|
|
Cartas  | "VEJA
não poderia ter sido melhor, ao mostrar que a traição virtual
é real, traumática e desrespeitosa, semelhante a qualquer outra." Luana
Giannotti Jaguariúna, SP |
Traição
virtual Quando vi a chamada de capa de VEJA
"Traição virtual" ("Trair e teclar, é só começar",
25 de janeiro), fui logo comprar a revista. Passei por isso mais de uma vez no
mesmo relacionamento e incomoda demais. É um tipo de traição
e abala a tranqüilidade conquistada. Pode-se escolher a melhor maneira de
conviver com isso. Uma delas é o diálogo franco. Melissa Paim
de Vargas Porto Alegre, RS
Parabéns a Daniela Pinheiro pela reportagem, que trata de uma realidade
nada virtual. Sou casado há cinco anos e conheci minha mulher numa sala
de bate-papo. Somos muito felizes, e a internet serviu apenas para sabermos que
existíamos. Mas é preciso tomar cuidado, pois, da mesma forma que
ela nos uniu, pode destruir uma família. Sérgio Roberto de
Oliveira Campinas, SP
Acabo de chegar do fórum central de Porto Alegre, onde assinei minha separação
consensual. A reportagem de capa de VEJA desta semana conta a história
da implosão do meu casamento. Fiquei assombrada. Tânia Marisse
da Cunha Porto Alegre, RS
A reportagem "Trair e teclar, é só começar" está tão
verdadeira que muita gente deve ter escondido a revista. Érvio Tripoli Bauru,
SP Pode parecer coincidência,
mas justamente na semana em que a revista publicou uma reportagem de capa com
o título "Trair e teclar, é só começar", enquanto
passo férias em Salvador, tive os meus scraps do Orkut vasculhados pela
minha mulher. E, para minha surpresa, recebi a notícia de que eu não
deveria voltar para casa após as férias. Ainda estou tentando contornar
a situação, que é mesmo muito grave. Diante dos acontecimentos,
cheguei à conclusão de que a utilização desse tipo
de site de relacionamentos virtuais, assim como outros, pode mesmo se transformar
em problemas reais. Jeziel de Queiroz Taubaté, SP
Meu Orkut é um livro aberto. Minha mulher todo santo dia dá uma
espiada. Mas não tem perigo, mesmo porque meu "disco rígido" não
anda lá essas coisas. José Francisco Vasques de Souza Venâncio
Aires, RS Recentemente fui
vítima desse problema, mas, diferentemente dos que contrataram profissionais
para confirmar o fato, tive a infelicidade de obter as informações
por meio de meus filhos adolescentes, que, por descuido do pai, acessaram as conversas,
passando a acompanhá-las por vários meses. O teor de tais conversas
envolvia intimidades nossas e da família e a prática de "sexo virtual".
Tudo isso trouxe profundas alterações no comportamento dos meus
filhos, total desconfiança em relação ao meu marido e desarmonia
nas relações familiares. M.A.S. Por e-mail
Tenho 42 anos, filhas gêmeas adolescentes, sou casada há dezoito.
Alguns anos atrás, enquanto cuidava das meninas, da casa e de várias
outras coisas, descobri que meu marido teclava, madrugada adentro, com muitas
mulheres. Eram conversas bastante íntimas, como havia tempos não
aconteciam entre nós. Minha primeira reação foi de fúria:
gritei, briguei, fiz um escândalo. Tentei dar o troco, cheguei algumas vezes
a conversar longamente com desconhecidos, mas não é uma experiência
que me agrade. Gosto de gente de carne e osso. Continuo casada, mas a relação
esfriou muito. Hoje, temos uma vida pouco social, nunca saímos juntos.
Meu marido abriu um precedente perigoso no nosso relacionamento, perdi a confiança,
a admiração e o respeito que tinha por ele. R.T. Piracicaba,
SP Realmente dói muito
ver a pessoa que você ama com tanta liberdade com outra pessoa a
sensação é de perda, dor e vergonha. Vergonha? Vergonhoso
é ficar lendo sem permissão as mensagens que não foram escritas
para você. Conclusão: viva a vida, cuide de você, não
precisamos ser escravos da internet. Gislene Reis Salvador,
BA Sabe por que existe essa
nova forma virtual de trair? Porque o homem não nasceu para se casar. A
sociedade o empurra ao casamento mostrando algumas vantagens, mas, no fundo, ele
sempre vai achar formas de permanecer "solteiro". É instintivo seu anseio
por liberdade. Ana Schmidt São Paulo, SP
Graças ao Orkut e posteriormente ao MSN, faço parte daqueles 60%
(que a matéria cita) em que a traição virtual se tornou sexo
real e resultou na ruptura de um casamento de quase dez anos. Não há
diferença entre a traição virtual e a real. Ambas são
às escondidas, nascem na calada da noite, camuflam-se em pseudônimos
e chegam para virar sua vida. No meu caso, para melhor, mas não sem sofrimento
ou angústia. Virtual ou não, sofre-se a angústia da perda.
