envergonham a espécie humana. FutebolAo contrário do
que foi publicado na reportagem "Eficiência
máxima" (25 de março), o Brasil chegou a cinco
finais do Mundial de Futebol: 1950, 1958, 1962, 1970 e
1994. Suzana VieiraRealmente o papel
de vilã para Suzana Vieira lhe caiu muito bem. É
impressionante como ela consegue ser esnobe, mesquinha e
insuportável. Para mim ela se tornou o eixo central da
novela, pois nossa atenção está toda voltada para essa
encantadora vilã. Parabéns a VEJA por essa reportagem e
a Suzana Vieira pelo trabalho ("A malvada da
hora", 25 de março). Tim MaiaApesar de serem
sucessos de Tim Maia, VEJA informou errado em Datas (25
de março) as autorias das músicas. Na verdade, Primavera
é da dupla Cassiano e Silvio Rochael e Coroné
Antonio Bento é do saudoso compositor maranhense
João do Vale em parceria com Luiz Wanderley. AmazôniaNa reportagem
"Inferno na selva" (18 de março) há um
equívoco. A foto da página 101 não é do leito seco do
Rio Branco. Na verdade, é um diminuto lago localizado no
parque público Anauá, na cidade de Boa Vista. VEJA na Sala de AulaQueremos
cumprimentá-los pela brilhante iniciativa. Era
exatamente o que reclamávamos há cerca de três anos,
quando enviamos carta manifestando nosso descontentamento
pela falta de material para nossos filhos estudantes, e
principalmente para nós educadores. Como VEJA é um
verbo imperativo, e o verbo indica ação, sabíamos que
um dia haveria a ação de melhorar ainda mais o melhor
veículo de comunicação deste país. Só faltava isso:
uma revista para ler e educar (Carta ao leitor, 25 de
março). Notícia auspiciosa
para nós professores, que lecionamos as disciplinas
sociologia e filosofia para o 2º grau. Parabéns pela
iniciativa. CORREÇÃO:
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