Edição 1941 . de fevereiro de 2006

Índice
Millôr
Claudio de Moura Castro
Tales Alvarenga
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"VEJA não poderia ter sido melhor, ao mostrar que a traição virtual é real, traumática e desrespeitosa, semelhante a qualquer outra."
Luana Giannotti
Jaguariúna, SP

 

Traição virtual

Quando vi a chamada de capa de VEJA "Traição virtual" ("Trair e teclar, é só começar", 25 de janeiro), fui logo comprar a revista. Passei por isso mais de uma vez no mesmo relacionamento e incomoda demais. É um tipo de traição e abala a tranqüilidade conquistada. Pode-se escolher a melhor maneira de conviver com isso. Uma delas é o diálogo franco.
Melissa Paim de Vargas
Porto Alegre, RS  

Parabéns a Daniela Pinheiro pela reportagem, que trata de uma realidade nada virtual. Sou casado há cinco anos e conheci minha mulher numa sala de bate-papo. Somos muito felizes, e a internet serviu apenas para sabermos que existíamos. Mas é preciso tomar cuidado, pois, da mesma forma que ela nos uniu, pode destruir uma família.
Sérgio Roberto de Oliveira
Campinas, SP  

Acabo de chegar do fórum central de Porto Alegre, onde assinei minha separação consensual. A reportagem de capa de VEJA desta semana conta a história da implosão do meu casamento. Fiquei assombrada.
Tânia Marisse da Cunha
Porto Alegre, RS  

A reportagem "Trair e teclar, é só começar" está tão verdadeira que muita gente deve ter escondido a revista.
Érvio Tripoli
Bauru, SP  

Pode parecer coincidência, mas justamente na semana em que a revista publicou uma reportagem de capa com o título "Trair e teclar, é só começar", enquanto passo férias em Salvador, tive os meus scraps do Orkut vasculhados pela minha mulher. E, para minha surpresa, recebi a notícia de que eu não deveria voltar para casa após as férias. Ainda estou tentando contornar a situação, que é mesmo muito grave. Diante dos acontecimentos, cheguei à conclusão de que a utilização desse tipo de site de relacionamentos virtuais, assim como outros, pode mesmo se transformar em problemas reais.
Jeziel de Queiroz
Taubaté, SP  

Meu Orkut é um livro aberto. Minha mulher todo santo dia dá uma espiada. Mas não tem perigo, mesmo porque meu "disco rígido" não anda lá essas coisas.
José Francisco Vasques de Souza
Venâncio Aires, RS  

Recentemente fui vítima desse problema, mas, diferentemente dos que contrataram profissionais para confirmar o fato, tive a infelicidade de obter as informações por meio de meus filhos adolescentes, que, por descuido do pai, acessaram as conversas, passando a acompanhá-las por vários meses. O teor de tais conversas envolvia intimidades nossas e da família e a prática de "sexo virtual". Tudo isso trouxe profundas alterações no comportamento dos meus filhos, total desconfiança em relação ao meu marido e desarmonia nas relações familiares.
M.A.S.
Por e-mail  

Tenho 42 anos, filhas gêmeas adolescentes, sou casada há dezoito. Alguns anos atrás, enquanto cuidava das meninas, da casa e de várias outras coisas, descobri que meu marido teclava, madrugada adentro, com muitas mulheres. Eram conversas bastante íntimas, como havia tempos não aconteciam entre nós. Minha primeira reação foi de fúria: gritei, briguei, fiz um escândalo. Tentei dar o troco, cheguei algumas vezes a conversar longamente com desconhecidos, mas não é uma experiência que me agrade. Gosto de gente de carne e osso. Continuo casada, mas a relação esfriou muito. Hoje, temos uma vida pouco social, nunca saímos juntos. Meu marido abriu um precedente perigoso no nosso relacionamento, perdi a confiança, a admiração e o respeito que tinha por ele.
R.T.
Piracicaba, SP  

Realmente dói muito ver a pessoa que você ama com tanta liberdade com outra pessoa – a sensação é de perda, dor e vergonha. Vergonha? Vergonhoso é ficar lendo sem permissão as mensagens que não foram escritas para você. Conclusão: viva a vida, cuide de você, não precisamos ser escravos da internet.
Gislene Reis
Salvador, BA  

