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"O aparecimento da internet influenciou
a forma de comunicação, e quem não
tiver a cultura desse fenômeno ficará
fora do mercado."
Lincoln M. Aoki
São Paulo, SP
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Milionários da internet
Belíssima a reportagem de VEJA sobre o mercado
virtual, em que jovens o conquistam com forte visão
empresarial. O aparecimento da internet influenciou a forma
de comunicação, e quem não tiver a
cultura desse fenômeno ficará fora do mercado.
Pena que no Brasil apenas 5% das pessoas estão conectadas
à rede, mas os índices mostram que o acesso
tende a crescer num ritmo vertiginoso ("FiqueiRico.com.br",
23 de fevereiro).
Lincoln M. Aoki
São Paulo, SP
Michael Douglas
A cada exemplar VEJA nos dá uma lição
de vida. Desta vez mostrou o invejável Michael Douglas,
que, mesmo sendo um ator muito rico e famoso, dá
exemplo a todos ao fazer uma belíssima campanha pelo
desarmamento. Parabéns Michael Douglas, você
merece todo o sucesso do mundo, seja feliz com sua nova
família (Amarelas, 23 de fevereiro)!
Felipe Tancini Bazzan
Ribeirão Preto, SP
Turismo
A reportagem "Pechincha virtual" (23 de fevereiro) erra
ao afirmar: "Foi-se o tempo em que a maneira mais fácil
de planejar uma viagem era confiar todos os detalhes a uma
agência de turismo". A modernidade não é
edificada à revelia da experiência e da especialização
profissional.
Antônio Azevedo
Presidente em exercício da Associação
Brasileira de Agências de Viagens
São Paulo, SP
Ambiente
É absolutamente imoral sugerir o retorno da caça
do jacaré. Quem está sobrando é o ser
humano, incapaz de preservar o meio ambiente e conviver
sabiamente com ele ("Mar de jacarés", 23 de fevereiro).
Lorena de Santiago
São Paulo, SP
Roberto Pompeu de Toledo
Até que enfim alguém observou que não
é só no Brasil que ocorrem determinados absurdos.
Alguns habitantes deste país, quando se referem ao
"brasileiro", se excluem. O brasileiro é, na grande
maioria, trabalhador, honesto e tem um azar enorme por seus
governantes. Estes, sim, maus brasileiros, com raras e honrosas
exceções. Parabéns ao ensaísta
Roberto Pompeu de Toledo (Ensaio, 23 de fevereiro).
Armando Negreiros
Natal, RN
Arquitetura
Infeliz, para não dizer idiota, a revista Time
sobre Brasília. Uma cidade deve ser boa sobretudo
para seus moradores, e nós adoramos Brasília.
Não nos surpreende a visão de Time,
afinal de contas quem escreveu o artigo deve achar o hambúrguer
a melhor comida do mundo. Preferimos ficar com a Unesco
e com o título de patrimônio cultural da humanidade
("O futuro já era", 23 de fevereiro).
Rodrigo Rollemberg
Deputado Brasília, DF
Astronomia
Fiquei abismado com o que li na reportagem "Universo na
caixa" (23 de fevereiro). No final da primeira coluna, o
redator do artigo em questão afirma que o universo
se teria formado "há 13 bilhões de anos-luz".
Ocorre, como bem se sabe, que ano-luz é uma unidade
de distância, utilizada para se referir à distância
percorrida pela luz em um ano.
Marcelo Levitinas
levitina@domain.com.br
Universidades
Sobre a reportagem "Diploma na berlinda" (23
de fevereiro), queremos informar que o vestibular da Unicamp
tem duas fases. Todos os candidatos que conseguem rendimento
igual ou superior a 50% na primeira fase (nota 5 em escala
de 0 a 10) são convocados para a segunda. Na reportagem,
constou a relação candidatos/vaga da segunda fase (9,14
para o curso oferecido no período diurno e 4,1 para o noturno).
Na verdade, a relação candidato/vaga foi, na primeira fase,
17,69 para o diurno e 17,03 para o noturno.
Angelo Cortelazzo
Pró-reitor de graduação da Unicamp
Campinas, SP
A UniverCidade figura na reportagem como um fracasso, em
decorrência da baixa conceituação alcançada por seu curso
de engenharia elétrica. Nós fomos a primeira instituição
de ensino a aplaudir publicamente o estabelecimento do Provão.
Porém, ao atender à pressão dos órgãos estudantis capitaneados
pela UNE, o ministro da Educação sucumbiu e tornou impossível
a identificação dos alunos. Por isso, os resultados desses
exames não espelham a realidade. Os alunos que não estão
satisfeitos com as instituições onde estudam entregam as
provas em branco ou escrevem besteiras. Quando eles passarem
a ser identificados, o Provão terá credibilidade; por enquanto,
serve para dar alavancagem aos inimigos do ensino particular.
Ronald Guimarães Levinsohn
Presidente da UniverCidade
Rio de Janeiro, RJ
Arquitetura 2
Li na reportagem "O futuro já era" (23 de fevereiro)
as referências feitas pela revista Time a Brasília.
Quero apenas lembrar o seguinte: um dos prêmios mais importantes
que recebi foi dos Estados Unidos, o Prêmio Pritzker. Tão
importante que meses atrás fui convidado pelo presidente
Clinton para um almoço na Casa Branca – o que recusei,
não comparecendo por discordar da política externa americana.
Oscar Niemeyer
Rio de Janeiro, RJ
Radar
A Associação Brasileira dos Departamentos de Trânsito não
é um clube que serve para fazer a festa dos diretores dos
Detrans de todo o país, como afirmou a nota "Destinação"
(Radar, 12 de janeiro). A Abdetran é uma entidade séria
e tem realizado importante trabalho em prol da melhoria
do trânsito brasileiro. Só para citar um exemplo, treinou
mais de 15.000 pessoas em vários
Estados no ano passado.
Nelson Penteado
Brasília, DF
Música
Sou o autor da tese "The sacred works of Francisco
Manuel da Silva (1795-1865)", defendida "com distinção"
em fevereiro de 1999 na Universidade Católica da América,
em Washington. A propósito da interessante "Até tu,
Francisco?" (9 de fevereiro): são ao todo seis os possíveis
antecedentes do Hino Nacional na obra de José Maurício;
as coincidências não se restringem apenas ao Sétimo Responsário
das Matinas da Conceição nem à lição do Método de
Pianoforte, apontada por Marcelo Fagerlande. O primeiro
desses paralelos foi reconhecido em 1966, portanto décadas
antes do Festival de Juiz de Fora de 1995. Tanto a minha
tese de doutoramento quanto os trabalhos de Robert Stevenson,
Vasco Mariz e José Maria Neves – três dos maiores musicólogos
do hemisfério – refutam a afirmação de que "nada de
muito interessante foi encontrado pelos especialistas".
Lamento que o articulista tenha sido tão mal orientado nesse
sentido. O artigo sugere que Francisco Manuel tinha possível
acesso à música de José Maurício para cometer o "plágio".
Francisco Manuel naquela época era membro do coro; não trabalhou
jamais como "copista e arquivista da orquestra da corte",
conforme foi afirmado. Deve ter ocorrido lamentável confusão
com o nome Francisco Manuel Chaves, este sim, escriba da
capela real de dom João VI.
Marcelo Campos Hazan
Belo Horizonte, MG
Médicos
Como dizem os americanos, "vivemos na loja de doces".
Um detalhe: as drogas mais abusadas atualmente são os morfinomiméticos
sintéticos, tais como a dolantina (demerol), o fentanil
e, agora, a sufentanila. A morfina, entre os médicos usuários,
vem em último lugar. Nos EUA, a sufentanila domina, entre
nós, o fentanil. A morfina, em 50% dos indivíduos, em vez
de causar satisfação, produz uma tremenda disforia, com
náuseas, vômitos e um grande mal-estar. No Brasil, apesar
de não haver estatísticas, esse vício deve atingir em torno
dos 2% dos médicos em atividade, uma perspectiva bem sombria
("Vício de branco", 23 de fevereiro).
Armando Fortuna
Professor do Centro de Ensino e Treinamento de Anestesiologia
Santos, SP
Televisão
Na semana passada li a reportagem sobre o ex-polegar Rafael.
É realmente revoltante ver pessoas tão famosas, como esses
apresentadores citados, aproveitando-se da desgraça alheia.
Um dependente químico não precisa aparecer na televisão,
precisa de atenção e cuidados especiais. Aproveitar-se do
sofrimento do outro para satisfação própria é uma tendência
de todo homem que deve ser corrigida ("É revoltante",
23 de fevereiro).
Juliana Miyuki
Ribeirão Preto, SP
Arc
É vergonhoso. Não, é ultrajante ter de admitir que um cara
verde, feio, de três olhos e com umas antenas engraçadas,
que nem é daqui, suscite ao meu entendimento questões que
as minhas próprias filosofias deveriam suscitar. Ele está
trucidando o meu orgulho, o meu amor-próprio. Por que não
faço eu essas perguntas, ou essas observações? (Veja essa,
16 de fevereiro).
Kleber C. da Silva
Paulista, PE
DIRETO
DE  |
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Uma
pesquisa concluiu que a internet está criando
uma legião de solitários. O Fórum
de Debates de VEJA na internet perguntou na semana
passada se o leitor concordava com essa
conclusão:
Vivemos numa sociedade em que se prioriza o individual,
a internet apenas reforça esse comportamento,
pois, se o sujeito já tem dificuldade ou falta
de interesse em se relacionar, com a rede ele tem
a falsa percepção de que está
em contato com o mundo sem precisar expor-se.
Aline Alencar
alinealencar@ibmec.br
Rio de Janeiro, RJ
Solidão? É ruim, hein. Ao contrário
do que muitos pensam, a internet está sendo
uma grande ajuda para que as pessoas possam comunicar-se,
pois existe a possibilidade de conhecer e fazer amigos
em outras cidades e regiões.
Eugenio do Carmo Nicolau
ecnicolau@uol.com.br
Volta Redonda, RJ
A internet vem unindo povos, raças, culturas
e línguas e mesmo assim não tem o
devido reconhecimento.
Roberta Fabrício Xavier
hsx@elogica.com.br
Recife, PE
Não é a internet que está tornando
as pessoas solitárias, e sim a exacerbada violência
que assola as cidades de médio e grande porte.
Leila Maria Dangelo da Costa
cantogrande@aol.com
Rio de Janeiro, RJ
Para
participar dos debates o endereço é:
veja.abril.com.br//
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