Edição 1 638 - 1°/3/2000

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Manoel Fernandes

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Em português

O serviço brasileiro da BBC de Londres sempre trouxe boas informações para o público que fala português. Primeiro chegavam pelo rádio. Agora, as notícias são acessadas pela Internet no endereço www.bbc.co.uk/portuguese. A página também traz arquivos em áudio dos correspondentes da BBC em todo o mundo. Uma dessas reportagens, sobre a feira de tecnologia Cebit (www.cebit.de), na Alemanha, pode ser conferida aqui com a ajuda do programa Real Player (www.real.com).

Ouça aqui a reportagem

Não é tão fácil como parece

Nos Estados Unidos sobram vagas. No Brasil, as empresas começam a ter dificuldades para encontrar profissionais capazes de atuar nos seus projetos. Este é o cenário para os candidatos a uma colocação no maravilhoso mundo da tecnologia e das empresas de internet. Com bons salários, bônus anuais e ainda a chance de participar da nova economia, as companhias do mundo virtual se tornaram o ponto de atração de quem procura uma oportunidade de emprego. É uma avaliação correta, até certo ponto. As vagas existem mas o nível de exigência das empresas na hora de escolher seus funcionários é altíssimo. As regras de contratação são tão – ou mais – rígidas quanto as que norteiam qualquer negócio do mundo real. Alguns exemplos:

 

Ainda longe do nirvana

Co-editor da revista The American Prospect (www.prospect.org), Robert Kuttner nunca foi fã ardoroso da internet. Com argumentos inteligentes, ele critica regularmente as previsões panglossianas sobre o mundo virtual. Em sua última coluna na revista Business Week (www.businessweek.com), Kuttner lembra que a rede não é o mercado perfeito que se acredita. Ele aponta pecados como leniência com monopólios, ausência de privacidade de quem navega, dificuldade de taxação no comércio eletrônico e pirataria. Seu argumento é que o mundo dos computadores ligados em rede precisa de amarras semelhantes às da economia real. Kuttner alfineta os críticos de suas observações com a afirmação de que o nirvana na rede ainda está muito longe de ser atingido. As observações não são apenas fruto do lendário mau humor de Kuttner. Muitas delas têm base real.

 

Você fala bem inglês?

O serviço de ensino de línguas Parlo (www.parlo.com) opera há alguns anos nos Estados Unidos e nesta semana começa a funcionar no país. Com alguns serviços a mais que sites similares, o Parlo traz logo de início um teste de avaliação em tempo real para o aluno identificar seu nível de conhecimento. Outra vantagem é que as lições são enviadas diariamente para a caixa de correio eletrônico do aluno.

 

Os donos do dinheiro

Nos Estados Unidos não é diferente. Como no Brasil, os políticos também financiam suas campanhas com a ajuda de empresas privadas. A novidade para os eleitores americanos é que eles ficam sabendo pela internet quais as companhias que estão liberando recursos para seus candidatos e quanto. O endereço www. opensecrets.org traz detalhes para o eleitor. Lá se descobre quanto até agora gastou o senador John McCain, que concorre com o governador do Texas, George W. Bush, à indicação do Partido Republicano para a Casa Branca.

 

Brincadeira para gente grande

Aos céticos quanto ao sucesso do PlayStation2 (www. playstation2.com), a Sony mostrou que o brinquedo poderá ser uma febre ainda mais forte do que sua primeira versão, que vendeu 70 milhões de aparelhos em todo o mundo. No primeiro minuto de vendas do produto, no Japão, mais de 100 000 pessoas tentaram comprá-lo, o que obrigou a empresa a suspender a comercialização até normalizar o sistema. Já existem vários jogos disponíveis para o PlayStation2, que ainda está sem data para desembarcar no país.

 

www.genopro.net

A rede está cheia de páginas com sobrenomes de famílias tradicionais e seus descendentes. O que não falta são sites onde qualquer pessoa pode consultar suas ligações com algum clã. O GenoPro é diferente. É um programa que ajuda a visualizar as árvores genealógicas mais completas. É gratuito e foi produzido em 1998 para atender às necessidades particulares de uma família que queria fazer a representação visual dos descendentes e ascendentes. Muito fácil de usar, o programa ganhou a rede, da qual já foram feitas 33.000 cópias no ano passado. O endereço na internet também serve de ajuda para alguma dificuldade na instalação do produto. Há diagramas, dicas e até um roteiro de como colocar sua árvore familiar na internet. No site também se descobre por que o GenoPro é gratuito.

 

O sonho acabou mais cedo

Em fevereiro do ano passado, a indústria mundial de computadores quase ficou de pernas para o ar com o início da distribuição gratuita de PCs. A Free-PC (www.free-pc.com) provocou uma corrida de milhares de pessoas em busca de sua máquina e do acesso gratuito à internet. Foram distribuídos 30.000 computadores, mas o projeto naufragou por falta de dinheiro. A Free-PC não conseguiu recursos na mesma velocidade das inscrições em seu site. Pelo menos, quem já ganhou o computador não vai precisar devolvê-lo.

 

Em tempos de hackers, a navegação na internet pode trazer dores de cabeça. Alguns programas cuidam para que o passeio virtual fique mais agradável. É o caso do InternetSecurity 2000, da Norton, a mais conhecida fabricante de antivírus para programas de computador. O produto impede que o computador receba arquivos indesejados e perigosos que podem comprometer a saúde do PC. Outro recurso oferece aos pais a chance de impedir que os filhos acessem sites impróprios. O Security começa a ser vendido em março no Brasil.

A primeira versão do Dicionário Aurélio em CD ROM para quem é dono de computadores da Apple começa a ser vendida nesta semana. Todas as livrarias virtuais, como a Fnac de São Paulo (www.fnac.com.br), estarão com o produto em suas prateleiras. O Aurélio ganhou sua primeira edição eletrônica há cinco anos, mas apenas atendia aos proprietários de PCs. Os macmaníacos não tinham esse privilégio. Os revendedores estão pagando em torno de 52 reais pela versão e cada um estabelecerá seu próprio preço.

 

Colaborou Gustavo Poloni
e-mail: hipertexto@abril.com.br