Sabe por que existe essa nova forma virtual de trair? Porque o homem não nasceu para se casar. A sociedade o empurra ao casamento mostrando algumas vantagens, mas, no fundo, ele sempre vai achar formas de permanecer "solteiro". É instintivo seu anseio por liberdade.
Ana Schmidt
São Paulo, SP  

Graças ao Orkut e posteriormente ao MSN, faço parte daqueles 60% (que a matéria cita) em que a traição virtual se tornou sexo real e resultou na ruptura de um casamento de quase dez anos. Não há diferença entre a traição virtual e a real. Ambas são às escondidas, nascem na calada da noite, camuflam-se em pseudônimos e chegam para virar sua vida. No meu caso, para melhor, mas não sem sofrimento ou angústia. Virtual ou não, sofre-se a angústia da perda. Mas, virtual ou real, gostaria de lembrar aos "traidores" que se orgulham dessa proeza que quem faz com um faz com vários! Cuidado!
Rosana Calasans
Ilhéus, BA  

Ainda que seja virtual, a traição traz conseqüências, desde um simples abalo na relação até um rompimento. As ferramentas da internet passam a ser um instrumento a mais para o vazio afetivo e para o desejo sexual. É a verdadeira busca pelo "algo mais". Contudo, deve-se saber a medida certa dessa prática, para que não se torne um vício obsessivo que, em vez de aproximar as pessoas, as afasta.
Patrícia Medrado
Belo Horizonte, MG  

Minha ex-mulher vasculhava constantemente meus e-mails usando os programas espiões citados na reportagem. Tive minha vida investigada por mais de quatro meses, numa total invasão de privacidade. Minha namorada atual tem pleno acesso aos meus e-mails e ao meu Orkut. E não se sente traída com recados e mensagens. Sabe por quê? Porque entre nós existe algo chamado maturidade. Pensar em traição pela internet é um absurdo tão grande quanto dizer que o homem nunca foi à Lua. Isso mostra a imaturidade e a insegurança dos casais de hoje em dia.
Leonardo Brito
Santos, SP 

Tenho entendimento bem particular acerca do assunto. Casado há treze anos, agradeço todos os dias pela existência da internet. Nenhuma união resiste a módicas vinte a trinta relações sexuais por ano (com sorte) quando comparadas às 300 negativas escudadas em cansaço, filhos, dor de cabeça, muito tarde, muito cedo, não é hora, não é local. Não adianta desejar quem não se sente desejada. A cada investida, uma nova desculpa. Se não fosse o virtual, com certeza muitos de nós estaríamos separados no real.
P.H.L.
Marília, SP  

Fui uma das mulheres que fizeram parte da reportagem de capa. Gostaria de agradecer a VEJA pela elegância e pela delicadeza da matéria. Tudo o que eu disse estava exatamente lá, cada vírgula, cada letra. Vocês passaram para o papel o lado bem-humorado da minha comunidade, "Peruas no Orkut do meu marido". Amei todos os recados que recebi. Mensagens do Brasil e do mundo todo. Obrigada a todos pelo carinho.
Patricia de Paiva Basilio
São Paulo, SP

 

Duda Mendonça

A respeito da matéria "Duda tenta emparedar a CPI" (25 de janeiro), publicada por VEJA, afirmo que meu comparecimento em reunião da oposição, no último dia 18, não se deu como foi relatado. Permaneci na reunião até o seu término e não presenciei a discussão de assuntos como os sugeridos na reportagem. A fonte que prestou a informação sobre o ocorrido na sala da liderança do PFL no Senado não foi fiel ao que realmente aconteceu.
Senador Eduardo
Azeredo (PSDB-MG)
Brasília, DF  

Sinto nojo e revolta ao deparar com uma pequena amostra do tipo de chantagem que nossos representantes são capazes de fazer para salvar-se uns aos outros. Eu me refiro ao acordão entre partidos de governo e oposição em relação a Mercadante e Azeredo. Infelizmente, manter-se no poder é, de longe, o principal propósito da maioria dos que são eleitos. Torna-se cada vez mais difícil identificar aqueles com o verdadeiro ideal de servir e desenvolver esta nação.
Marcelo Mesquita
Montes Claros, MG  

