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VEJA Recomenda
DVD
Meu Melhor Amigo (Because of Winn-Dixie,
Estados Unidos, 2005. Fox) Apesar de bem-intencionado, um
pastor (Jeff Daniels) não percebe quanto sua filha Opal,
de 10 anos, sem mãe e sempre mudando para uma nova cidade,
é solitária. E por isso também faz de tudo
para que ela se livre de um vira-lata, batizado de "Winn-Dixie",
que a "adotou". Em vão, claro: como a própria Opal
narra, a especialidade de Winn-Dixie é fazer amigos. Adaptado
do best-seller infantil da escritora Kate DiCamillo e dirigido pelo
sino-americano Wayne Wang, Meu Melhor Amigo só não
é mais encantador e cativante que sua protagonista
a novata AnnaSophia Robb, que esbanja graça e energia e parece
destinada a se tornar uma beldade.
CINEMA
Divulgação
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| Wolf Creek:
o riso vai durar pouco |
Wolf Creek Viagem ao Inferno (Wolf
Creek, Austrália, 2005. Estréia nesta sexta-feira
no país) Se os três jovens protagonistas desse
filme australiano tivessem mais intimidade com o terror trash
por exemplo, com O Massacre da Serra Elétrica ,
saberiam que a última coisa que forasteiros devem fazer é
se meter com um caipira, sobretudo se ele os leva até um
fim de mundo e conta histórias esquisitas sobre como matar
cangurus e destripar javalis. O risco é não apenas
pagar com a própria vida, mas sofrer um bocado antes de entregá-la.
Essa é a parte que Wolf Creek, livremente inspirado
num caso sem solução ocorrido no interior da Austrália,
mostra em detalhes excruciantes. Um filme malvado, mas conduzido
com eficiência e segurança. Veja
cenas.
O Assassinato de Richard Nixon (The Assassination
of Richard Nixon, Estados Unidos, 2004. Desde sexta-feira em
cartaz em São Paulo e no Rio de Janeiro) Para Sam
Bicke (Sean Penn), um vendedor de móveis na Baltimore de
1974, os males do mundo e os seus próprios são uma
só coisa ou seja, a culpa por sua vida triste e derrotada
é "do sistema". No início do filme, essa fixação
rende uma cena quase cômica, na qual Bicke diz a um militante
dos Panteras Negras que, embora seja branco, também é
injustiçado, e que, se o grupo se rebatizasse de Os Zebras
(porque elas são pretas e brancas), teria o dobro de seguidores.
Mas, à medida que Bicke desliza para a loucura, o diretor
estreante Niels Mueller o acompanha em tom e tensão, até
o desfecho frustrado, e chocante, de seu plano para assassinar o
então presidente Nixon. Veja
cenas.
LIVROS
Na
Ponta dos Dedos, de Sarah Waters (tradução
de Ana Luiza Dantas Borges; Record; 588 páginas; 49,90 reais)
Finalista do prestigioso Prêmio Booker de 2002, este
é um romance histórico situado na Inglaterra vitoriana.
E a autora soube buscar inspiração na literatura da
época: estão aqui as pobres crianças órfãs
que povoavam os livros de Charles Dickens e as tenebrosas mansões
típicas dos romances das irmãs Brontë. A história
envolve um elaborado golpe do baú planejado por um vigarista
conhecido como Sir Gentleman. Ele consegue colocar a jovem órfã
Sue Trinder como criada na casa do rico Christopher Lilly. Sir Gentleman
espera que Sue convença Maud, sobrinha e herdeira de Christopher,
a casar-se com ele mas não contava com a amizade que
surge entre as duas jovens.
Coma,
de Alex Garland (tradução de Léa Viveiros de
Castro; Rocco; 160 páginas; 24 reais) O escritor inglês
Alex Garland ganhou fama com o romance A Praia, que originou
um filme com Leonardo DiCaprio. Coma narra uma história
muito diferente da aventura tropicaliente de A Praia. O protagonista
é Carl, um escritor que, na tentativa de defender uma mulher
de um assalto no metrô, acaba sendo espancado por uma gangue
juvenil. Ele pensa ter voltado para casa depois de uma temporada
no hospital, mas descobre que toda a sua realidade é um sonho
o livro narra o esforço de Carl para despertar de
seu coma. Essa história onírica é ilustrada
com os sombrios desenhos do cartunista político Nicholas
Garland, pai do escritor. Leia
trechos.
Férias
Pagãs, de Tony Perrottet (tradução
de Ana Deiró; Rocco; 414 páginas; 59 reais)
Os antigos romanos foram os inventores do turismo. Senhores de um
vasto império pelo qual estenderam estradas pavimentadas,
eles gostavam de viajar para admirar atrações esdrúxulas
como supostos crânios de ciclopes e espadas de guerreiros
míticos. Formado em história pela Universidade de
Sydney, o australiano Tony Perrottet descobriu essa inusitada faceta
da Antiguidade pesquisando a Descrição da Grécia,
de Pausânias, texto do século II que pode ser considerado
um dos primeiros guias turísticos da história. Para
compor esse livro curioso, Perrottet refez antigas rotas turísticas,
que o levaram a percorrer Itália, Grécia, Turquia
e Egito. Leia
trecho.
DISCO
Richard Drew/AP
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| Mary J. Blige: canções com alma
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The Breakthrough, Mary J. Blige
(Universal) A cantora americana Mary J. Blige é expoente
de um estilo conhecido como "hip hop soul": uma combinação
da soul music dos anos 60 e 70 com a batida do hip hop. Ela tem
um vozeirão que não fica a dever ao de outras artistas
da música negra, como Whitney Houston. Suas canções
sempre exalaram emoção e sinceridade fruto,
talvez, de uma infância difícil no subúrbio
nova-iorquino do Bronx e de uma tumultuada vida amorosa. Hoje, Mary
vive um bom casamento, mas a calmaria não tirou o brilho
de suas interpretações, como prova seu novo álbum,
The Breakthrough. Em Father in You, ela celebra o
maridão. O irlandês Bono Vox, do U2, canta com ela
numa regravação de One.
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