Manoel Fernandes

Orelhão com acesso à Internet

Terminal da Telerj: acesso
à Internet de locais públicos

A companhia de telecomunicações do Rio de Janeiro, Telerj, apresenta nesta semana um serviço inédito de acesso à Internet. É um quiosque com um computador de onde os interessados vão poder navegar pela rede. Dá até para checar as mensagens recebidas por e-mails. Para usar o orelhão da Internet, a pessoa vai passar um cartão telefônico comum numa leitora óptica que fica ao lado do computador e entrar numa página de acesso à rede com a simplicidade de quem usa o caixa eletrônico de um banco 24 horas. Desde outubro, o quiosque vinha sendo testado em shoppings da cidade com grande sucesso. Eles começam a funcionar em junho e serão instalados em áreas de grande concentração de público, como aeroportos, escolas e rodoviárias. O preço de cada acesso ainda não foi decidido. Nos Estados Unidos, cada minuto de uso desses quiosques custa 30 centavos de dólar.

Nos Estados Unidos, já existem 400 quiosques de acesso à Internet. As empresas do setor garantem que vão multiplicar os quiosques até o fim do ano que vem, ao ritmo de cinqüenta por dia. Serão 35.000 orelhões até o final de 1999.

Menos filas

Uma esperança para quem se desespera com as filas. A Associação Brasileira de Supermercados quer aumentar de 1.500 para 5.000 o número de lojas que usam etiquetas de preços em código de barras. Cálculos mostram que a informatização diminui em até 30% o tempo do registro das compras.

Made in Japan

O Game Boy, da
Nintendo: maior
sucesso desde
o tamagotchi

O maior sucesso do ano entre as crianças japonesas desembarca no Brasil em junho. É o Game Boy Camera, da Nintendo, um brinquedo que mistura videogame com fotografia. As crianças se divertem substituindo o rosto dos heróis pelo seu e colocando fotos dos colegas na imagem dos invasores alienígenas ou bandidos de faroeste.

O brinquedo, que no Japão custa 49 dólares, vendeu 500.000 unidades nas três primeiras semanas de lançamento. É o maior sucesso entre a garotada desde o tamagotchi, o bichinho virtual que encantou mais de 40 milhões de crianças em todo o mundo.

Compras virtuais

O cartão bancário:
débito à vista
Foto: Souza Aranha  

Os bancos brasileiros estão montando um sistema que permite ao cliente fazer compras pela Internet e pagá-las com o mesmo cartão magnético das agências 24 horas. A diferença entre comprar com esse cartão e comprar com o cartão de crédito é que o débito será à vista, e não a prazo. O cliente vai escolher o produto no site de uma loja credenciada e digitar o número da sua conta e senha. O primeiro a entrar na rede foi o Bradesco, que anunciou na semana passada a criação de um shopping virtual com doze lojas. Em julho será a vez dos 42 bancos integrantes do grupo Cheque Eletrônico, entre eles o Banco do Brasil, o Unibanco e o HSBC.

Os bancos esperam que as compras passem dos 300 milhões de reais no primeiro ano. A previsão se baseia nas vendas feitas com cartão nas lojas. No ano passado, foram de 2,7 bilhões de reais.

Com reportagem de Eduardo Nunomura




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