Desde que a crise no governo do PT se instalou, somos bombardeados com notícias avassaladoras. Apesar de contestadas, todas as notícias publicadas por VEJA têm procedência, seriedade e contam com o profissionalismo de seus jornalistas. Essa ameaça de Duda Mendonça de, "se for à CPI, entrego todo mundo" não deve balançar as estruturas partidárias nem mesmo intimidar a CPI. Afinal, quem não deve não teme, e quem fez coisa errada deverá pagar pelo seu erro, pelo menos é o que se espera. A sociedade está vigilante, atenta e ansiosa para ver onde tudo isso vai parar. A cada dia, ficamos mais convencidos de que o PT montou um plano de poder, e não de governo.
Izabel Avallone
São Paulo, SP

Duda é muito criativo. Gostei da ameaça dele de falar dos bastidores de todas as campanhas de que participou. Espero que, com as ameaças, não coloque medo em alguns políticos e não desistam de chamá-lo, pois todos nós queremos saber o que Duda Mendonça tem a dizer.
Eduardo José Castro dos Santos
Inhambupe, BA

 

Osmar Serraglio

Na qualidade de brasileira votante há mais de cinqüenta anos e leitora assídua de VEJA, estou estarrecida com a corrupção neste país nos últimos tempos. Mas fiquei tranqüila porque felizmente temos uma pessoa como o senhor Osmar Serraglio, do PMDB do Paraná, que certamente achará uma punição exemplar para todos os maus brasileiros. Confiemos nele (Amarelas, 25 de janeiro).
Dioni Saldanha Heck
Petrópolis, RJ  

É difícil acreditar que ainda existam pessoas na política brasileira como o doutor Osmar Serraglio. Inteligente, astuto e, principalmente, idôneo relator da CPI dos Correios. É um exemplo a ser seguido. Anima-me saber que a política em nosso país não está totalmente corrompida.
Kenny J. Gonçalves
Umuarama, PR  

Além dos "picaretas com anel de doutor" citados por Lula, o Congresso Nacional abriga homens honrados como o deputado Osmar Serraglio. Nosso país ficará melhor quando esses parlamentares merecerem mais atenção dos cidadãos e da mídia. Pelo bem do Brasil, mais Serraglios e menos Severinos.
Valdemir Alcantara
Sinop, MT  

A entrevista elucidou dúvidas de muita gente e deu um alento a nós que torcemos por um Brasil mais íntegro, honesto, com princípios éticos sendo postos em prática.
Monica Ferrez Solberg
Rio de Janeiro, RJ  

O deputado Osmar Serraglio, além de ser mestre em direito administrativo e excelente advogado, tem uma qualidade raríssima nos políticos de hoje em dia: é honesto. Seria ótimo para o Paraná que ele se tornasse governador, uma vez que qualidades para tanto não lhe faltam, sobram.
José Bolivar Bretas
Cascavel, PR

Mais uma vez VEJA impressiona pela qualidade dos depoimentos. O relator demonstra, com propriedade, de uma maneira clara e bastante precisa, as barbaridades cometidas no governo e pelo governo. Evidencia, com efeito, a negligência do nosso presidente.
Flávia Cristina Amaro da Silva
São José do Rio Preto, SP

 

Deputados

Em vez de aumentar o número de deputados, por que não diminuir a representação dos outros estados para que a distribuição seja justa? Assim, talvez sobre verba para os aposentados, os pobres e doentes do Brasil ("São 513 e ainda acham pouco", 25 de janeiro).
Genezia Queiroz Guietti
Santos, SP

 

Veja essa

Gostaria de fazer uma correção em Veja essa (25 de janeiro). O Samuel Eto'o (atacante do Barcelona) não cuspiu em um jogador catalão, e sim em um jogador basco. Afinal eles estavam enfrentando o Athletic Bilbao, que é formado somente por jogadores bascos.
Daniel Carmo Terin
Vitória, ES  

Sobre a frase ("Este é um bom dia para morrer") do presidiário americano Clarence Roy Allen: essa é uma frase simples que poderia ter sido dita por muitos em várias ocasiões. Entretanto, tornou-se consagrada na série Star Trek, pois era o bordão utilizado pelos Klingons (uma das raças interplanetárias do seriado) quando entravam em batalha. Talvez Clarence Roy Allen fosse um trekker!
Luciano Matozo
Por e-mail

Muito infeliz a declaração do senhor José Serra quanto ao funcionamento das ONGs no Brasil. Em primeiro lugar, nem todo presidente de ONG compactua com corrupção. Em segundo, nem todos são incompetentes.
Anderson Freire
Recife, PE

 

Holofote

Hélio Laniado continua preso na República Checa. Muito embora o Supremo Tribunal Federal tenha concedido liminar sustando os efeitos da ordem de prisão, o juízo de Curitiba não acolheu a decisão superior, substituindo a prisão por outra, de forma a tornar sem efeito a ordem da Corte Suprema. Mesmo depois de confirmada pelo presidente do STF, a liminar deferida em dezembro pelo ministro Pertence continua a ser descumprida, o que mostra o caráter de verdadeira perseguição pessoal de que se reveste a ação penal promovida contra Hélio. Talvez isso se dê porque, diferentemente do que tem ocorrido com outros acusados, Hélio não aceita a pecha de doleiro ("O Supremo soltou o doleiro", Holofote, 25 de janeiro).
Dora Cavalcanti Cordani
Ráo, Cavalcanti & Pacheco Advogados
São Paulo, SP

 

Radar

Finalmente Dirceu acordou para o fato de que o tal livro em que contaria tudo sobre seu período de trinta meses como chefe da Casa Civil poderia se transformar numa peça de acusação contra si próprio. Desistir de escrevê-lo foi uma prudente decisão ("O livro de Dirceu não sai", Radar, 25 de janeiro).
Mara Montezuma Assaf
São Paulo, SP  

Parabéns pela crítica (Radar, 25 de janeiro) ao programa Big Brother. É inconcebível uma pessoa com o talento de Pedro Bial ser escalada para apresentar essa porcaria de tão baixo nível cultural. A exibição deveria ocorrer depois das 3 da manhã. Pontos negativos também para a TV Globo e para os patrocinadores desse lixo.
Robertson Siviero
São Bento do Sul, SC

 

Spa para crianças

Muito interessante e oportuna a reportagem "Brincadeira e boa forma" (25 de janeiro). De fato, o problema de sobrepeso e obesidade infantis está assumindo proporções alarmantes. É verdade que as investigações científicas dos mecanismos reguladores de consumo de alimentos com estudos dos mediadores de fome, saciedade, satisfação estão identificando diversas substâncias, tais como a leptina. No entanto, a regulação não procede de forma tão simples como em esquemas teóricos, pois muitos outros fatores individuais e ambientais perturbam esse fluxo. É importante que os indivíduos aprendam no decorrer da vida a controlar a própria fome para resistir a todas as tentações. O problema é fundamentalmente educacional, mas isso deve ser iniciado desde o desmame. Assim, as pessoas aprendem a preferir uma alimentação saudável, sem torturas nem sacrifícios. Isso não é difícil. Esperar a vida adulta para mudar será tarde. O que já foi estragado não reverte e também se torna um sacrifício. Gostei da matéria.
Doutora Rebeca C. de Angelis
São Paulo, SP

Importantíssima a reportagem, afinal a incidência de obesidade entre nossas crianças e adolescentes vem crescendo de forma preocupante. Porém, é necessário que a família participe dessa mudança de hábitos, uma vez que não adianta a garotada passar uma ou duas semanas num spa e depois ser devolvida a um ambiente no qual os hábitos alimentares são ruins e não existe estímulo à atividade física. Deve haver uma continuidade, pois se sabe que manter o peso é mais difícil do que emagrecer.
Alessandra Rascovski, endocrinologista
São Paulo, SP

 

Publicitários

Desde o começo da crise envolvendo as agências DNA, SMPB e, mais adiante, Duda, a Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) posicionou-se clara e publicamente a favor de investigações profundas, capazes de punir os culpados e liberar os inocentes da aura de suspeita que hoje paira sobre o setor. As matérias de VEJA sobre a participação de agências na crise têm contribuído com as investigações e criado oportunidade para que os acusados se defendam. A Abap espera que a verdade e a justiça prevaleçam sobre quaisquer outros interesses. Já a afirmação "É difícil entender a mente de um publicitário" conota uma ironia preconceituosa que a categoria não merece e não aceita. Os publicitários, cerca de 30 000 no Brasil, trabalham muito, com honestidade e obedecendo a princípios éticos que poderiam servir de exemplo a muitas categorias. A qualidade e a seriedade da publicidade brasileira, reconhecidas em todo o mundo, atraem, mais do que qualquer outra área, dezenas de milhares de jovens aos bancos das escolas e são o sustentáculo econômico da liberdade e da independência da imprensa.
Dalton Pastore
Presidente nacional da Abap
São Paulo, SP

 

Bang Bang

Entendemos que, na edição passada de VEJA, a propósito de fazer uma análise da novela Bang Bang ("O mico das 7", 25 de janeiro), a revista manifestou uma visão crítica e pessoal. Ou seja, de fato, nem seria o caso de ouvir o outro lado. O que nos move, no entanto, é a parte ilustrada da reportagem, uma tentativa de fazer humor, que acabou sendo gratuitamente desrespeitosa com os muitos profissionais que se dedicam a fazer uma televisão de qualidade no Brasil. A TV Globo apóia e é grata pelo trabalho dos autores, diretores, elenco e técnicos de Bang Bang. Assim como ficamos felizes por toda a nossa programação receber do telespectador audiências incríveis – um desafio permanente –, também nos orgulhamos de não ficar restritos a formatos e fórmulas aparentemente fáceis; sempre investimos em novas idéias e linguagens.
Luis Erlanger
Diretor da Central Globo de Comunicação
Rio de Janeiro, RJ  

Assisto à novela Bang Bang e posso afirmar que há passagens divertidas e também comoventes, como aquela que conta por que o personagem Ben Silver, quando criança, acreditava em Papai Noel.
Carla de Oliveira
Porto Alegre, RS  

A TV Globo já mutilou preciosidades como Twin Peaks, levando em conta apenas o ibope. Foi uma surpresa grata ver que ela tenha revisto seus conceitos. Raramente índices de ibope estão relacionados à qualidade do programa. Vide Os Maias.
Gustavo Teixeira Junqueira
São Paulo, SP

 

Belíssima

Aos 55 anos estou assistindo à primeira novela. Desde 1998, venho, por meio do Lions Clube, enviando cartas às redes de televisão pedindo que adotem o sistema closed caption (legenda fechada), que já existe há mais de trinta anos na Europa e nos Estados Unidos. Tal avanço permite a integração dos deficientes auditivos a um dos mais populares meios de informação e entretenimento que é a TV. Aproveito para informar que outros programas legendados, todos na Globo, são os seguintes: os quatro jornais diários, Fantástico, Globo Repórter, Tela Quente, A Grande Família e Zorra Total ("Os mistérios de um belíssimo sucesso", 18 de janeiro)
Adilson Aparecido Matoso
São José dos Pinhais, PR

 

Diogo Mainardi

Parabéns a Diogo Mainardi ("O intelectual de Alckmin", 25 de janeiro). Finalmente alguém na imprensa faz uma crítica ao senhor Gabriel Chalita. O que me pergunto é: após escrever 39 livros, lecionar em faculdades e ainda apresentar um programa de televisão, qual o tempo que sobra para gerenciar a educação do estado de São Paulo?
Frederico Porto
Belo Horizonte, MG

Fico triste de saber que o senhor Mainardi não entende nada de educação. Os métodos educacionais do professor Gabriel Chalita são fundamentais para criarmos um Brasil crítico, pensante e de auto-estima elevada.
Eduardo F. Fiori
São Paulo, SP  

Fui aluna do atual secretário e não me espanta saber que, melhor adulador que estudioso de filosofia, ele prefere louvar a sabedoria da senhora Alckmin a seguir as prudentes lições de autores mais consistentes. Aconselha em suas palestras e livros que o professor "ensine com carinho". Ironicamente, em seus tempos como docente o que melhor sabia fazer era distribuir zeros. Assim que teve chance de deixar a docência para se aproximar do poder, não perdeu tempo. O "Marquês de Rabicó" sempre preferiu, aos livros, a companhia dos poderosos. Uma fraude como professor e uma fraude como intelectual.
Bruna Torlay
Por e-mail  

Precisão cirúrgica nos comentários de Mainardi a respeito de nosso letrado secretário estadual de Educação. Espero (em estado de oração) que entre a redação de um livro e outro (são tantos...) o senhor Chalita encontre tempo para responder ao texto publicado. Mas não creio que ele se manifeste; ele é afetuoso demais para isso.
Glauco Arnold Tavares
Piracicaba, SP

Compactuo com as idéias do senhor Chalita e tenho certeza de que a maioria dos educadores também, pois, ao contrário do que ocorre com outros trabalhadores, o produto final do nosso trabalho é a formação do cidadão em sua plenitude. Se o senhor acredita que só ensinar conteúdos basta, só posso dizer que pena!
Tânia Regina Akiko Fugiwara Muchiutti
Presidente Prudente, SP

 

Lya Luft

Lya Luft conseguiu materializar o pensamento dos brasileiros indignados com o desrespeito à inteligência e ao bom senso (Ponto de vista, 25 de janeiro). Parece que nosso ilustre presidente se esqueceu de quem era, de onde veio, o que veio fazer e em nome de quem. Basta de empulhação. Punição para os ladrões de paletó e gravata. Cadeia já!
Marco Antônio Martins
Paulínia, SP  

A coluna da Lya Luft desta semana merece ser lida e relida em escolas, igrejas, em rede nacional de rádio e TV. Enfim, onde existirem pessoas interessadas em construir um país mais justo e próspero.
Heloisa Helena Pinto Fava
Curitiba, PR

Dá prazer, melhora os nossos conhecimentos e irriga a nossa cultura ler o Ponto de vista da extraordinária Lya Luft. Suas colocações e análises são inteligentes, completas e imparciais. Porém, o seu artigo "As elites e o povão" (25 de janeiro) não comentou sobre a elite jornalística, que, afinal de contas, tem grande responsabilidade pela formação da opinião pública e pela opinião das elites reportadas.
Pedro Edson Lourinho
Articulador institucional Programa Valorização das Culturas Regionais
Secretaria da Cultura do Estado do Ceará
Fortaleza, CE  

Desta vez Lya Luft se superou, colocou de forma sutil e inteligente seu ponto de vista sobre as elites e o povão. Simplesmente maravilhoso, pena que os que mais precisam aprender e entender as diferenças não tenham o hábito da leitura, e os que lêem não entendem. Infelizmente, estou me referindo à classe dos políticos – temos a certeza de que são pouquíssimos os que continuam sendo merecedores de nossa confiança.
Ana Maria Soares
Belém, PA
Juízes do STF

Teoricamente, jamais deveriam pairar sobre os integrantes da corte maior da Justiça do país, o Supremo Tribunal Federal, quaisquer dúvidas relacionadas à honradez e isenção das suas ações e julgamentos. Como, entretanto, a indicação política prevalece na nomeação daquele colegiado, verdadeiras aberrações se nos apresentam vez por outra. Agora mesmo, em decisão a ser anunciada até março (é vero, senhores, acreditem!), o STF deverá cancelar em todo o país mais de 10.000 ações e inquéritos abertos contra gestores da coisa pública (aí incluídos Paulo Maluf e Celso Pitta, entre outros) e demais autoridades políticas federais, estaduais e municipais que hajam transgredido a Lei de Improbidade Administrativa (de 1992). O relator da matéria argúi a tese de que os "agentes políticos" não são alcançados pela Lei de Improbidade e, portanto, devem ser julgados apenas e tão-somente por "crime de responsabilidade", o que lhes garantiria foro privilegiado ("Alerta no Supremo", 25 de janeiro).
José Nilton Mariano Saraiva
Fortaleza, CE  

Excelente, aliás, como sempre, a intervenção de VEJA quanto à escolha dos juízes para o Supremo Tribunal Federal. Lá não deve haver nenhuma suspeita de indicações e/ou nomeações que fujam aos princípios constitucionais, beneficiando fulano ou sicrano por amizade, interesse partidário ou qualquer outra situação que não contemple os fundamentos éticos, de reconhecido saber e de conduta ilibada.
Miguel Scofano
Por e-mail  

Realmente precisamos ficar alertas, pois, se como advogado o senhor Luiz Eduardo Greenhalgh consegue amealhar alguns bons trocados (e bota bons nisso), como representante dos pedidos de indenização às vítimas da ditadura militar, imaginem o que não fará como ministro do STF.
Geraldo Cogorno
Ponta Porã, MS

 

Turismo médico

Muito interessante e atual a reportagem sobre pacientes estrangeiros à procura de tratamento de saúde no Brasil ("O turismo do bisturi", 25 de janeiro). Esse crédito se deve ao alto nível técnico e científico que nossos profissionais apresentam, aliado ao respeito humano e à dedicação. Os custos não são baixos, são justos. Porém, quando comparados aos praticados em países desenvolvidos, podem ser mais interessantes, mas há que se ressaltar que boa parcela desses pacientes, para os quais os valores não seriam uma barreira, tem buscado esses tratamentos no Brasil realmente pelos seus resultados.
Dr. Paulo Abdalla Saad
Porto Ferreira, SP

