Lauro Jardim
Chico Caruso/O Globo
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Nossos craques:
Rivaldeque Ornélas! |
GOVERNO
Bye, bye Brasil
FHC já sabe para onde vai depois
de entregar a faixa a seu sucessor no dia 1º de janeiro
de 2003. Avisou a amigos e assessores que passará um ano
fora do país, viajando pela Europa e Estados Unidos.
Rodando a baiana
ACM não suporta mais ouvir falar
no vice-presidente Marco Maciel. Quando estava em tratamento
de saúde em São Paulo, nem sequer retornava as ligações
de Maciel. Agora, responsabiliza o vice pelo fortalecimento
da candidatura Roseana Sarney. Enxerga no "roseanismo"
de última hora de Maciel uma manobra para isolá-lo dentro
do PFL.
O nome
O candidato de FHC na sucessão de
Michel Camdessus na direção geral do FMI é o binacional
Caio Kock Weser, um alemão nascido no Brasil. Stanley Fischer,
o queridinho da equipe econômica, é apenas a segunda opção.
ECONOMIA
Alegria, alegria
O empresário Benjamin Steinbruch
ficou feliz da vida com a queda de Andrea Calabi, do BNDES.
Agora, o caminho está aberto para que ele volte a negociar
sua parte na CSN com a Arbed.
Jogo bruto
Veja um singelo exemplo de como os
americanos sabem se defender. A California Steel foi um
dos dezoito signatários do pedido de sobretaxação do aço
brasileiro pelos Estados Unidos. Adivinhe quem é sua controladora?
Nada menos que a Vale do Rio Doce. A California Steel fez
isso porque, apesar de ser controlada por uma empresa brasileira,
se sente obrigada a defender os interesses americanos acima
de tudo. Tudo bem. Mas será que alguma multinacional instalada
por estas bandas teria a mesma ousadia?
Concorrência pesada
A Nationwide, uma das maiores seguradoras
americanas, começa a operar no Brasil em dois meses. A autorização
da Susep já está saindo do forno. Como o desembarque gringo
é para valer, eles negociam também a compra do setor de
seguros de vida da Marítima Seguradora.
O PT e a Previ
O PT está interessadíssimo em mandar
um pouquinho que seja na poderosa Previ, dona de um caixa
de 32 bilhões de reais. Dentro de dois meses, 150.000 associados
escolherão parte da nova diretoria. O presidente do PT,
José Dirceu, e o deputado Aloizio Mercadante têm feito das
tripas coração para que duas chapas ligadas ao partido se
fundam numa só, mais forte. Por enquanto, não tiveram sucesso.
CERVEJA
Perde aqui, ganha ali
Desde que foi anunciada a criação
da AmBev, em junho, duas marcas da empresa tiveram comportamentos
opostos no mercado. A Skol aumentou sua participação de
27,1% para 28,8%. E a Antarctica caiu de 23,4% para 20,9%.
É por essas e outras que os controladores da AmBev têm urticária
quando ouvem falar em ter de vender a Skol para que a fusão
seja aprovada pelo governo.
Foi mal
Marcel Telles, um dos comandantes
da AmBev, fez chegar na semana passada uma cartinha aos
ministros Pedro Malan e José Carlos Dias. Na correspondência,
reconhece que foi infeliz ao qualificar de "burro e
covarde" o parecer da Secretaria de Direito Econômico
que condenava a fusão Brahma-Antarctica.
EDUCAÇÃO
Escola de adultos
Entre 1996 e o ano passado, subiu
de 7 milhões para 8,5 milhões o total de brasileiros com
mais de 15 anos de idade que estão matriculados no ensino
fundamental. No ensino médio, o número de pessoas com 18
anos ou mais passou de 3 milhões para 4,3 milhões. Nos dois
casos, a maioria havia interrompido os estudos. Claro que
é uma notícia alvissareira. Mas ela embute uma má notícia:
o atraso escolar ainda é uma poderosa chaga na educação
brasileira.
TELEVISÃO
Inspiração brega
A produtora americana Guest Music
está acionando Silvio Santos na Justiça de São Paulo por
plágio de dois programas Em Nome do Amor e Concurso
de Paródias (este recém-ejetado do ar). Quem conhece
SS sabe que ele não está nem aí para isso: vai continuar
trazendo o melhor da programação brega para a tela quente
do SBT.
Garras perto de Naya
Ricardo Stuckert
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Naya:
depósitos
no exterior
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O Leão está de malas prontas para uma mordida internacional
no ex-deputado Sérgio Naya. A Receita Federal encontrou
documentos que contêm indícios de sua movimentação
financeira no exterior, nunca declarada ao Fisco.
Os papéis, que estavam escondidos no apartamento 102
do hotel Saint Paul, em Brasília, de sua propriedade,
foram achados pela Polícia Federal. Eles indicam que
o acusado pelo desabamento do edifício Palace II tinha
dinheiro nos Estados Unidos e na Suíça. A papelada
não é prova definitiva de nenhum crime, mas abre caminho
para a investigação de suas contas no exterior. Isso
era até hoje um enigma para a Receita.
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Colaborou
Julio Cesar de Barros