Guia
Os úteis e os desnecessários
Não
há produto para garantir a segurança do bebê que não
vire objeto de desejo dos pais de primeira viagem. Alguns valem a compra. Outros,
não mereceriam sair das prateleiras das lojas. Veja a opinião de
especialistas consultados por VEJA sobre quatro dos acessórios mais recentes
do mercado:
BABÁ ELETRÔNICA "WALKIE-TALKIE"
Fotos Divulgação
 |
Como funciona: além
de ouvir os ruídos do bebê a uma distância de até 300
metros, permite que a mãe se comunique com ele. Em vez de ir até
o berço, ela pode soprar de longe o clássico: "dorme, filhinho,
a mamãe está aqui"
Vale
a pena ter? SIM. A voz da mãe
costuma acalmar a criança inquieta. Se não a faz parar de chorar,
pelo menos a mantém mais sossegada até que os pais cheguem ao quarto
Preço*: 900 reais
| ASSENTO PARA BANHO
Como funciona: é
uma espécie de cadeirinha de carro adaptada a banheiras Vale
a pena ter? SIM. Especialmente para
os primeiros banhos da criança, é a garantia de que ela não
vai escorregar. Deixa pais e bebê mais seguros Preço:
100 reais |
CAPACETE ANTICHOQUE
Como funciona: é
um boné de poliéster que protege os ossos mais frágeis da
cabeça em quedas e pequenas batidas
Vale a pena ter? NÃO.
Embora o bebê corra mais riscos de bater a cabeça ao dar os primeiros
passos ou ao começar a engatinhar, a supervisão dos pais é
suficiente para evitar acidentes. E a criança precisa descobrir naturalmente
os limites do próprio corpo
Preço: 200 reais
COLHERES TERMOSSENSÍVEIS
Como
funcionam: quando a temperatura da comida passa dos 32 graus, a borda do talher
muda de cor
Vale a pena ter? NÃO.
Qualquer adulto é capaz de avaliar a temperatura ideal da comida do bebê.
É mais uma muleta emocional para pais inseguros
Preço:
23 reais
*Preços
médios
Grávidas
em trânsito
Ter uma gravidez
ativa hoje é parte das recomendações médicas. A obstetra
Bárbara Murayama dá dicas de como dirigir ou viajar de avião
durante a gravidez, sem riscos:
NO
CARRO
Direção:
até o fim do sexto mês de gravidez, pode-se dirigir sem problemas.
Depois, fica mais difícil proteger a barriga do contato com o volante.
Não é recomendável dirigir após um longo período
de jejum ou em dias de muito calor, quando é maior o risco de queda de
pressão e desmaios
Cinto de segurança:
deve ser usado sempre e sem folgas.
A faixa transversal deve estar centralizada
entre os seios da gestante e a faixa horizontal, abaixo da barriga. "Usar
o cinto incorretamente aumenta o risco de deslocar a placenta", explica a
obstetra
Regulagem do banco: a
grávida deve manter a barriga o mais afastada possível da direção
NO
AVIÃO
Permissão
para voar: o período mais seguro para viajar é entre o quarto
e o sétimo mês de gestação. Depois disso, é
maior o risco de parto prematuro
Assento: é preferível
sentar-se próximo às asas, onde os efeitos da turbulência
são menores. Na classe econômica, a grávida deve priorizar
os assentos com espaço maior para as pernas. Se estiver voando de primeira
classe, não convém reclinar totalmente a poltrona. O ideal é
mantê-la semirreclinada, para facilitar a circulação do sangue
nas pernas. Outra dica é optar pelas poltronas do corredor, para tornar
menos complicadas as idas ao banheiro e serão várias delas
ao longo do voo
Alimentação:
se for uma viagem longa, não hesite em pedir aos comissários uma
refeição leve a cada três horas
Lailson Santos  |
| Susto no avião
A advogada Ana Paula Spinola, 27 anos, voou
a trabalho até o sétimo mês. "Na última viagem,
o bebê se mexeu muito e eu me senti mal. Era hora de parar" |
Com reportagem de Camilla
Costa