A respeito da reportagem, infelizmente houve um problema de comunicação. Eu gostaria realmente de me desculpar. Não são 2 000, mas 200 os pacientes americanos que trouxemos para ser atendidos por cirurgiões plásticos brasileiros.
Peter Ryan
Cosmetic Vacations
Rio de Janeiro, RJ

 

Violência urbana

Na última edição, VEJA publicou a pesquisa do Ipea sobre as cidades brasileiras mais violentas e o Recife ficou em primeiro lugar (Contexto, 25 de janeiro). É lastimável morar em uma cidade onde o assunto violência está presente tanto na conversa de uma mesa de bar quanto numa reunião de trabalho. Todos estamos tensos e angustiados. Pior: com a sensação de que o quadro é irreversível.
Hérrisson Fábio de Oliveira Dutra
Recife, PE

 

Gente

Parece mais um esqueleto ambulante a modelo russa na foto da pág. 69 ("Da Sibéria para os raios fúlgidos", Gente, 25 de janeiro). Por falar nisso, cena em um dos recentes desfiles de moda na capital: a repórter pergunta a uma garota de 13 ou 14 anos o porquê da escolha da carreira de modelo. A garota pensa, pensa (pensa?), e apenas responde que quer ser famosa. A repórter insiste: mas por que ser famosa? A menina pensa, pensa e só consegue responder: para ser famosa.
Laércio Zanini
Garça, SP

 

Iatismo

Foi com grande satisfação que lemos a reportagem "Ao sabor do vento" (18 de janeiro), uma vez que temos como um de nossos propósitos a divulgação do iatismo e o aumento do número de praticantes desse esporte em todo o Brasil e, particularmente, no estado do Rio de Janeiro. Para tal, é importante desmitificar a vela como um esporte caro e de difícil acesso, o que esperamos alcançar por meio de um de nossos projetos, intitulado Rio de Frente para o Mar, que proporcionará às pessoas que não possuem barcos, mas têm interesse, desfrutar esse esporte na Lagoa Rodrigo de Freitas (começo do projeto em março de 2006).
Juliana Marinho
Federação de Vela do Estado do Rio de Janeiro
http://www.feverj.org.br

 

Eleições 2006

Essa Editora Três não toma jeito mesmo, hein? Depois do "checão" recebido do pessoal de Marcos Valério pelo repórter de IstoÉ Dinheiro (e como!), que conduziu a entrevista com a ex-secretária do publicitário mineiro – só publicada depois que as falcatruas do PT e de sua corja vieram à tona por meio de outros órgãos de imprensa –, a revista se coloca a serviço das conveniências de Garotinho. Que molecagem! Será que a referida revista ainda terá coragem de fazer pesquisas eleitorais sobre as eleições vindouras? Depois desse "serviço" para favorecer um candidato, por mais isentos que possam parecer, seus levantamentos nesse campo (e em outros) não terão mais credibilidade ("...E o segundo turno desapareceu", 25 de janeiro).
Antonio Pereira Silva
Praia Grande, SP

 

Ambiente

Sobre a reportagem "A poluição que vem da mata" (18 de janeiro), o efeito estufa é um fenômeno natural indispensável à vida no planeta e anterior às ações antrópicas. O aumento das concentrações de dióxido de carbono, clorofluorcarbonetos e outros gases tóxicos provenientes da atividade humana acentua sobremaneira o aquecimento proporcionado pelo fenômeno, mas não é a sua causa. Faz muito tempo que as florestas tropicais, em especial a Amazônica, não são consideradas os pulmões do planeta; é o fitoplâncton que exerce essa função, respondendo por quase 90% do oxigênio produzido no processo de fotossíntese.
Walter de Souza Silva
Belo Horizonte, MG