Mas, virtual ou real, gostaria de lembrar aos "traidores" que se orgulham dessa
proeza que quem faz com um faz com vários! Cuidado! Rosana Calasans
Ilhéus, BA Ainda
que seja virtual, a traição traz conseqüências, desde
um simples abalo na relação até um rompimento. As ferramentas
da internet passam a ser um instrumento a mais para o vazio afetivo e para o desejo
sexual. É a verdadeira busca pelo "algo mais". Contudo, deve-se saber a
medida certa dessa prática, para que não se torne um vício
obsessivo que, em vez de aproximar as pessoas, as afasta. Patrícia
Medrado Belo Horizonte, MG
Minha ex-mulher vasculhava constantemente meus e-mails usando os programas espiões
citados na reportagem. Tive minha vida investigada por mais de quatro meses, numa
total invasão de privacidade. Minha namorada atual tem pleno acesso aos
meus e-mails e ao meu Orkut. E não se sente traída com recados e
mensagens. Sabe por quê? Porque entre nós existe algo chamado maturidade.
Pensar em traição pela internet é um absurdo tão grande
quanto dizer que o homem nunca foi à Lua. Isso mostra a imaturidade e a
insegurança dos casais de hoje em dia. Leonardo Brito Santos,
SP Tenho entendimento bem particular
acerca do assunto. Casado há treze anos, agradeço todos os dias
pela existência da internet. Nenhuma união resiste a módicas
vinte a trinta relações sexuais por ano (com sorte) quando comparadas
às 300 negativas escudadas em cansaço, filhos, dor de cabeça,
muito tarde, muito cedo, não é hora, não é local.
Não adianta desejar quem não se sente desejada. A cada investida,
uma nova desculpa. Se não fosse o virtual, com certeza muitos de nós
estaríamos separados no real. P.H.L. Marília, SP
Fui uma das mulheres que fizeram parte
da reportagem de capa. Gostaria de agradecer a VEJA pela elegância e pela
delicadeza da matéria. Tudo o que eu disse estava exatamente lá,
cada vírgula, cada letra. Vocês passaram para o papel o lado bem-humorado
da minha comunidade, "Peruas no Orkut do meu marido". Amei todos os recados que
recebi. Mensagens do Brasil e do mundo todo. Obrigada a todos pelo carinho. Patricia
de Paiva Basilio São Paulo, SP
Duda Mendonça A respeito da matéria
"Duda tenta emparedar a CPI" (25 de janeiro), publicada por VEJA, afirmo que meu
comparecimento em reunião da oposição, no último dia
18, não se deu como foi relatado. Permaneci na reunião até
o seu término e não presenciei a discussão de assuntos como
os sugeridos na reportagem. A fonte que prestou a informação sobre
o ocorrido na sala da liderança do PFL no Senado não foi fiel ao
que realmente aconteceu. Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) Brasília,
DF Sinto nojo e revolta ao
deparar com uma pequena amostra do tipo de chantagem que nossos representantes
são capazes de fazer para salvar-se uns aos outros. Eu me refiro ao acordão
entre partidos de governo e oposição em relação a
Mercadante e Azeredo. Infelizmente, manter-se no poder é, de longe, o principal
propósito da maioria dos que são eleitos. Torna-se cada vez mais
difícil identificar aqueles com o verdadeiro ideal de servir e desenvolver
esta nação. Marcelo Mesquita Montes Claros, MG
Desde que a crise no governo do PT
se instalou, somos bombardeados com notícias avassaladoras. Apesar de contestadas,
todas as notícias publicadas por VEJA têm procedência, seriedade
e contam com o profissionalismo de seus jornalistas. Essa ameaça de Duda
Mendonça de, "se for à CPI, entrego todo mundo" não deve
