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Edição 2106

1º de abril de 2009
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Os úteis e os desnecessários

Não há produto para garantir a segurança do bebê que não vire objeto de desejo dos pais de primeira viagem. Alguns valem a compra. Outros, não mereceriam sair das prateleiras das lojas. Veja a opinião de especialistas consultados por VEJA sobre quatro dos acessórios mais recentes do mercado:

BABÁ ELETRÔNICA "WALKIE-TALKIE"

Fotos Divulgação

Como funciona: além de ouvir os ruídos do bebê a uma distância de até 300 metros, permite que a mãe se comunique com ele. Em vez de ir até o berço, ela pode soprar de longe o clássico: "dorme, filhinho, a mamãe está aqui"
Vale a pena ter? SIM. A voz da mãe costuma acalmar a criança inquieta. Se não a faz parar de chorar, pelo menos a mantém mais sossegada até que os pais cheguem ao quarto
Preço*: 900 reais


ASSENTO PARA BANHO

Como funciona: é uma espécie de cadeirinha de carro adaptada a banheiras
Vale a pena ter? SIM. Especialmente para os primeiros banhos da criança, é a garantia de que ela não vai escorregar. Deixa pais e bebê mais seguros
Preço: 100 reais

CAPACETE ANTICHOQUE

Como funciona: é um boné de poliéster que protege os ossos mais frágeis da cabeça em quedas e pequenas batidas
Vale a pena ter? NÃO. Embora o bebê corra mais riscos de bater a cabeça ao dar os primeiros passos ou ao começar a engatinhar, a supervisão dos pais é suficiente para evitar acidentes. E a criança precisa descobrir naturalmente os limites do próprio corpo
Preço: 200 reais


COLHERES TERMOSSENSÍVEIS

Como funcionam: quando a temperatura da comida passa dos 32 graus, a borda do talher muda de cor
Vale a pena ter? NÃO. Qualquer adulto é capaz de avaliar a temperatura ideal da comida do bebê. É mais uma muleta emocional para pais inseguros
Preço: 23 reais


*Preços médios

 

 

Grávidas em trânsito

Ter uma gravidez ativa hoje é parte das recomendações médicas. A obstetra Bárbara Murayama dá dicas de como dirigir ou viajar de avião durante a gravidez, sem riscos:

NO CARRO

Direção: até o fim do sexto mês de gravidez, pode-se dirigir sem problemas. Depois, fica mais difícil proteger a barriga do contato com o volante. Não é recomendável dirigir após um longo período de jejum ou em dias de muito calor, quando é maior o risco de queda de pressão e desmaios
Cinto de segurança: deve ser usado sempre e sem folgas.
A faixa transversal deve estar centralizada entre os seios da gestante e a faixa horizontal, abaixo da barriga. "Usar o cinto incorretamente aumenta o risco de deslocar a placenta", explica a obstetra
Regulagem do banco: a grávida deve manter a barriga o mais afastada possível da direção


NO AVIÃO

Permissão para voar: o período mais seguro para viajar é entre o quarto e o sétimo mês de gestação. Depois disso, é maior o risco de parto prematuro
Assento: é preferível sentar-se próximo às asas, onde os efeitos da turbulência são menores. Na classe econômica, a grávida deve priorizar os assentos com espaço maior para as pernas. Se estiver voando de primeira classe, não convém reclinar totalmente a poltrona. O ideal é mantê-la semirreclinada, para facilitar a circulação do sangue nas pernas. Outra dica é optar pelas poltronas do corredor, para tornar menos complicadas as idas ao banheiro – e serão várias delas ao longo do voo
Alimentação: se for uma viagem longa, não hesite em pedir aos comissários uma refeição leve a cada três horas

Lailson Santos

Susto no avião
A advogada Ana Paula Spinola, 27 anos, voou
a trabalho até o sétimo mês. "Na última viagem,
o bebê se mexeu muito e eu me senti mal. Era hora de parar"

Com reportagem de Camilla Costa



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