A reportagem nos impele a ter mais cautela ao formar paradigmas de cuidados com o meio ambiente. É indiscutível que necessitamos de medidas técnicas para o desenvolvimento sustentável, considerando o meio ambiente, econômico e social. No Brasil, temos algumas leis muito restritivas no uso de espécies de certas árvores nativas que premiam enfaticamente a preservação, depreciando o social e o econômico. Esse descompasso pode ter efeito contrário. É necessário criar leis de acordo com a vocação de cada região, considerando variáveis determinantes como clima, relevo e origem da espécie. Não é possível criar leis generalistas para todo o território brasileiro, pois temos dimensões continentais. A visão sistêmica vem a calhar também nesse caso. É preciso ter leis que propiciem a convivência harmoniosa entre o homem e o meio ambiente. Em vez de criar obstáculos para o equilíbrio, é preciso proporcionar oportunidades de desenvolvimento sustentável.
Irineu Berezanski
Consultor empresarial
São José, SC  

Finalmente a ciência começa a demonstrar indícios de que o Protocolo de Kioto não é a solução definitiva nem a panacéia que muitos esperavam e que com alarde se propagou pelo mundo inteiro. Os produtores e potenciais poluidores não agem dessa forma apenas por maldade. As empresas devem ter responsabilidade com a sua viabilidade econômica, com o emprego, com a renda social, com os impostos do governo e com consciência ambiental. Para muitos especialistas, a floresta deve se renovar, usando técnicas de manejo adequadas e apropriadas aos respectivos ecossistemas. O Protocolo de Kioto trabalha com a lógica do constrangimento à produção, nem sempre possível de tornar-se limpa de imediato. Daí permanecerem resistências.
Raimar da Silva Aguiar
Economista e empresário
Manaus, AM

 

CORREÇÕES: Bonito fica no estado de Mato Grosso do Sul, e não em Mato Grosso ("Carnaval com filhos", Guia, 18 de janeiro). Scarlett Johansson é o nome correto da atriz citada com destaque na nota "Enormes, naturais e conferidos" (Gente, 25 de janeiro).

 

OS ONZE DO SUPREMO

 

STF

Luiz Felipe Zavadzki, cirurgião-dentista em Ponta Grossa, no Paraná, e leitor de VEJA, levanta uma questão relativa à foto que ilustra a reportagem "Alerta no Supremo" (25 de janeiro): "O Supremo Tribunal Federal é constituído por onze ministros, porém na foto divulgada na matéria há doze pessoas. Quem seria a 12ª pessoa?". A mesma pergunta foi feita por Marlon Pereira, de Santo André, em São Paulo, e Gileno Meireles, de Salvador. Na verdade, é tradição que juntamente com os onze ministros do Supremo apareça na fotografia oficial o procurador-geral da República. Na foto publicada, esse 12º personagem é Cláudio Lemos Fonteles, que ocupou o cargo no biênio 2003/2005. O atual procurador é Antonio Fernando Barros e Silva de Souza, que substituiu Fonteles para o biênio 2005/2007. Maiores informações nos sites www2.pgr.mpf.gov.br/ e http://www.stf.gov.br/.

 

BRINCADEIRA VIRTUAL

Amanda Piazza e Renata Bezerra, ambas com 10 anos, escreveram à redação para pedir mais informações sobre o site em que a paulista Izabella Chiappini ("Imersos na tecnologia – e mais espertos", 11 de janeiro) cuida de um cachorro virtual. Na página, que reúne mais de 70 milhões de donos de animais de estimação digitais no mundo inteiro, as crianças escolhem a raça que desejam criar e recebem um dinheiro virtual (cujo poder de compra oscila de acordo com uma espécie de cotação) para comprar produtos e serviços que serão utilizados pelo bichinho. Apesar de viverem em um mundo digital, os animais requerem os cuidados de um bichinho real: adoecem, ficam tristes, comem e brincam. O site, que é de livre acesso, está disponível em onze idiomas e oferece mais de uma centena de jogos e outros serviços, pode ser acessado no endereço http://www.neopets.com/.

 

VIDA ZEN

O perfil de Cláudia Dias Batista de Souza, a monja Coen, apresentado na reportagem "A estrela do zen-ativismo" (18 de janeiro) despertou o interesse dos leitores por mais informações. Coen é fundadora da Comunidade Zen Budista, na Zona Sul de São Paulo. Em seu site (http://www.monjacoen.
com.br)
há informações sobre sua trajetória e seu livro Viva Zen – Reflexões sobre o Instante e o Caminho. Lá os visitantes encontram ainda textos sobre budismo, informações a respeito da comunidade, dos locais de prática e links para outros sites sobre o assunto.

 

 
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