BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
REVISTAS
VEJA
Edição 2106

1º de abril de 2009
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
SEÇÕES
Carta ao Leitor
Entrevista
Leitor
Millôr
Blogosfera
PANORAMA
Imagem da Semana
Holofote
Datas
SobeDesce
Conversa
Números
Radar
Veja Essa
 

Automóveis
O mais barato do mundo

O lançamento do carro de 2 000 dólares faz a felicidade
dos indianos. A dúvida é se ele será o Fusca do século XXI


Eduardo Teixeira

Gautan Singh/AP
O CRIADOR
Tata e sua cria, o Nano: o Brasil está nos planos de exportação


VEJA TAMBÉM
Exclusivo on-line
Galeria - Pequenos que marcaram época
EXAME | Os truques do Nano para ser o carro maia barato do mundo

Uma festa em Mumbai, na Índia, marcou na semana passada o lançamento do Nano, o carro que pode se tornar um marco na indústria automobilística – por mais de um motivo. Espartano no design e nos equipamentos (veja o quadro), com metade da potência de um Fiat Uno Mille brasileiro, o modelo básico do Nano chega às revendas indianas ao preço de 2 000 dólares, cerca de 4 400 reais. É o carro produzido em série mais barato do mundo. Seu fabricante é a Tata Motors, do milionário Ratan Tata, dono de uma holding que inclui siderúrgicas e empresas de software e responde por 3% do PIB da Índia. A estratégia de Tata, num primeiro momento, é fazer com que milhões de indianos tenham acesso a um carro. Nas grandes cidades do país, é comum ver famílias se amontoando em motocicletas e motonetas. O sucesso do Nano na Índia parece ser favas contadas. Tamanha é a procura que os primeiros 100 000 compradores serão escolhidos por sorteio. A expectativa é que em pouco tempo sejam fabricadas 250 000 unidades por ano. Em dois anos, Tata pretende exportar seu carro para a Europa e, posteriormente, para os Estados Unidos. O Brasil também já foi citado por ele como destino de exportação do carrinho. Computando-se impostos e outros acréscimos, o Nano brasileiro custaria pelo menos 15 000 reais.

O Nano é visto como um possível divisor de águas. Caso seja bem-sucedido fora da Índia, ele pode sinalizar uma busca dos consumidores por carros menores e mais econômicos. Nos Estados Unidos, essa tendência já se delineia com a queda nas vendas dos SUVs, os grandalhões que bebem gasolina sem limites. A dúvida é se na Europa, e mesmo no Brasil, o Nano poderia se tornar o novo Fusca. Também idealizado como carro para as massas, o modelo ícone da Volkswagen, que serviu a quatro gerações, saiu de linha por ser desconfortável e de mecânica obsoleta. O Nano, pelo contrário, tem um espaço interno espantoso para seu tamanho e faz 22 quilômetros com 1 litro de gasolina. O futuro dirá se o mundo deseja um carrinho depenado como ícone do século XXI.

Alguns truques que baixam o preço do Nano

• As maçanetas e os assentos são de plástico

• Só o banco do motorista é ajustável

• O painel possui apenas velocímetro e medidor do nível de combustível

• O quebra-sol é acessório opcional

• A coluna de direção é oca para economizar aço

• Cada roda é fixada com três parafusos em lugar dos quatro convencionais

• Um limpador de para-brisa em vez de dois

 

Além disso...

...o salário inicial de um metalúrgico da fábrica Tata é equivalente a 550 reais, metade do que ganha um metalúrgico brasileiro na mesma posição



Publicidade
 
Publicidade

 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |