Edição 1 638 - 1°/3/2000

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"O aparecimento da internet influenciou a forma de comunicação, e quem não tiver a cultura desse fenômeno ficará fora do mercado."

Lincoln M. Aoki
São Paulo, SP

 

Milionários da internet

Belíssima a reportagem de VEJA sobre o mercado virtual, em que jovens o conquistam com forte visão empresarial. O aparecimento da internet influenciou a forma de comunicação, e quem não tiver a cultura desse fenômeno ficará fora do mercado. Pena que no Brasil apenas 5% das pessoas estão conectadas à rede, mas os índices mostram que o acesso tende a crescer num ritmo vertiginoso ("FiqueiRico.com.br", 23 de fevereiro).
Lincoln M. Aoki

São Paulo, SP

 

Michael Douglas

A cada exemplar VEJA nos dá uma lição de vida. Desta vez mostrou o invejável Michael Douglas, que, mesmo sendo um ator muito rico e famoso, dá exemplo a todos ao fazer uma belíssima campanha pelo desarmamento. Parabéns Michael Douglas, você merece todo o sucesso do mundo, seja feliz com sua nova família (Amarelas, 23 de fevereiro)!
Felipe Tancini Bazzan
Ribeirão Preto, SP

 

Turismo

A reportagem "Pechincha virtual" (23 de fevereiro) erra ao afirmar: "Foi-se o tempo em que a maneira mais fácil de planejar uma viagem era confiar todos os detalhes a uma agência de turismo". A modernidade não é edificada à revelia da experiência e da especialização profissional.
Antônio Azevedo
Presidente em exercício da Associação Brasileira de Agências de Viagens
São Paulo, SP

 

Ambiente

É absolutamente imoral sugerir o retorno da caça do jacaré. Quem está sobrando é o ser humano, incapaz de preservar o meio ambiente e conviver sabiamente com ele ("Mar de jacarés", 23 de fevereiro).
Lorena de Santiago
São Paulo, SP

 

Roberto Pompeu de Toledo

Até que enfim alguém observou que não é só no Brasil que ocorrem determinados absurdos. Alguns habitantes deste país, quando se referem ao "brasileiro", se excluem. O brasileiro é, na grande maioria, trabalhador, honesto e tem um azar enorme por seus governantes. Estes, sim, maus brasileiros, com raras e honrosas exceções. Parabéns ao ensaísta Roberto Pompeu de Toledo (Ensaio, 23 de fevereiro).
Armando Negreiros
Natal, RN

 

Arquitetura

Infeliz, para não dizer idiota, a revista Time sobre Brasília. Uma cidade deve ser boa sobretudo para seus moradores, e nós adoramos Brasília. Não nos surpreende a visão de Time, afinal de contas quem escreveu o artigo deve achar o hambúrguer a melhor comida do mundo. Preferimos ficar com a Unesco e com o título de patrimônio cultural da humanidade ("O futuro já era", 23 de fevereiro).
Rodrigo Rollemberg

Deputado Brasília, DF

 

Astronomia

Fiquei abismado com o que li na reportagem "Universo na caixa" (23 de fevereiro). No final da primeira coluna, o redator do artigo em questão afirma que o universo se teria formado "há 13 bilhões de anos-luz". Ocorre, como bem se sabe, que ano-luz é uma unidade de distância, utilizada para se referir à distância percorrida pela luz em um ano.
Marcelo Levitinas
levitina@domain.com.br

 

Universidades

Sobre a reportagem "Diploma na berlinda" (23 de fevereiro), queremos informar que o vestibular da Unicamp tem duas fases. Todos os candidatos que conseguem rendimento igual ou superior a 50% na primeira fase (nota 5 em escala de 0 a 10) são convocados para a segunda. Na reportagem, constou a relação candidatos/vaga da segunda fase (9,14 para o curso oferecido no período diurno e 4,1 para o noturno). Na verdade, a relação candidato/vaga foi, na primeira fase, 17,69 para o diurno e 17,03 para o noturno.
Angelo Cortelazzo
Pró-reitor de graduação da Unicamp
Campinas, SP

A UniverCidade figura na reportagem como um fracasso, em decorrência da baixa conceituação alcançada por seu curso de engenharia elétrica. Nós fomos a primeira instituição de ensino a aplaudir publicamente o estabelecimento do Provão. Porém, ao atender à pressão dos órgãos estudantis capitaneados pela UNE, o ministro da Educação sucumbiu e tornou impossível a identificação dos alunos. Por isso, os resultados desses exames não espelham a realidade. Os alunos que não estão satisfeitos com as instituições onde estudam entregam as provas em branco ou escrevem besteiras. Quando eles passarem a ser identificados, o Provão terá credibilidade; por enquanto, serve para dar alavancagem aos inimigos do ensino particular.
Ronald Guimarães Levinsohn
Presidente da UniverCidade
Rio de Janeiro, RJ

 

Arquitetura 2

Li na reportagem "O futuro já era" (23 de fevereiro) as referências feitas pela revista Time a Brasília. Quero apenas lembrar o seguinte: um dos prêmios mais importantes que recebi foi dos Estados Unidos, o Prêmio Pritzker. Tão importante que meses atrás fui convidado pelo presidente Clinton para um almoço na Casa Branca – o que recusei, não comparecendo por discordar da política externa americana.
Oscar Niemeyer
Rio de Janeiro, RJ

 

Radar

A Associação Brasileira dos Departamentos de Trânsito não é um clube que serve para fazer a festa dos diretores dos Detrans de todo o país, como afirmou a nota "Destinação" (Radar, 12 de janeiro). A Abdetran é uma entidade séria e tem realizado importante trabalho em prol da melhoria do trânsito brasileiro. Só para citar um exemplo, treinou mais de 15.000 pessoas em vários Estados no ano passado.
Nelson Penteado
Brasília, DF

Música

Sou o autor da tese "The sacred works of Francisco Manuel da Silva (1795-1865)", defendida "com distinção" em fevereiro de 1999 na Universidade Católica da América, em Washington. A propósito da interessante "Até tu, Francisco?" (9 de fevereiro): são ao todo seis os possíveis antecedentes do Hino Nacional na obra de José Maurício; as coincidências não se restringem apenas ao Sétimo Responsário das Matinas da Conceição nem à lição do Método de Pianoforte, apontada por Marcelo Fagerlande. O primeiro desses paralelos foi reconhecido em 1966, portanto décadas antes do Festival de Juiz de Fora de 1995. Tanto a minha tese de doutoramento quanto os trabalhos de Robert Stevenson, Vasco Mariz e José Maria Neves – três dos maiores musicólogos do hemisfério – refutam a afirmação de que "nada de muito interessante foi encontrado pelos especialistas". Lamento que o articulista tenha sido tão mal orientado nesse sentido. O artigo sugere que Francisco Manuel tinha possível acesso à música de José Maurício para cometer o "plágio". Francisco Manuel naquela época era membro do coro; não trabalhou jamais como "copista e arquivista da orquestra da corte", conforme foi afirmado. Deve ter ocorrido lamentável confusão com o nome Francisco Manuel Chaves, este sim, escriba da capela real de dom João VI.
Marcelo Campos Hazan
Belo Horizonte, MG

 

Médicos

Como dizem os americanos, "vivemos na loja de doces". Um detalhe: as drogas mais abusadas atualmente são os morfinomiméticos sintéticos, tais como a dolantina (demerol), o fentanil e, agora, a sufentanila. A morfina, entre os médicos usuários, vem em último lugar. Nos EUA, a sufentanila domina, entre nós, o fentanil. A morfina, em 50% dos indivíduos, em vez de causar satisfação, produz uma tremenda disforia, com náuseas, vômitos e um grande mal-estar. No Brasil, apesar de não haver estatísticas, esse vício deve atingir em torno dos 2% dos médicos em atividade, uma perspectiva bem sombria ("Vício de branco", 23 de fevereiro).
Armando Fortuna
Professor do Centro de Ensino e Treinamento de Anestesiologia
Santos, SP

 

Televisão

Na semana passada li a reportagem sobre o ex-polegar Rafael. É realmente revoltante ver pessoas tão famosas, como esses apresentadores citados, aproveitando-se da desgraça alheia. Um dependente químico não precisa aparecer na televisão, precisa de atenção e cuidados especiais. Aproveitar-se do sofrimento do outro para satisfação própria é uma tendência de todo homem que deve ser corrigida ("É revoltante", 23 de fevereiro).
Juliana Miyuki
Ribeirão Preto, SP

 

Arc

É vergonhoso. Não, é ultrajante ter de admitir que um cara verde, feio, de três olhos e com umas antenas engraçadas, que nem é daqui, suscite ao meu entendimento questões que as minhas próprias filosofias deveriam suscitar. Ele está trucidando o meu orgulho, o meu amor-próprio. Por que não faço eu essas perguntas, ou essas observações? (Veja essa, 16 de fevereiro).
Kleber C. da Silva
Paulista, PE

DIRETO DE

Uma pesquisa concluiu que a internet está criando uma legião de solitários. O Fórum de Debates de VEJA na internet perguntou na semana passada se o leitor concordava com essa conclusão:

Vivemos numa sociedade em que se prioriza o individual, a internet apenas reforça esse comportamento, pois, se o sujeito já tem dificuldade ou falta de interesse em se relacionar, com a rede ele tem a falsa percepção de que está em contato com o mundo sem precisar expor-se.
Aline Alencar
alinealencar@ibmec.br

Rio de Janeiro, RJ

Solidão? É ruim, hein. Ao contrário do que muitos pensam, a internet está sendo uma grande ajuda para que as pessoas possam comunicar-se, pois existe a possibilidade de conhecer e fazer amigos em outras cidades e regiões.
Eugenio do Carmo Nicolau
ecnicolau@uol.com.br

Volta Redonda, RJ

A internet vem unindo povos, raças, culturas e línguas – e mesmo assim não tem o devido reconhecimento.
Roberta Fabrício Xavier
hsx@elogica.com.br

Recife, PE

Não é a internet que está tornando as pessoas solitárias, e sim a exacerbada violência que assola as cidades de médio e grande porte.
Leila Maria Dangelo da Costa
cantogrande@aol.com

Rio de Janeiro, RJ

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