balançar as estruturas partidárias nem mesmo intimidar a CPI. Afinal,
quem não deve não teme, e quem fez coisa errada deverá pagar
pelo seu erro, pelo menos é o que se espera. A sociedade está vigilante,
atenta e ansiosa para ver onde tudo isso vai parar. A cada dia, ficamos mais convencidos
de que o PT montou um plano de poder, e não de governo. Izabel
Avallone São Paulo, SP
Duda é muito criativo. Gostei da ameaça dele de falar dos bastidores
de todas as campanhas de que participou. Espero que, com as ameaças, não
coloque medo em alguns políticos e não desistam de chamá-lo,
pois todos nós queremos saber o que Duda Mendonça tem a dizer. Eduardo
José Castro dos Santos Inhambupe, BA
Osmar Serraglio Na qualidade de brasileira
votante há mais de cinqüenta anos e leitora assídua de VEJA,
estou estarrecida com a corrupção neste país nos últimos
tempos. Mas fiquei tranqüila porque felizmente temos uma pessoa como o senhor
Osmar Serraglio, do PMDB do Paraná, que certamente achará uma punição
exemplar para todos os maus brasileiros. Confiemos nele (Amarelas, 25 de janeiro). Dioni
Saldanha Heck Petrópolis, RJ É
difícil acreditar que ainda existam pessoas na política brasileira
como o doutor Osmar Serraglio. Inteligente, astuto e, principalmente, idôneo
relator da CPI dos Correios. É um exemplo a ser seguido. Anima-me saber
que a política em nosso país não está totalmente corrompida.
Kenny J. Gonçalves Umuarama, PR
Além dos "picaretas com anel de doutor" citados por Lula, o Congresso Nacional
abriga homens honrados como o deputado Osmar Serraglio. Nosso país ficará
melhor quando esses parlamentares merecerem mais atenção dos cidadãos
e da mídia. Pelo bem do Brasil, mais Serraglios e menos Severinos. Valdemir
Alcantara Sinop, MT
A entrevista elucidou dúvidas de muita gente e deu um alento a nós
que torcemos por um Brasil mais íntegro, honesto, com princípios
éticos sendo postos em prática. Monica Ferrez Solberg Rio
de Janeiro, RJ O deputado Osmar
Serraglio, além de ser mestre em direito administrativo e excelente advogado,
tem uma qualidade raríssima nos políticos de hoje em dia: é
honesto. Seria ótimo para o Paraná que ele se tornasse governador,
uma vez que qualidades para tanto não lhe faltam, sobram. José
Bolivar Bretas Cascavel, PR
Mais uma vez VEJA impressiona pela qualidade dos depoimentos. O relator demonstra,
com propriedade, de uma maneira clara e bastante precisa, as barbaridades cometidas
no governo e pelo governo. Evidencia, com efeito, a negligência do nosso
presidente. Flávia Cristina Amaro da Silva São José
do Rio Preto, SP Deputados
Em vez de aumentar o número de deputados,
por que não diminuir a representação dos outros estados para
que a distribuição seja justa? Assim, talvez sobre verba para os
aposentados, os pobres e doentes do Brasil ("São 513 e ainda acham pouco",
25 de janeiro). Genezia Queiroz Guietti Santos, SP
Veja essa
Gostaria de fazer uma correção em Veja essa (25 de janeiro).
O Samuel Eto'o (atacante do Barcelona) não cuspiu em um jogador catalão,
e sim em um jogador basco. Afinal eles estavam enfrentando o Athletic Bilbao,
que é formado somente por jogadores bascos. Daniel Carmo Terin
Vitória, ES Sobre
a frase ("Este é um bom dia para morrer") do presidiário americano
Clarence Roy Allen: essa é uma frase simples que poderia ter sido dita
por muitos em várias ocasiões. Entretanto, tornou-se consagrada
na série Star Trek, pois era o bordão utilizado pelos Klingons
(uma das raças interplanetárias do seriado) quando entravam em batalha.
Talvez Clarence Roy Allen fosse um trekker! Luciano Matozo Por e-mail
Muito infeliz a declaração
do senhor José Serra quanto ao funcionamento das ONGs no Brasil. Em primeiro
lugar, nem todo presidente de ONG compactua com corrupção. Em segundo,
nem todos são incompetentes. Anderson Freire Recife, PE
Holofote
Hélio Laniado continua preso na República Checa. Muito embora o
Supremo Tribunal Federal tenha concedido liminar sustando os efeitos da ordem
de prisão, o juízo de Curitiba não acolheu a decisão
superior, substituindo a prisão por outra, de forma a tornar sem efeito
a ordem da Corte Suprema. Mesmo depois de confirmada pelo presidente do STF, a
liminar deferida em dezembro pelo ministro Pertence continua a ser descumprida,
o que mostra o caráter de verdadeira perseguição pessoal
de que se reveste a ação penal promovida contra Hélio. Talvez
isso se dê porque, diferentemente do que tem ocorrido com outros acusados,
Hélio não aceita a pecha de doleiro ("O Supremo soltou o doleiro",
Holofote, 25 de janeiro). Dora Cavalcanti Cordani Ráo, Cavalcanti
& Pacheco Advogados São Paulo, SP
Radar Finalmente Dirceu acordou para o fato
de que o tal livro em que contaria tudo sobre seu período de trinta meses
como chefe da Casa Civil poderia se transformar numa peça de acusação
contra si próprio. Desistir de escrevê-lo foi uma prudente decisão
("O livro de Dirceu não sai", Radar, 25 de janeiro). Mara Montezuma
Assaf São Paulo, SP
Parabéns pela crítica (Radar, 25 de janeiro) ao programa Big
Brother. É inconcebível uma pessoa com o talento de Pedro Bial
ser escalada para apresentar essa porcaria de tão baixo nível cultural.
A exibição deveria ocorrer depois das 3 da manhã. Pontos
negativos também para a TV Globo e para os patrocinadores desse lixo. Robertson
Siviero São Bento do Sul, SC
Spa para crianças Muito interessante
e oportuna a reportagem "Brincadeira e boa forma" (25 de janeiro). De fato, o
problema de sobrepeso e obesidade infantis está assumindo proporções
alarmantes. É verdade que as investigações científicas
dos mecanismos reguladores de consumo de alimentos com estudos dos mediadores
de fome, saciedade, satisfação estão identificando diversas
substâncias, tais como a leptina. No entanto, a regulação
não procede de forma tão simples como em esquemas teóricos,
pois muitos outros fatores individuais e ambientais perturbam esse fluxo. É
importante que os indivíduos aprendam no decorrer da vida a controlar a
própria fome para resistir a todas as tentações. O problema
é fundamentalmente educacional, mas isso deve ser iniciado desde o desmame.
Assim, as pessoas aprendem a preferir uma alimentação saudável,
sem torturas nem sacrifícios. Isso não é difícil.
Esperar a vida adulta para mudar será tarde. O que já foi estragado
não reverte e também se torna um sacrifício. Gostei da matéria.
Doutora Rebeca C. de Angelis São Paulo, SP
Importantíssima a reportagem, afinal a incidência de obesidade entre
nossas crianças e adolescentes vem crescendo de forma preocupante. Porém,
é necessário que a família participe dessa mudança
de hábitos, uma vez que não adianta a garotada passar uma ou duas
semanas num spa e depois ser devolvida a um ambiente no qual os hábitos
alimentares são ruins e não existe estímulo à atividade
física. Deve haver uma continuidade, pois se sabe que manter o peso é
mais difícil do que emagrecer. Alessandra Rascovski, endocrinologista
São Paulo, SP Publicitários
Desde o começo da crise envolvendo
as agências DNA, SMPB e, mais adiante, Duda, a Associação
Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) posicionou-se clara e publicamente
a favor de investigações profundas, capazes de punir os culpados
e liberar os inocentes da aura de suspeita que hoje paira sobre o setor. As matérias
de VEJA sobre a participação de agências na crise têm
contribuído com as investigações e criado oportunidade para
que os acusados se defendam. A Abap espera que a verdade e a justiça prevaleçam
sobre quaisquer outros interesses. Já a afirmação "É
difícil entender a mente de um publicitário" conota uma ironia preconceituosa
que a categoria não merece e não aceita. Os publicitários,
cerca de 30 000 no Brasil, trabalham muito, com honestidade e obedecendo a princípios
éticos que poderiam servir de exemplo a muitas categorias. A qualidade
e a seriedade da publicidade brasileira, reconhecidas em todo o mundo, atraem,
mais do que qualquer outra área, dezenas de milhares de jovens aos bancos
das escolas e são o sustentáculo econômico da liberdade e
da independência da imprensa. Dalton Pastore Presidente nacional
da Abap São Paulo, SP Bang
Bang Entendemos que, na edição
passada de VEJA, a propósito de fazer uma análise da novela Bang
Bang ("O mico das 7", 25 de janeiro), a revista manifestou uma visão
crítica e pessoal. Ou seja, de fato, nem seria o caso de ouvir o outro
lado. O que nos move, no entanto, é a parte ilustrada da reportagem, uma
tentativa de fazer humor, que acabou sendo gratuitamente desrespeitosa com os
muitos profissionais que se dedicam a fazer uma televisão de qualidade
no Brasil. A TV Globo apóia e é grata pelo trabalho dos autores,
diretores, elenco e técnicos de Bang Bang. Assim como ficamos felizes
por toda a nossa programação receber do telespectador audiências
incríveis um desafio permanente , também nos orgulhamos
de não ficar restritos a formatos e fórmulas aparentemente fáceis;
sempre investimos em novas idéias e linguagens. Luis Erlanger
Diretor da Central Globo de Comunicação Rio de Janeiro, RJ
Assisto à novela Bang
Bang e posso afirmar que há passagens divertidas e também comoventes,
como aquela que conta por que o personagem Ben Silver, quando criança,
acreditava em Papai Noel. Carla de Oliveira Porto Alegre, RS
A TV Globo já mutilou preciosidades
como Twin Peaks, levando em conta apenas o ibope. Foi uma surpresa grata
ver que ela tenha revisto seus conceitos. Raramente índices de ibope estão
relacionados à qualidade do programa. Vide Os Maias. Gustavo
Teixeira Junqueira São Paulo, SP
Belíssima
Aos 55 anos estou assistindo à primeira novela. Desde 1998, venho, por
meio do Lions Clube, enviando cartas às redes de televisão pedindo
que adotem o sistema closed caption (legenda fechada), que já existe há
mais de trinta anos na Europa e nos Estados Unidos. Tal avanço permite
a integração dos deficientes auditivos a um dos mais populares meios
de informação e entretenimento que é a TV. Aproveito para
informar que outros programas legendados, todos na Globo, são os seguintes:
os quatro jornais diários, Fantástico, Globo Repórter,
Tela Quente, A Grande Família e Zorra Total ("Os mistérios
de um belíssimo sucesso", 18 de janeiro) Adilson Aparecido Matoso
São José dos Pinhais, PR
Diogo Mainardi Parabéns a Diogo Mainardi
("O intelectual de Alckmin", 25 de janeiro). Finalmente alguém na imprensa
faz uma crítica ao senhor Gabriel Chalita. O que me pergunto é:
após escrever 39 livros, lecionar em faculdades e ainda apresentar um programa
de televisão, qual o tempo que sobra para gerenciar a educação
do estado de São Paulo? Frederico Porto Belo Horizonte,
MG Fico triste de saber que o senhor
Mainardi não entende nada de educação. Os métodos
educacionais do professor Gabriel Chalita são fundamentais para criarmos
um Brasil crítico, pensante e de auto-estima elevada. Eduardo F.
Fiori São Paulo, SP
Fui aluna do atual secretário e não me espanta saber que, melhor
adulador que estudioso de filosofia, ele prefere louvar a sabedoria da senhora
Alckmin a seguir as prudentes lições de autores mais consistentes.
Aconselha em suas palestras e livros que o professor "ensine com carinho". Ironicamente,
em seus tempos como docente o que melhor sabia fazer era distribuir zeros. Assim
que teve chance de deixar a docência para se aproximar do poder, não
perdeu tempo. O "Marquês de Rabicó" sempre preferiu, aos livros,
a companhia dos poderosos. Uma fraude como professor e uma fraude como intelectual. Bruna
Torlay Por e-mail Precisão
cirúrgica nos comentários de Mainardi a respeito de nosso letrado
secretário estadual de Educação. Espero (em estado de oração)
que entre a redação de um livro e outro (são tantos...) o
senhor Chalita encontre tempo para responder ao texto publicado. Mas não
creio que ele se manifeste; ele é afetuoso demais para isso. Glauco
Arnold Tavares Piracicaba, SP
Compactuo com as idéias do senhor Chalita e tenho certeza de que a maioria
dos educadores também, pois, ao contrário do que ocorre com outros
trabalhadores, o produto final do nosso trabalho é a formação
do cidadão em sua plenitude. Se o senhor acredita que só ensinar
conteúdos basta, só posso dizer que pena! Tânia Regina
Akiko Fugiwara Muchiutti Presidente Prudente, SP
Lya Luft
Lya Luft conseguiu materializar o pensamento dos brasileiros indignados com o
desrespeito à inteligência e ao bom senso (Ponto de vista, 25 de
janeiro). Parece que nosso ilustre presidente se esqueceu de quem era, de onde
veio, o que veio fazer e em nome de quem. Basta de empulhação. Punição
para os ladrões de paletó e gravata. Cadeia já! Marco
Antônio Martins Paulínia, SP
A coluna da Lya Luft desta semana merece ser lida e relida em escolas, igrejas,
em rede nacional de rádio e TV. Enfim, onde existirem pessoas interessadas
em construir um país mais justo e próspero. Heloisa Helena
Pinto Fava Curitiba, PR Dá
prazer, melhora os nossos conhecimentos e irriga a nossa cultura ler o Ponto de
vista da extraordinária Lya Luft. Suas colocações e análises
são inteligentes, completas e imparciais. Porém, o seu artigo "As
elites e o povão" (25 de janeiro) não comentou sobre a elite jornalística,
que, afinal de contas, tem grande responsabilidade pela formação
da opinião pública e pela opinião das elites reportadas. Pedro
Edson Lourinho Articulador institucional Programa Valorização
das Culturas Regionais Secretaria da Cultura do Estado do Ceará Fortaleza,
CE Desta vez Lya Luft se superou,
colocou de forma sutil e inteligente seu ponto de vista sobre as elites e o povão.
Simplesmente maravilhoso, pena que os que mais precisam aprender e entender as
diferenças não tenham o hábito da leitura, e os que lêem
não entendem. Infelizmente, estou me referindo à classe dos políticos
temos a certeza de que são pouquíssimos os que continuam
sendo merecedores de nossa confiança. Ana Maria Soares Belém,
PA Juízes do STF Teoricamente,
jamais deveriam pairar sobre os integrantes da corte maior da Justiça do
país, o Supremo Tribunal Federal, quaisquer dúvidas relacionadas
à honradez e isenção das suas ações e julgamentos.
Como, entretanto, a indicação política prevalece na nomeação
daquele colegiado, verdadeiras aberrações se nos apresentam vez
por outra. Agora mesmo, em decisão a ser anunciada até março
(é vero, senhores, acreditem!), o STF deverá cancelar em todo o
país mais de 10.000 ações e inquéritos abertos contra
gestores da coisa pública (aí incluídos Paulo Maluf e Celso
Pitta, entre outros) e demais autoridades políticas federais, estaduais
e municipais que hajam transgredido a Lei de Improbidade Administrativa (de 1992).
O relator da matéria argúi a tese de que os "agentes políticos"
não são alcançados pela Lei de Improbidade e, portanto, devem
ser julgados apenas e tão-somente por "crime de responsabilidade", o que
lhes garantiria foro privilegiado ("Alerta no Supremo", 25 de janeiro). José
Nilton Mariano Saraiva Fortaleza, CE
Excelente, aliás, como sempre, a intervenção de VEJA quanto
à escolha dos juízes para o Supremo Tribunal Federal. Lá
não deve haver nenhuma suspeita de indicações e/ou nomeações
que fujam aos princípios constitucionais, beneficiando fulano ou sicrano
por amizade, interesse partidário ou qualquer outra situação
que não contemple os fundamentos éticos, de reconhecido saber e
de conduta ilibada. Miguel Scofano Por e-mail
Realmente precisamos ficar alertas, pois, se como advogado o senhor Luiz Eduardo
Greenhalgh consegue amealhar alguns bons trocados (e bota bons nisso), como representante
dos pedidos de indenização às vítimas da ditadura
militar, imaginem o que não fará como ministro do STF. Geraldo
Cogorno Ponta Porã, MS
Turismo médico Muito interessante
e atual a reportagem sobre pacientes estrangeiros à procura de tratamento
de saúde no Brasil ("O turismo do bisturi", 25 de janeiro). Esse crédito
se deve ao alto nível técnico e científico que nossos profissionais
apresentam, aliado ao respeito humano e à dedicação. Os custos
não são baixos, são justos. Porém, quando comparados
aos praticados em países desenvolvidos, podem ser mais interessantes, mas
há que se ressaltar que boa parcela desses pacientes, para os quais os
valores não seriam uma barreira, tem buscado esses tratamentos no Brasil
realmente pelos seus resultados. Dr. Paulo Abdalla Saad Porto Ferreira,
SP A respeito da reportagem, infelizmente
houve um problema de comunicação. Eu gostaria realmente de me desculpar.
Não são 2 000, mas 200 os pacientes americanos que trouxemos para
ser atendidos por cirurgiões plásticos brasileiros. Peter
Ryan Cosmetic Vacations Rio de Janeiro, RJ
Violência urbana Na última edição,
VEJA publicou a pesquisa do Ipea sobre as cidades brasileiras mais violentas e
o Recife ficou em primeiro lugar (Contexto, 25 de janeiro). É lastimável
morar em uma cidade onde o assunto violência está presente tanto
na conversa de uma mesa de bar quanto numa reunião de trabalho. Todos estamos
tensos e angustiados. Pior: com a sensação de que o quadro é
irreversível. Hérrisson Fábio de Oliveira Dutra
Recife, PE Gente
Parece mais um esqueleto ambulante
a modelo russa na foto da pág. 69 ("Da Sibéria para os raios fúlgidos",
Gente, 25 de janeiro). Por falar nisso, cena em um dos recentes desfiles de moda
na capital: a repórter pergunta a uma garota de 13 ou 14 anos o porquê
da escolha da carreira de modelo. A garota pensa, pensa (pensa?), e apenas responde
que quer ser famosa. A repórter insiste: mas por que ser famosa? A menina
pensa, pensa e só consegue responder: para ser famosa. Laércio
Zanini Garça, SP
Iatismo Foi com grande satisfação
que lemos a reportagem "Ao sabor do vento" (18 de janeiro), uma vez que temos
como um de nossos propósitos a divulgação do iatismo e o
aumento do número de praticantes desse esporte em todo o Brasil e, particularmente,
no estado do Rio de Janeiro. Para tal, é importante desmitificar a vela
como um esporte caro e de difícil acesso, o que esperamos alcançar
por meio de um de nossos projetos, intitulado Rio de Frente para o Mar, que proporcionará
às pessoas que não possuem barcos, mas têm interesse, desfrutar
esse esporte na Lagoa Rodrigo de Freitas (começo do projeto em março
de 2006). Juliana Marinho Federação de Vela do Estado
do Rio de Janeiro http://www.feverj.org.br
Eleições 2006 Essa Editora
Três não toma jeito mesmo, hein? Depois do "checão" recebido
do pessoal de Marcos Valério pelo repórter de IstoÉ Dinheiro
(e como!), que conduziu a entrevista com a ex-secretária do publicitário
mineiro só publicada depois que as falcatruas do PT e de sua corja
vieram à tona por meio de outros órgãos de imprensa ,
a revista se coloca a serviço das conveniências de Garotinho.
Que molecagem! Será que a referida revista ainda terá coragem de
fazer pesquisas eleitorais sobre as eleições vindouras? Depois desse
"serviço" para favorecer um candidato, por mais isentos que possam parecer,
seus levantamentos nesse campo (e em outros) não terão mais credibilidade
("...E o segundo turno desapareceu", 25 de janeiro). Antonio Pereira Silva Praia
Grande, SP Ambiente
Sobre a reportagem "A poluição
que vem da mata" (18 de janeiro), o efeito estufa é um fenômeno natural
indispensável à vida no planeta e anterior às ações
antrópicas. O aumento das concentrações de dióxido
de carbono, clorofluorcarbonetos e outros gases tóxicos provenientes da
atividade humana acentua sobremaneira o aquecimento proporcionado pelo fenômeno,
mas não é a sua causa. Faz muito tempo que as florestas tropicais,
em especial a Amazônica, não são consideradas os pulmões
do planeta; é o fitoplâncton que exerce essa função,
respondendo por quase 90% do oxigênio produzido no processo de fotossíntese.
Walter de Souza Silva Belo Horizonte, MG
A reportagem nos impele a ter mais cautela ao formar paradigmas de cuidados com
o meio ambiente. É indiscutível que necessitamos de medidas técnicas
para o desenvolvimento sustentável, considerando o meio ambiente, econômico
e social. No Brasil, temos algumas leis muito restritivas no uso de espécies
de certas árvores nativas que premiam enfaticamente a preservação,
depreciando o social e o econômico. Esse descompasso pode ter efeito contrário.
É necessário criar leis de acordo com a vocação de
cada região, considerando variáveis determinantes como clima, relevo
e origem da espécie. Não é possível criar leis generalistas
para todo o território brasileiro, pois temos dimensões continentais.
A visão sistêmica vem a calhar também nesse caso. É
preciso ter leis que propiciem a convivência harmoniosa entre o homem e
o meio ambiente. Em vez de criar obstáculos para o equilíbrio, é
preciso proporcionar oportunidades de desenvolvimento sustentável. Irineu
Berezanski Consultor empresarial São José, SC
Finalmente a ciência começa a demonstrar indícios de que o
Protocolo de Kioto não é a solução definitiva nem
a panacéia que muitos esperavam e que com alarde se propagou pelo mundo
inteiro. Os produtores e potenciais poluidores não agem dessa forma apenas
por maldade. As empresas devem ter responsabilidade com a sua viabilidade econômica,
com o emprego, com a renda social, com os impostos do governo e com consciência
ambiental. Para muitos especialistas, a floresta deve se renovar, usando técnicas
de manejo adequadas e apropriadas aos respectivos ecossistemas. O Protocolo de
Kioto trabalha com a lógica do constrangimento à produção,
nem sempre possível de tornar-se limpa de imediato. Daí permanecerem
resistências. Raimar da Silva Aguiar Economista e empresário
Manaus, AM
CORREÇÕES: Bonito
fica no estado de Mato Grosso do Sul, e não em Mato Grosso ("Carnaval com
filhos", Guia, 18 de janeiro). Scarlett Johansson é o nome
correto da atriz citada com destaque na nota "Enormes, naturais e conferidos"
(Gente, 25 de janeiro).
OS ONZE DO SUPREMO STF
 |
Luiz Felipe Zavadzki, cirurgião-dentista em Ponta Grossa, no Paraná,
e leitor de VEJA, levanta uma questão relativa à foto que ilustra
a reportagem "Alerta no Supremo" (25 de janeiro): "O Supremo Tribunal Federal
é constituído por onze ministros, porém na foto divulgada
na matéria há doze pessoas. Quem seria a 12ª pessoa?". A mesma
pergunta foi feita por Marlon Pereira, de Santo André, em São Paulo,
e Gileno Meireles, de Salvador. Na verdade, é tradição que
juntamente com os onze ministros do Supremo apareça na fotografia oficial
o procurador-geral da República. Na foto publicada, esse 12º personagem
é Cláudio Lemos Fonteles, que ocupou o cargo no biênio
2003/2005. O atual procurador é Antonio Fernando Barros e Silva de Souza,
que substituiu Fonteles para o biênio 2005/2007. Maiores informações
nos sites www2.pgr.mpf.gov.br/
e http://www.stf.gov.br/.
| |
BRINCADEIRA VIRTUAL
Amanda
Piazza e Renata Bezerra, ambas com 10 anos, escreveram à redação
para pedir mais informações sobre o site em que a paulista Izabella
Chiappini ("Imersos na tecnologia e mais espertos", 11 de janeiro) cuida
de um cachorro virtual. Na página, que reúne mais de 70 milhões
de donos de animais de estimação digitais no mundo inteiro, as crianças
escolhem a raça que desejam criar e recebem um dinheiro virtual (cujo poder
de compra oscila de acordo com uma espécie de cotação) para
comprar produtos e serviços que serão utilizados pelo bichinho.
Apesar de viverem em um mundo digital, os animais requerem os cuidados de um bichinho
real: adoecem, ficam tristes, comem e brincam. O site, que é de livre acesso,
está disponível em onze idiomas e oferece mais de uma centena de
jogos e outros serviços, pode ser acessado no endereço http://www.neopets.com/.
| |
VIDA ZEN
O
perfil de Cláudia Dias Batista de Souza, a monja Coen, apresentado na reportagem
"A estrela do zen-ativismo" (18 de janeiro) despertou o interesse dos leitores
por mais informações. Coen é fundadora da Comunidade Zen
Budista, na Zona Sul de São Paulo. Em seu site (http://www.monjacoen. com.br)
há informações sobre sua trajetória e seu livro
Viva Zen Reflexões sobre o Instante e o Caminho. Lá os
visitantes encontram ainda textos sobre budismo, informações a respeito
da comunidade, dos locais de prática e links para outros sites sobre o
assunto. | | |